terça-feira, outubro 31, 2006

Gato Fedorento - Paulo Bento

Este é para o João Távora nesta semana à Paulo Bento (cortada ao meio - muito boa!)

Indiferença

Após uma leitura rápida de alguns jornais online constato que não me apercebi que algum deles tivesse mencionado o motivo da greve dos trabalhadores do Metro. Suspeito mesmo que a maioria dos utilizadores não faça a mínima ideia acerca das razões que levaram os trabalhadores daquela empresa de transportes a afectar seriamente a manhã de algumas centenas de milhares de portugueses.

Coisas que não interessam para nada V

A Infanta Dona Leonor, filha dos Príncipes das Astúrias, completa hoje 1 ano de vida.

Coisas que não interessam para nada IV

A Elsa Raposo separou-se do Mário Esteves.

Coisas que não interessam para nada III

O Primeiro-Ministro criticou a eventual introdução de portagens nas SCUT quando estava na oposição e prometeu que se fosse eleito não cobraria pela sua utilização. Ao que parece Sócrates mentiu, e muito, antes de ser eleito. Mas será que alguém se importa com isso? A verdade é que nas sondagens continua próximo da maioria absoluta. Fico com uma dúvida: é a oposição que não existe ou o eleitorado que não presta?

Coisas que não interessam para nada II

O Porto diz que um grego do Benfica lesionou o Anderson de propósito. O Benfica diz que a declaração portista assume contornos xenófobos.

Coisas que não interessam para nada

O Boavista está a ter um início de campeonato miserável e encontra-se em 13.º lugar. Parece-me óbvio que a culpa é da direcção do clube que deixou sair Jesualdo Ferreira.

segunda-feira, outubro 30, 2006

O comando é meu! (plagiando descaradamente a revista Ekos)

Hoje é o meu primeiro dia em casa sozinha com a minha recém nascida filha Madalena, sem marido, as minhas outras duas filhas, visitas, etc. Isto significa que me sinto possuidora de um poder incrível! "A força" está mesmo comigo! O comando entre as 9 da manhã e as 6 da tarde é meu! Numa rápida passagem pelos canais nacionais de televisão constatei que na essência continua tudo na mesma comparativamente à minha anterior licença de parto, há cerca de dois anos atrás. Continuamos a ter três programas que ocupam a programação da manhã no canal um, na sic e na tvi. Na sic mulher continuamos a ter as mesmas séries. Há, porém, uma diferença. O programa do Goucha, ou melhor, o próprio Manel Luís (como diz a outra). O senhor está perfeitamente ridículo. Tem um corte de cabelo levantado à frente e veste um casaco em tons de castanho e azul claro que mais parece um tecido de cortinado. Pode ser que seja só hoje... Graças a programa do Manel Luís (numa rúbrica em que se comenta a imprensa cor-de-rosa) fiquei a saber que a Elsa Raposo e o Mário Esteves acabaram o romance. É verdade! O amor entre Elsa Raposo e Mário Esteves que motivou a separação da primeira do Gonçalo Dinis e fez as delícias das capas das caras e vip's no Verão acabou! Como é possível! Aparentemente Mário Esteves voltou para a ex-mulher. Irra, a Elsa deve ser mesmo mesmo "dose" para o homem a deixar pela ex!
Bem, agora vou ler os jornais do fim-de-semana (que não tive tempo para o fazer) para não estupidificar completamente.

sexta-feira, outubro 27, 2006

Também eu digo NÃO

The Silent Scream é o nome do documentário que publiquei em baixo. Na parte III do vídeo podemos ver a luta pela sobrevivência e o sofrimento do SER HUMANO ao sofrer um aborto. Ninguém poderá ficar indiferente!
Para ver o documentário aqui.

A ler

"A diferença entre Carrilho e o último socialista que tomou conta de Lisboa, é que João Soares, à sua peculiar maneira, "amava" a cidade. Carrilho só gosta de si próprio e finge intermitentemente que se preocupa com Lisboa. Por isso perdeu."
(João Gonçalves, no Portugal dos Pequeninos)

quinta-feira, outubro 26, 2006

"O Idiota"

O autor desta patetice foi agora eleito presidente do STJ. Nas eleições anteriores, este mesmo senhor havia culpado os advogados da crise na justiça.
Parece que agora os culpados são as grandes empresas que, vejam só, recorrem aos tribunais para recuperar as suas dívidas (malandros!).
Se eu não fosse advogado e a minha identidade estivesse salvaguardada talvez ainda atrevesse dizer que o Dr. Noronha do Nascimento é um idiota chapado. Como isso não acontece fico-me pelo pateta alegre!
É por estas e por outras que (alguns) (d)os nossos tribunais mais parecem antros de sindicalistas trotskistas sempre à procura da condenação do grande opressor.

Cristão novo?

Opto por escrever este post aqui e não por ali, pois assim não corro o risco do visado me responder.
O maradona, que também assina Jorge Madeira, está fixado no blogue do não. São já 2 as referências em menos de 1 semana de vida do blogue.
Se por um lado fico satisfeito com a sempre necessária ajuda ao aumento das visitas, por outro, fico sem perceber por que razão as constantes referências ao Criador tenham nestes dias origem nos não crentes.

Serviço Público

"Matem todos os advogados"
O prémio é o do costume (para quem não sabe, trata-se da possibilidade do vencedor escrever um post nos incontinentes) e o prazo para adivinhar o autor da citação termina amanhã à hora de almoço.

Gente fina é outra coisa...

"Agradeço os convites para integrar blogues do Não mas não farei campanha. Abandono guerras que alistam mulheres em salivação apologética (com imagens de Nossa Senhora ao peito ou com o próprio peito como imagem). Algum dos guerreiros entenderia quando, enlevado num êxtase inoportuno, confessasse que um ventre fechado é o sinal do Anticristo?"
Será esta a resposta do Tiago Cavaco a 2 mails que lhe remeti há já algum tempo?

quarta-feira, outubro 25, 2006

Princípio da Igualdade

tendo em conta o impedimento temporário do meu compadre rui, e tendo em conta o mau tempo que chegou para ficar, vou ajudar a nossa amiga fernanda a manter as suas orelhas quentinhas.

antes de mais, um esclarecimento jurídico. a lei estipula que o casamento é o contrato celebrado entre duas pessoas de sexo diferente que pretendem constituir família mediante uma plena comunhão de vida. realço para a referência a pessoas de sexo diferente e já agora para o facto de serem só duas pessoas.

que os maricas se queiram juntar e viverem felizes para sempre, não me importo desde que não me incomodem.

que se queira prever a possibilidade de viverem juntos e de quererem ter alguns privilégios jurídicos (fiscais, descontos de casais, ...) não me importo.

que queiram utilizar um instituto jurídico previsto na lei para duas pessoas de sexo diferente, já acho um exagero. acho mesmo que mais não é do que uma provocação e por isso acho que não se deve valorizar muito mais do que isto. e não me venham com conversas de igualdade pois a igualdade é um tratamento igual para situações iguais. um homem e uma mulher casarem-se não é o mesmo que dois homens casarem-se. escusam de dar voltas e trocar palavras que não há volta a dar.

senão qualquer dia, também querem possibilitar o casamento entre quatro ou cinco pessoas. oû isso já não? não há igualdade para todos?

terça-feira, outubro 24, 2006

Dura lex, sed lex - o Bloco e a coerência


Ouvi hoje nas notícias que o atento Tribunal Constitucional apontou irregularidades às contas de todos os partidos com assento parlamentar. Entrevistados os responsáveis financeiros de alguns desses partidos, registei com sonora gargalhada a declaração do "camarada" do Bloco de Esquerda. Depois de ter tido que cumpriu a lei (ah! ah!) considerou a lei insusceptível de cumprimento integral... por haver "detalhes" (sic) simplesmente sem sentido e, por isso, incumpríveis. Duas conclusões posso então tirar:
- A coerência costumeira e eticamente elevada do BE está nestas declarações bem patente;
- A mim não me causa estranheza que existam leis incumpríveis... já tropecei em várias... que sejam os partidos com assento parlamentar a apontar o dedo acusador é que já me parece risível, para não dizer, estúpido.
Continua a divertir-me este Bloco de Esquerda... é gargalhada de confiança!

Já nasceu!

Informa-se os leitores deste blogue que a terceira filha da Gi e do Rui nasceu hoje às cinco da manhã com 3230 gramas. Fontes fidedignas revelam que a Maria Madalena sai à mãe. Suspirem de alívio!
Em nome dos Incontinentes Verbais, gostaria de felicitar os nossos amigos pela Madalena.

Muitos parabéns à família Castro.

segunda-feira, outubro 23, 2006

Um bocado de humor para descontrair em véspera de parto

(Recebido via mail)
Até já.

Homofobia?

Muçulmanos moderados?

Imagino que o culpado seja mais uma vez o Grande Satã americano!
O melhor mesmo é não ostilizar esta gente e dizer que sim a tudo. Pode ser que nos poupem.

domingo, outubro 22, 2006

blogue do não

A partir de hoje eu e a Sara Castro estaremos também por aqui. Entendemos que a afirmação do NÃO à pergunta aprovada pelo Parlamento, no sentido da liberalização do aborto quando praticado até às 10 semanas, constitui um dever de cidadania. A discussão deste assunto merece um espaço próprio, onde, para além de nós próprios, colaborarão: André Azevedo Alves, Claudio Tellez, Francisco Mendes da Silva, Joana Lopes Moreira, João Gonçalves, João Lancastre de Távora, João Noronha, Jorge Ferreira, Luís Aguiar Santos, Manuel Arriaga, Marta Sá Rebelo, Miguel Castelo Branco e Nuno Pombo. Outros juntar-se-ão a nós muito em breve, mostrando, dessa forma, que não somos assim tão poucos como se diz por aí. A nossa intenção encontra-se plasmada no 1.º post já publicado e contamos com a vossa visita e comentários.

Portugueses livres

Preparem-se. Logo mais, vamos ter importantes novidades.

sábado, outubro 21, 2006

Dias de chuva

Há semanas que o Expresso esgota, ainda antes do meio-dia, em algumas tabacarias aqui do bairro, ao passo que o Sol se vai amontoando nas prateleiras dos jornais.
É que nem em dias de chuva como hoje o Sol é mais procurado.

sexta-feira, outubro 20, 2006

Ai ai ai

Temo o pior

The Board is Set The Pieces are Moving

Vencedor do último passatempo dos incontinentes, o Artolas teve a amabilidade de nos enviar a sua posta:

"Tendo em conta o cenários 2015 de Medina Carreira, e constatando que o Orçamento de Estado para 2007 vai no caminho dos anteriores, traduzindo-se de novo no aumento da despesa pública (que contudo, diminui o respectivo peso no PIB graças a uma - prevista - aceleração económica e a mais um aumento de impostos), caminhamos inexoravelmente para o pior cenário apontado pelo fiscalista.
Os governos de esquerda não querem e os de direita não podem e também não querem mudar o paradigma do actual modelo social do Estado, apesar de estar por demais comprovada a sua insustentabilidade.
Que alternativas restam então?
O PSD e PS individualmente já tiveram várias oportunidades de resolver a questão, mas não o fizeram até agora pelo que dificilmente o farão no futuro próximo.
E um dos famosos pactos de regime entre PS e PSD? Esse pacto evitava os não sei quantos pactos que já se fizeram e os que ainda se hão-de fazer e resolvia tudo de uma vez por todas, mas enfim, não é de todo crível que a esquerda participe na redefinição das funções do Estado num momento em que tudo ainda não parece estar perdido.
Já se vê que pelos partidos tradicionais não vamos a lado nenhum o que me permite chegar à conclusão que o que falta realmente no nosso país é a partidarização de uma direita liberal que possa operar uma verdadeira desestatização da economia.
Essa direita liberal tem como actual expoente de exposição pública uma comunidade crescente de blogues que vai criticando o estado actual de coisas e propondo soluções realistas que a médio e longo prazo resultarão sem dúvida em mais competitividade, maior crescimento económico, maior criação de riqueza e melhorias nas condições de vida dos cidadãos, e quiçá, vejam lá bem!, até maior justiça social.
E é essa comunidade bloguística que acredito que irá ser o instrumento fulcral na disseminação dos ideais liberais no nosso país, ainda tão abafados pelos preconceitos associados à ditadura ou ao grande inimigo americano, e que formarão assim as bases para um esclarecimento saudável da opinião pública no caminho para a tão necessária conversão do Estado de prestador para mero regulador."

Bola na trave

Escreve o maradona:
"Também quero fazer um apontamento em relação ao "sequestro" do debate pelo "trogloditismo extremista". É que dá a sensação que é só a Esquerda a responsável por essa tendência, e, havendo embora aqui que admirar a recuperação desse inenarrável texto da Ana Drago - merecedor, aliás, de um épico artigo do Miguel Sousa Tavares - é minha a opinião de que o pior "trogloditismo" está precisamente à Direita, e penso que não é preciso aprofundar para além disto."
Dá sempre jeito espetar a maior farpa naqueles que não concordam connosco, ainda que, habitualmente, estejamos do mesmo lado da barricada.
Se estivéssemos a falar de futebol diria que esta bola do maradona bateu na trave.

Vale tudo II

A Ana Sá Lopes escreveu este artigo de opinião no dn de hoje.
Em suma, diz a jornalista que:
se o "sim" ganhar, de forma não vinculativa, o Parlamento deve aprovar a lei;
se o "não" ganhar, de forma não vinculativa, o Parlamento deve aprovar a lei.
Leiam lá outra vez o que eu escrevi. Sim, é verdade. A ASL, herdeira de um conceito de democracia muito parecido com aquele que o outro senhor cujo nome não posso pronunciar (expressão roubada ao João Gonçalves) tinha, é da opinião que a lei que liberaliza o aborto até às 10 semanas deverá avançar ainda que o "não" ganhe de forma não vinculativa.
Sinceramente não percebo o pavor que os pró-abortistas têm demonstrado nesta pré-campanha. Afinal, têm medo do quê? Os partidos estão (quase) todos do lado do "sim", a grande maioria da comunicação social torce descaradamente pela vitória dos abortistas... De facto, já só falta querer que a lei seja aprovada ainda que o "sim" não seja maioritário.

DN

Disseram-me que os incontinentes tiveram direito a mais uma citação no diário de notícias de hoje. Ainda não vi, mas o post terá sido este. Se continuam a citar-me no dn com esta frequência qualquer dia ainda vou ter que tratar a Fernanda Câncio por "colega". Livra!

Engano

"Se o referendo à despenalização da interrupção voluntária da gravidez (IVG) até às dez semanas fosse hoje, o "sim" ganharia com 72 por cento dos votos válidos, contra 28 por cento para o "não". Estes seriam os resultados finais da consulta popular, extrapolados a partir da sondagem feita pela Universidade Católica para o PÚBLICO, RTP e Antena 1.
Mas na sondagem, a intenção directa de voto para o "sim" é de apenas 53 por cento, contra 21 por cento para o "não" e 10 por cento de indecisos. A estes juntam-se ainda 16 por cento de eleitores que não tencionam ir votar. Em termos reais é, pois, reduzida a margem favorável à despenalização da IVG, nas condições previstas no projecto de lei socialista já aprovado no Parlamento - realizar-se até às dez semanas, a pedido da mulher e em estabelecimento de saúde legalmente autorizado. E é bastante menor do que os resultados obtidos numa sondagem semelhante realizada em Janeiro de 2004 pela Católica, altura em que 69 por cento dos inquiridos diziam claramente "sim" à mesma pergunta. A margem actual favorável à despenalização torna-se ainda mais frágil quando se colocam os inquiridos perante várias situações concretas. Questionados se o aborto devia ser legal "quando a mãe não deseja ter o filho", apenas 29 por cento respondem afirmativamente (em 2004 eram 48 por cento). E apenas 34 por cento aceitam a legalização devido a dificuldades económicas, menos 14 por cento dos que o faziam no inquérito anterior.Posições de total liberalização ou total proibição são, no entanto, minoritárias. Há só 17 por cento dos inquiridos que acham que o aborto devia ser legal em todas as circunstâncias apresentadas, e nove por cento que nenhuma das circunstâncias é motivo suficiente para tornar legal a interrupção da gravidez. Curioso é também notar que 38 por cento dos questionados defendem que tanto a mulher como a pessoa que provoca o aborto ilegal devem ser sujeitas a prisão, mais cinco por cento dos que pensam que nenhuma delas deve ser detida. Quanto ao momento em que começa a vida humana, quase metade dos inquiridos consideram que é na concepção (48 por cento), muito longe dos 15 por cento que defendem que é só a partir do momento em que há actividade cerebral. Ainda assim, há uma tendência maioritária de voto ao "sim" entre os que crêem que a vida humana começa com a concepção (46 por cento). A oportunidade política da discussão do problema e do referendo é aceite por 66 por cento dos inquiridos, uma percentagem muito próxima daqueles que asseguram que irão votar. E uns esmagadores 81 por cento dos inquiridos consideram que uma alteração da lei do aborto tem de passar por um referendo, contra 12 por cento que defendem alteração simples na Assembleia da República. No total, 85 por cento aconselham o Presidente da República a dar seguimento à proposta de referendo, ontem aprovada no Parlamento."
Sem prejuízo de análise mais profunda destes números em local mais apropriado, peço a todos que leiam com atenção esta notícia, nomedamente o que assinalei a negrito.
Resulta daqui que a grande maioria dos inquiridos nesta sondagem não faz a mínima ideia do que se vai votar no referendo.
Com efeito, como é que é possível que apenas 29% e 34&, respectivamente, dos inquiridos aceite o aborto por falta de desejo da mãe em ter o filho e por razões económicas, mas depois mais de 50% das pessoas admite votar "sim" no referendo?
Como é que é possível que apenas 9% dos inquiridos aceite o aborto em qualquer circunstância, mas mais de metade esteja disposto a votar "sim"?
Sob pena de me acusarem de má fé ou cegueira não posso deixar de concluir que a maioria das pessoas não sabe efectivamente qual o sentido da pergunta do referendo. E nessa medida, não posso deixar de dar razão a todos aqueles que pretendiam que a pergunta fosse mais clara e directa. Acredito que tal alteração não fosse do agrado dos partidos que aprovaram o projecto legislativo de ontem (PSD incluído), mas seria bem mais honesto na perspectiva do eleitorado.
A pergunta deveria ser:
Concorda com a liberalização total do aborto quando praticada até às 1o semanas?
Desta forma, o Governo e demais pandilha prepara-se para abusar da iliteracia dos eleitores. Nada a que não estejamos habituados.

quinta-feira, outubro 19, 2006

Há gente que não aprende

Leio na lusa que a Ministra Pires de Lima vai receber em audiência os arguidos que estiveram barricados, de forma ilegal, no Rivoli do Porto durante vários dias, de onde saíram após detidos pela Polícia. Confesso que não percebo a teimosia de algumas pessoas.
Desde logo, de acordo com o que tem vindo a ser noticiado, a Ministra não tem qualquer tipo de legitimidade formal para opinar acerca dos destinos daquele teatro. Foi, aliás, o próprio Presidente da República, numa breve declaração que passou despercebida, que vincou a ideia de que o assunto era da tutela da Câmara do Porto, a qual saberia resolver a questão da melhor forma, varrendo, de forma ímplicita, a Ministra para debaixo do tapete.
Acresce que, ao que se sabe, os sujeitos que ocuparam o teatro estão indiciados pela prática de pelo menos 2 crimes, encontrando-se a decorrer o competente inquérito. Quererá um membro do Governo discutir assuntos, que não são da sua alçada, com potenciais criminosos?
Pensei que Sócrates, depois das declarações patéticas do Secretário de Estado que veio atribuir culpas aos consumidores para justificar o aumento da electricidade e das cambalhotas da Ministra Pires de Lima ao longo da ocupação do Rivoli, teria o bom senso de mandar calar os seus colegas de Governo com maior dificuldade em controlar a sua diarreia verbal. Pelos vistos enganei-me. Pelo andar da carruagem não há agência de comunicação que lhe valha.

Boas Vindas

Tendo em consideração a grande efervescência em que se encontra o mercado das transferências no mundo da blogosfera, vimos anunciar a contratação de um reforço de excelência para os Incontinentes Verbais.
A partir de hoje contamos com a inestimável colaboração do Eng.º Frederico Arruda Moreira a quem queremos dar as nossas boas vindas e agradecer desde já ter aceite o nosso convite.
A remuneração não é muito alta mas é o que se pode...
Muita incontinência é o que todos lhe desejamos.

Começou

O circo começou. Ainda antes da aprovação pelo Parlamento da pergunta que o PS pretende referendar já uma clínica espanhola que realiza abortos no país vizinho havia noticiado a abertura de uma "filial" em Portugal em Janeiro de 2007.
Presumo que se trate de umas das medidas governativas para captação de investimento estrangeiro.
Resta saber o que vai fazer o Governo quando perceber que a grande maioria dos médicos, com toda a legitimidade, se recusar a fazer abortos nos hospitais públicos. Com efeito, e como já foi referido pelo Ministro da Saúde, caso o "sim" ganhe o aborto vai ser considerado como cirurgia prioritária. Havendo recusa por parte dos médicos portugueses em realizar a "cirurgia prioritária" nos hospitais do Estado, não restará alternativa senão pagar às clínicas privadas, nomeadamente espanholas para fazer os abortos.
Será que o Estado tem uma previsão dos custos de tal medida?
E qual o impacto que vai ter relativamente às outras cirurgias prioritárias?

Forma original de protesto

Esta, sim, é uma forma original de protesto. Os "manifestantes" são detidos bolivianos que exigem melhores condições de cárcere. Fotografia tirada daqui.

Serviço público V - resposta

Temos vencedor! A resposta, nada óbvia, diga-se em abono da verdade, é efectivamente Fernando Pessoa, o qual, em 1928, perante a desilusão que constituíu a I República (ao contrário do que deu a entender Cavaco no seu discurso do 5 de Outubro), afirmou:
"É hoje legítima e necessária uma Ditadura Militar em Portugal"
O camisa, também conhecido por Artolas, poderá enviar-me o texto que pretender postar nos incontinentes para o meu mail pessoal: ruitabarra@hotmail.com

O Insurgente II

Esta notícia tratava-se, como é óbvio, de uma brincadeira. Os insurgentes vão continuar a andar por aqui. O link ali ao lado já está actualizado.

O Insurgente

acabou. É com pena que damos a notícia. Até sempre camaradas!

Arcos

"Aborto: Clínica dos Arcos vai abrir instalações em Lisboa no início de 2007"

Os "Arcos" que eu conheço ficam ali na marginal, com uma vista fantástica e uma ementa ainda melhor (o peixe ao sal é bestial!).

É a cultura, estúpido! VII

"Polícia retirou os ocupantes do Rivoli"
Fim de cena.
Apesar dos actores serem péssimos e o argumento fraco, a verdade é que aquela companhia de teatro nunca deve ter tido tamanha audiência.
Mais logo, à hora dos telejornais, quase que aposto que o denominado porta-voz irá ainda ter direito a uns minutos de entrevistas em que repetirá as inanidades do costume.
O país segue dentro de momentos.
Rir dos bifes

Careca

Hoje o meu barbeiro fez um diagnóstico ao estado do meu couro cabeludo. Resultado: os cabelos, da zona a que Santo António deu fama, estão muito frágeis e começar a escassear. Primeiros sinais de calvicie. Tento aceitar lembrando-me daquelas expressões famosas sobre os carecas.

quarta-feira, outubro 18, 2006

Serviço público V

Já sabem qual o prémio. Têm até amanhã para adivinhar o autor da frase:
"É hoje legítima e necessária uma Ditadura Militar em Portugal"

Uma boa medida

É a cultura, estúpido! VI

Quando li as "parangonas" achei que a Ministra havia sido substituída sem eu o saber. Falso alarme.
A que se deve esta mudança de atitude? Terá Sócrates puxado as orelhas à senhora Ministra?
Seja como for, Pires de Lima fez bem em arrepiar caminho e disse agora o que devia ter sido dito logo no início da ocupação.

Tudo a trabalhar para o aumento do share

Segundo esta notícia, existem vários especialistas de publicidade que propõem a colocação de anúncios em blogues, "um blogue popular, com cerca de 75 mil visitas por dia, pode ganhar até 1600 euros por mês." Feitas as contas, aqui o nosso modesto estaminé receberia pouco mais que 2 euros por mês. Amigos incontinentes, é urgente aumentar as visitas. É que nem dá para o café.

Let's look at the trailer

Fica a recomendação de desenhos animados sobre a vida do Papa João Paulo II. Para ver o trailer aqui.

Azar...

... é fazer um buraco com o braço num quadro acabadinho de vender pelo montante mais elevado alguma vez pago por uma obra de arte - 110 milhões de euros! O quadro chama-se El sueño e é da autoria de Picasso. O azarado atende pelo nome de Steve Wynn e, como seria de esperar, ficou sem comprador.

É a cultura, estúpido! V

Ao que parece a Câmara Municipal do Porto apresentou queixa-crime contra 2 dos ocupantes ilegais do Rivoli.
Os ocupantes persistem em afirmar que a ocupação irá continuar.
Não percebo por que razão as forças de segurança com legitimidade para intervir nada fazem.
Há flagrante delito, pelo que a obrigação da polícia é fazer cumprir a lei, procedendo à detenção de todos aqueles que se encontrarem dentro do teatro.
Isto não é uma questão de discordância política mas sim de polícia e, como tal, só esta poderá pôr termo a esta idiotice.

Momento do dia

Hoje, 9h45, autocarro nº 790, baixa Lisboeta

Um taxista à frente do autocarro onde seguíamos foi assaltado, o ladrão sai do táxi a correr, passa ao lado do autocarro, os corpos no seu interior movimentam-se para não perder pitada e o que acontece ao autocarro é isto:

Importa-se de repetir?

Uma vez que todos parecem ignorar mais uma humilhação ontem à noite, e sem querer enxovalhá-los mais do que já estão, deixo apenas excerto do comentário do Eng.º no final do jogo:

"Se não tivessemos sofrido o 2-0, o resultado teria sido diferente"

Sr. Eng.º, obrigado por mais este momento de rara beleza do nosso futebolês.

An Inconvenient Truth

Um apelo à mudança de atitude ou uma estratégia de Marketing camuflada?

Edição revista e aumentada

Há muito que se justificava uma revisão dos links ali do lado. Decidimos dar numa de democráticos, pelo que o outro lado da barricada passa a estar mais representado nas nossas ligações. Quer isto dizer que, apesar de com eles não concordarmos, a verdade é que muitas vezes os citamos e criticamos, pelo que é de justiça não os omitir. Acrescentámos também alguns blogues com que nos identificamos e que, por lapso, ainda não constavam da nossa lista. Outros poderão ter ficado esquecidos e, a seu tempo, serão adicionados.

esclarecimento

pergunta a jornalista de causas fernanda câncio, a propósito dos casos recentes com a polícia de segurança pública e gnr, se "toda a gente que desobedece é criminosa?".
ora, apesar de não saber se a pergunta se trata de mera retórica, respondo na mesma. a resposta é SIM. vide artigo 348.º do código penal. como sei que a fernanda câncio é rigorosa e gosta de saber do que fala, fica aqui o meu contributo. assim evita dizer disparates.

E agora, ninguém diz nada?

"Obviamente, demito-o"

Este senhor governante tem razão num aspecto: a culpa é do consumidor! Está, porém, equivocado quanto aos motivos dessa culpa. Com efeito, a culpa que nos pode ser imputada reside no facto de elegermos energúmenos como este senhor Secretário de Estado para dirigir os destinos do país.
Porventura, terão os consumidores culpa:
- do Governo ter congelado os aumentos do consumo da energia?
- do Governo ter permitido que o monopólio no mercado da electricidade persistisse até hoje?
Mais, que culpa têm os novos consumidores que celebram agora os seus contratos dos disparates do passado? Será justo que estes paguem aquilo que outros pagaram a menos?
Perante um aumento que corresponde a cerca de 5 vezes 5 o montante da inflação, manda o bom senso que um qualquer membro do Governo que decida comentar o assunto tenha o maior cuidado nos termos utilizados. Levantar a voz como fez este senhor Secretário de Estado, à pergunta do jornalista, imputando a culpa do aumento aos consumidores (que num monopólio nada decidem) é de uma estupidez e falta de senso incompatível com o exercício do cargo de governante. Se o senhor Primeiro-Ministro tivesse 2 dedos de testa, obviamente que o demitia.

Manifestações

Estava ontem a queixar-me das consequências da manifestação da semana passada quando um amigo meu me propôs uma solução para esta praga (não sei se é uma ideia original dele).
Da mesma forma que os Brasileiros vivem para o Samba, o funcionário público português vive para as manifestações.
Com o seu bigode farfalhudo, revivendo os tempos de Abril em que ia para as manifs olhar para o rabo das esquerdistas da altura (mais atrevidotas), o funcionário público de hoje gosta de desfilar pela Avenida da Liberdade e gritar as célebres palavras de ordem: "Segurança Social... É nossa!" e "Trabalho sim! Desemprego não!".
Respeito estas opções de luta e acredito sinceramente que possam ter razão nalguns ou mesmo em todas as reivindicações que fazem. Mas não chateiem! Manifestem-se mas não chateiem.
E nesta onda de revolta (talvez faça uma manif contra as manifs) surgiu a sugestão de se fazer um Manifestódromo, à semelhança do Sambódromo carioca.
Neste local, todo o manifestante poderia manifestar-se livremente e sem chatear os demais cidadãos.
Seria um local com todas as condições para a prática desta modalidade. Com infraestruturas de apoio com qualidade (a fêvera e o coirato com pêlo controlados pelas regras de higiene da UE). Com horários de trabalho controlado e sem horas extraordinárias. Com casas de banho que evitavam o urinol na via pública.
Com a taxa de ocupação estimada, estou certo que o investimento se pagaria num instante, acrescendo o facto de que diminuía o desemprego (com esta captei a atenção dos sindicatos...) pois criar-se-iam bastantes postos de trabalho (gestão, manutenção, segurança e serviços integrados.
Quem sabe se não se podia abrir um centro comercial por baixo?
Com um bocado de imaginação, talvez se pudesse fazer uma lei que obrigasse os governantes visados (ou os próprios representantes do patronato) a estarem presentes para terem que ouvir os protestos.
Nas bancadas, vender-se-iam bonecos do Cancioneiro com agulhas para se espetar. Bolas anti-estresse com as palavras "segurança social". Balões com a palavra inflação com um slogan promocional a dizer "rebente com a inflação". Todo o género de marketing (com marca registada) gerida pelos sindicatos.
Todos saáam a ganhar, contentes, mais ricos e mais aliviados.
E nós continuávamos o nosso trabalho sem que nos chateassem!

terça-feira, outubro 17, 2006

Atleta europeu do ano

Apesar de recente, a verdade é que Francis Obikwelu é português (ainda por cima por opção, o que torna o caso ainda mais extraordinário!). Com as nossas cores tem ganho umas provas, o hino (o tal que alguns insistem em afirmar que apela ao suicídio colectivo) tem tocado com frequência, a bandeira nacional tem sido hasteada por esse mundo fora, etc... Assim, e como forma de retribuição não custa nada ir a este site da Federação Europeia de Atletismo e perder 2 minutos a votar no Francis para o título de Atleta europeu do ano.

"Love is in the air"

E se pensarmos que os portugueses têm mais a ganhar que os espanhóis com esta "fusão" fico ainda mais sensibilizado com esta demonstração de amor de nuestros hermanos sem pedirem nada em troca (que não seja a manutenção da capital em Madrid e do nome pátrio).
Já imaginaram bem a potência futebolística em que nos tornávamos? Passaríamos a ter um campeão nacional da F1, no ténis daríamos cartas, a economia seria um portento...
Nota: chamo a atenção dos monárquicos deste blogue que esta deve ser a única forma minimamente viável de alguma vez viverem numa monarquia.

"Um caso de polícia"

do João Gonçalves, no Portugal dos Pequeninos:
"Pires de Lima, escudada no seu ódio de estimação por Rui Rio, não percebe que, ao aceder encontrar-se com os referidos delinquentes, está - porque não é propriamente um cidadão qualquer - a comprometer o Estado numa macacada urdida por dependentes do subsidiozinho do costume e pelo Bloco de Esquerda."

Um diz mata, o outro esfola

Numa conferência sobre a saúde sexual e reprodutiva da mulher, ocorrida ontem em Lisboa e em que participaram alguns membros do Governo português, nomeadamente o PM e o Ministro da Saúde, disseram-se algumas coisas extraordinárias, entre mentiras e falácias. Ficam alguns exemplos:
"José Sócrates foi ao Centro Cultural de Belém reiterar a posição "moderada" do PS sobre interrupção voluntária da gravidez (IVG). "Nós não queremos liberalizar o aborto: queremos descriminalizá-lo até as dez semanas, mantendo a regra da criminalização", acentuou o chefe do Governo, reiterando que o PS pretende pôr fim à "chaga do aborto clandestino em Portugal"."
Parece-me evidente que a despenalização do aborto até às 10 semanas equivale a uma liberalização da sua prática (até às 10 semanas, como é óbvio). Fica também por esclarecer qual o motivo que leva os defensores do "sim", nomeadamente o Primeiro-Ministro que proferiu estas declarações, a criminalizar a prática do aborto a partir das 10 semanas. O que será que acontece às 10 semanas que justifique a diferença de tratamento (e que diferença!)? Já o argumento de que o objectivo é acabar com o aborto clandestino é patético, pois nem um estudo foi apresentado que comprove que o mesmo se realiza nas 10 primeiras semanas de vida do feto. Ou seja, todos os abortos clandestinos que se praticam hoje em dia a partir das 10 semanas continuarão a ser criminalizados.
"Entre fortes aplausos, esta socialista dinamarquesa pediu um "esforço para mudar esta situação digna da Idade Média que existe em Portugal nesta área"
Este tipo de argumentos mostra de que lado está o fundamentalismo na discussão desta questão.
"Muito aplaudido também, Albino Aroso narrou alguns episódios da sua experiência clínica, culminando com esta pergunta: "Sendo os homens responsáveis pela maioria das gravidezes não desejadas, como é possível a sociedade esquecer-se deles e penalizar as mulheres?"
A demagogia sempre presente. Com efeito, a lei penaliza todos aqueles que participem, directa ou indirectamente, na prática do crime de aborto, sejam eles mulheres ou homens. É, pois falacioso, invocar que só as mulheres é que são penalizadas.
"Outra intervenção sublinhada com fortes aplausos foi a de Elza Pais, presidente da Comissão para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres. Na sua opinião, uma lei que criminaliza mulheres por praticarem aborto constitui "um atentado aos direitos humanos", resultante de um "défice de cidadania". "
E os direitos do feto? Porventura deverá ser considerado, como é afirmado por muitos, um prolongamento do corpo da mulher, não tendo quaisquer direitos? Ou aqui já não se aplica os direitos humanos?

É a cultura, estúpido! IV

Parece uma brincadeira de crianças. No entanto, por mais vontade de rir que possa dar esta reacção da CMP, cada dia, cada hora que passa é mais uma machadada que se dá na seriedade (ainda resta alguma?!) de todos os envolvidos. Já agora, depois das declarações patéticas que fez no início da ocupação onde é que se enfiou a Ministra Pires de Lima?

O Grande Cancioneiro (é um trocadilho, para os que não me conhecem...)


Será que estou enganado ou o PM tinha prometido que não ia subir os impostos?

Sócrates, a partir de hoje, passas a chamar-te Cancioneiro, porque nos dás música, mas não só.

Aborto - Pedido de esclarecimento

Hoje começo os meus contributos para a discussão para o aborto neste blog.

Para o efeito, gostaria de lançar uma questão para poder tentar compreender o outro lado do problema. Pedia que as respostas fossem dadas pelos defensores da liberalização do aborto ou por um defensor do não que saiba a resposta.

A questão que coloco (e que infelizmente é pouco debatida) é a seguinte:

"A partir de quando é que os defensores do sim à liberalização do aborto consideram que existe um ser humano? Qual a razão de ser desse momento?"

Sem querer ser redutor, penso que a resposta a esta questão deve ser o ponto de partida e de chegada para este problema. Se conseguirmos chegar a um consenso (ainda que não a um acordo), penso que poderá ser mais fácil tentar chegar a soluções.

Agradeço antecipadamente as respostas (se é que alguém me vai responder...) e espero que se consiga ter uma troca de ideias construtivas acerca deste tema.

Hoje a tristeza invade-me

Hoje é um dia muito triste para mim. Após 5 anos de trabalho, mas sobretudo de uma grande amizade, a minha amiga Mafalda deixa o meu escritório, o meu departamento e, pior que tudo, o meu dia-a-dia.
Depois de muitas alegrias e poucas tristezas, segue o seu caminho profissional noutro sítio. Invejo cada uma das pessoas que irá trabalhar com ela pois é sem dúvida das melhores pessoas com quem já me cruzei. Sempre presente, sempre disponível, sempre bem disposta. Um clichet: Uma verdadeira amiga dos seus amigos.
Hoje, vai custar muito vê-la sair daqui.
Quero por isso dizer à minha amiga Mafalda que nunca será esquecida neste escritório. Que cada dia (e noite) em que aqui estivermos e nos faltar a paciência ou a boa disposição, pensaremos nela e o seu espírito que permanecerá connosco, vai-nos permitir voltar a rir de novo e a pensar no divertido que é a vida.
Já me estás a fazer falta...

É a cultura, estúpido! III

Até quando é que vai durar a brincadeira destes energúmenos? Gostaria de saber por que razão as forças de segurança ainda não intervieram para repor a ordem!

segunda-feira, outubro 16, 2006

É a cultura, estúpido! II

Cá para mim já vai sendo altura para acabar com esta palhaçada. Ou será que pretendem dar mais tempo de antena à malta que está a ocupar ilegalmente o teatro? Há dias em que me questiono se viveremos efectivamente num Estado de Direito ou se se trata mesmo de uma república das bananas.
Qual vai ser a legitimidade do governo, das câmaras ou de outras entidades públicas para pôr termo a futuras manifestações ilegais? Bem sei que a cultura é um mundo à parte em Portugal, com direito a uma Ministra alucinada e tudo. Ainda assim, há limites que há muito que foram ultrapassados neste caso.
Ainda estou para ver como é que as forças de segurança vão reagir daqui a mais umas horas quando, em vez dos actuais 40 patetas que se encontram dentro do teatro, se encontrarem umas centenas cá fora.

Vale tudo

"O ministro pediu aos médicos que assumam uma visão democrática e progressista no que se refere à protecção da saúde sexual e reprodutiva da mulher e à Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) em meio hospitalar como um acto medico cuja legalidade não pode mais ser adiada" (declarações de Correia de Campos, Ministro da Saúde, tiradas do site da rtp)
Aqui há tempos o Ministro Correia de Campos afirmou que o cidadão Correia de Campos iria fazer campanha pró-aborto. Já percebemos que, para além do cidadão, também o Ministro fará campanha em defesa da liberalização do aborto. Aliás, em bom rigor, a campanha já começou e é perceptível que o Governo irá fazer de tudo para que o resultado de 1998 não se repita. Este conceito de democracia não deixa de ser curioso.
Mas o que é verdadeiramente espantoso nestas últimas declarações é a expressão utilizada: "visão democrática e progressista". Visão essa de tal forma progressista que ignora por completo a existência de um feto, que não é tido nem achado na perspectiva do Ministro. Pior ainda quando o Ministro se dirige aos médicos, os quais, como se sabe, exercem a sua profissão sob o juramento de Hipócrates: "Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém. A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda. Do mesmo modo não darei a nenhuma mulher uma substância abortiva."
Quanto a mim, e depois de perceber o que é a final ser progressista, não me resta senão assumir o meu conservadorismo, quase a ceder à tentação de pedir a cabeça do Ministro.

Dúvida II

Na sequência da questão que pus aqui, há mais algumas questões que importa esclarecer.
Desde logo, parece-me errado colocar a hipótese do eventual "sim" não vinculativo na mesma perspectiva do "não" não vinculativo de 1998. Com efeito, não estamos perante nenhuma lacuna legal em que 2 soluções legislativas vão a votos para saber qual das duas merece maior apoio popular.
Bem ou mal (penso eu que bem), temos uma lei penal que criminaliza a prática do aborto. E o que se nos apresenta, à semelhança do que aconteceu em 1998, é a proposta para a sua despenalização (sobre se é liberalização ou despenalização fica a discussão para outro momento).
Temos, pois, que o "não" é a solução que se encontra presentemente plasmada na lei.
Assim, parece-me pouco sensato valorizar o "sim" não vinculativo como se fez com o "não" não vinculativo. Se a lei que temos penaliza determinada prática será legítimo relevar a posição contrária que resulta de uma consulta popular em que mais de metade dos cidadãos opta por não "votar"? Não me parece. A menos que se retirem conclusões excessivas da consulta popular, do género "a maioria dos portugueses está claramente contra a penalização", o que, como é óbvio, terá de ser afirmado nas urnas. Não o sendo, penso que a alteração da lei será abusiva e contrária à vontade dos portugueses. Porque a verdade é esta, se a maioria opta por não votar é porque não pretende manifestar-se relativamente à questão que é colocada, o que, em face do regime vigente, deveria ter como corolário lógico a manutenção da lei que temos.

Obesidade

A Organização Mundial de Saúde revelou que cerca de 300 milhões de pessoas espalhadas por esse mundo fora sofrem de obesidade. Ok, é um número elevado.
Mas o mais alarmante é que eles avisam que um dia destes serão mais as pessoas obesas que as pessoas que passam fome...
Dá que pensar.

Imitadores!

A programação da RTP anda a ler o nosso blog!
Então não é que acabaram de lançar um programa "O melhor português de sempre" que é uma cópia chapada dos posts do MSN?!
Acho mal.

João Cravinho

O Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação - João Cravinho, anunciou a semana passada que serão “criadas condições para os funcionários públicos trabalharem em projectos de cooperação para o desenvolvimento”.

V0cês não estão a ver, mas eu estou a bater palmas....

É favor ler

"De resto aceito a realidade de uma Igreja plural. Às vezes chocantemente plural. Não pretendo ser juiz na estética, ou inquisidor de intenções da cada crente, corrente, prática ou tendência. Fazer caminho na relação com Deus, é do foro individual, e recuso a má fé, integrando-me organicamente na minha comunidade, assumindo a doutrina e dogmas da minha religião. E jamais me demitirei da transmissão de uma mensagem que para mim serve a libertação interior e a felicidade, quase sempre diferida, mas verdadeira."
(João Távora, corta-fitas)

É a cultura, estúpido!

A propósito da ocupação do Teatro Rivoli, no Porto, em protesto contra a entrega da gestão daquele a privados, veio a Ministra da Cultura oferecer-se para mediadora do conflito. Para já, não teve pejo em lançar um aviso à Câmara "o que é fundamental, que seja uma gestão pública ou uma gestão privada, é haver garantias de que seja salvaguardado o serviço público". Não ouvi, porém, qualquer referência ou crítica relativamente à ocupação propriamente dita, a qual presumo não ser conforme à lei. Já se percebeu, pois, o tipo de aproveitamento que a senhora Ministra pretende fazer.
Quanto à exigência de salvaguarda do interesse público, não deixa de ser curioso que a mesma parta de quem se entregou há bem pouco tempo nas mãos de um conhecido empresário, com a assinatura de um acordo (CCB) que, o futuro o dirá, pouco serve o interesse público.
Para além do mais, importa igualmente determinar quais as competências nesta matéria. Pois se a CMP tem efectivamente legitimidade para decidir do futuro do Rivoli, não se percebe a ingerência ministerial na matéria.
Ainda assim, seria também bom que a senhora Ministra nos dissesse o que entende por interesse público. Será porventura o subsídio estatal a peças e obras destinadas a salas vazias e ao respectivo prejuízo financeiro? Ou em tempos de vacas magras, em que até a saúde e a educação são penalizadas nos respectivos orçamentos, vamos continuar com a ideia romântica de que na cultura não se poupa?!
Não sei se a decisão de Rui Rio terá sido a melhor, mas ao que sei já apareceram 5 interessados na gestão do teatro, o que, aparentemente, garantirá que uma das principais salas do Porto irá continuar em actividade.
Percebo que a decisão possa não agradar a quem sempre viveu dos subsídios do Estado, sem necessidade de se preocupar com critérios de racionalidade económica ou mesmo com os indices de aceitação (ou falta dela!) por parte do público. E por tão bem perceber tal reacção é que fico quase convencido da bondade da decisão camarária.

Decidam-se

Lendo o que alguns iluminados por aí têm escrito acerca do teste nuclear norte-coreano percebemos a que ponto chegou a pouca-vergonha de alguns opinadores. Como não podia deixar de ser, os suspeitos do costume atribuem as culpas do avanço nuclear norte-coreano... adivinhem lá a quem?!, está claro ao Grande Satã americano. Até me custa ter de voltar a repetir a expressão anti-americanismo primário, mas a verdade é que todos aqueles que o negam não resistem à infantilidade de atribuir à administração americana todos os males deste mundo. Aquando do Iraque (que se tratou obviamente de um erro) as vozes críticas apontaram o dedo ao excesso de iniciativa americano. Agora, parece que as tentativas de reacção concertadas e as negociações com os norte-coreanos não agradam. Em que ficamos?

O Sol acabou este fim-de-semana!

Importa-se de repetir?

"Actualmente, o mundo divide-se entre os que procuram razões para entrar na blogosfera e os que procuram razões para não sair"
(José Luís Orihuela, professor da Universidade de Navarra)

Nos jornais

"Aliás, uma das poucas vantagens do período de referendo é que os meios de comunicação social serão obrigados a abandonar a descarada defesa do aborto, para fingirem uma imparcialidade forçada. Esse foi um dos factores que permitiu há oito anos que, silenciada a "opinião pública oficial", se manifestasse a verdadeira atitude dos portugueses."
(João César das Neves, no dn de hoje)

sábado, outubro 14, 2006

Fernanda Sócrates?

Desconhecia que a "jornalista de causas" Fernanda Câncio já tinha adoptado o apelido do seu mais que tudo. Tenho, no entanto uma dúvida; será tal facto compatível com o estatuto de feminista-emancipada-abortista-gay friendly-jornalista de causas que a f. exibe com orgulho e até com alguma vaidade?

Dúvida

"O PS defende a despenalização do aborto através de legislação submetida à Assembleia da República no caso do "sim" vencer um referendo sem o número de votos que torne a consulta vinculativa, disse o ministro da Administração Interna." (lusa)
E se o "não" vencer o referendo sem o número de votos que torne a consulta vinculativa?

Trabalho suplementar

A cena passa-se ao fim da manhã, numa pastelaria que fica na esquina da Visconde Valmor com a Defensores de Chaves. Os protagonistas são ambos vereadores da Câmara Municipal de Lisboa, a saber Sá Fernandes e Manuel Maria Carrilho. Não conversam, sussurram em tom conspirativo. Acho que sei quem é que, naquela altura, devia ter as orelhas a arder!

sexta-feira, outubro 13, 2006

"FALO DEMAIS"

"Sou como vocês, falo demais. E quis o destino que hoje falasse aqui também, em casa emprestada por gente que, como eu, fala demais. E garanto-vos que foi um prazer aceder a este convite, ainda que me sinta dominado por um maldito nervoso miudinho. É que escrever aqui não é para todos. Ainda que só o faça por uma vez. Como dizia o outro, mais valium do que nenhum. E foi assim que matei os nervos! Leio-vos (para não dizer que devoro, que isso é coisa abichanada) todos os dias, a qualquer hora e só não o faço em qualquer lugar porque a minha vida na internet é monótona: ligo-me em casa e ligo-me no escritório, e não sou dado a outras experiências menos comuns como ligar-me no chão do quarto ou até mesmo no elevador. É que não tenho wireless e o computador ainda pesa um bocado... E é com muito apreço que vos digo que este é um dos meus blogues de eleição. E ainda que seja uma honra estar aqui, continuo a preferir o lado de lá, de quem vos lê. Sou dragão e sou de Lisboa. Incongruência? Não. Incongruente é ser dragão e não ter "fruta" para dar a ninguém. Mas, no fundo, sou como vocês, falo demais. Sou um verdadeiro incontinente verbal... E desde que a incontinência se cinja a essa área, sou como vocês, sou feliz. Obrigado aos incontinentes por esta oportunidade. O prazer, esse, foi todo meu!
Dragão de Lisboa"
Nota da direcção: Ainda não fiquei convencido da congruência de um Dragão de Lisboa, mas havemos de voltar a esse assunto. De resto, nós é que agradecemos pelo excelente contributo e temos a certeza de que não será a última vez em que por aqui vai postar.
Um abraço,
Os incontinentes verbais

Carências

Na blogosfera

maradona: "Não tenho, no entanto, a obrigação de me afastar sem oferecer mais alguns dos meus prestimosos conselhos, sem os quais tanta gente teria uma vida menos rica. Quero apontar três livros de cultura científica cuja excelência não está em cima da mesa para discussão. Isto não é daquelas merdas que uns têm uma opinião e outros outra, como acontece usualmente. Os livros seguintes tratam das respectivas temáticas com uma autoridade, mestria, inteligência e nivel opinativo pouco dado a polémicas ou argumentos. São bons e o assunto morre aqui."
Pacheco Pereira: "Pouco se me dá que os "portugueses", que, insisto, não são os portugueses, votem no senhor presidente do Conselho num concurso televisivo. Salazar, ele mesmo, se estivesse vivo e regressasse do Brasil uns anos depois do 25 de Abril, não ganharia nenhuma eleição no Portugal de hoje e teria tantos votos como o general Kaúlza de Arriaga. O que me interessa é recensear que atitudes, nostalgias, hábitos, costumes, práticas, que ninguém associa a Salazar, mas vêm directamente dele e do Estado Novo, continuam vivos, adoecendo a nossa democracia. Isso sim, é importante."
Paulo Gorjão: "Mais uma coisa. Lembra-se qual foi a sugestão de José Sócrates a Pedro Santana Lopes a propósito das taxas moderadoras diferenciadas? Recordo-lhe: «se o primeiro-ministro quer aumentar as receitas tem uma forma fácil de o fazer que é combater a fraude e evasão fiscal». Esta sugestão, aparentemente, não é válida para o seu próprio Governo."
João Gonçalves: "A diferença entre Salazar e as hodiernas "elites" é que, sendo todos manhosos, a manha de Salazar não lhe "puxava" para a trafulhice e para a cupidez insaciável, própria de desbragados e de deslumbrados sem eira nem beira. Prendia, censurava, batia, exilava, todavia conseguia ser menos provinciano - apesar das origens humildes e das galinhas nos jardins de São Bento - do que estas "elites" paridas à pressa a partir do nada."
Paulo Pinto Mascarenhas: "De propostas e planos fabulosos, estão os arquivos da Torre do Tombo cheios. Mas claro que há muito quem, à direita e à esquerda, prefira continuar a acreditar na fabulosa máquina de propaganda socialista. À direita, com um inusitado masoquismo; à esquerda com algum oportunismo."

Pontos de Partida

Não quero banalizar a conversa do Aborto.
Mas gostava de reafirmar algumas ideias - talvez pontos de partida para uma nova fase de discussão.
Ponto Prévio:
O referendo a esta altura não será mais do que o cumprimento (teimoso) de um compromisso político do Governo. A verdade é que as circunstâncias sociológicas que justificaram a realização do referendo em 98 não se alteraram. O que se tornou ainda mais urgente foi, tão só, a necessidade de responsabilizar a sociedade pelos males que levam uma mulher a não poder ter um filho!
1º Ponto:
Não acredito que alguém se diga "contra a vida".
Mas a mentalidade dominante é cada vez mais clara: os seres que representam um peso para alguém podem(e devem) ser eliminados, para facilitar a vida de todos! Como se houvesse vidas de 1a e de 2a classe, como se houvesse seres descartáveis. E esta tendência já provou, ao longo dos séculos, que pode levar a consequências dramáticas. Mas talvez isto não seja mais do que um dos muito paradoxos do século XX: numa modernidade que bateu todos os recordes na lutas pelos direitos humanos, igualdades e justiças sociais, foi também o século em que se deram as maiores e mais inconcebíveis desrespeitos pela Vida Humana. God knows why!!!
2º Ponto:
Liberalizar o aborto até às dez semanas é uma violação manifesta do Direito à Vida constitucionalmente protegido enquanto Valor/ Direito fundamental por excelência, núcleo e razão de ser de todos os outros direitos e deveres, que vincula todos nós e constitui, só por si, um limite suprapositivo a todo o Direito/Estado/Ordem.
A Lei deve por isso consagrar como puníveis todos os actos que ponham em causa este Valor Supremo. Neste contexto, o direito da mulher a dispôr do seu corpo (alegado por algumas) não se justifica: primeiro, o feto não é parte do corpo da mulher; depois, a autonomia privada tem limites; e, para além disso, o direito “a nascer” é o primeiro dos direitos fundamentais que decorre directa e imediatamente do Direito à Vida.
A Lei penal existe para proteger bens e valores e para isso pune; mas não só. A Lei tem uma função dissuasória, funcionando como educadora das mentalidades, função esta que só responsabiliza ainda mais os seus fazedores, mas que sobretudo nos responsabiliza a todos nós! A definição abstracta dos crimes é, por isso, indispensável mas sempre sem prejuízo da responsabilização pública pela prática dos mesmos. É dever de todos contribuir para que não se pratiquem crimes, bem como colaborar na criação de condições que permitam a uma mulher não ter de recorrer à brutalidade de um aborto.
O que quero é que ninguém sinta necessidade de fazer um aborto; e isto é o que entendo por modernidade.
3º Ponto:
O aborto é uma questão importante mas não se resolve só alterando a lei. É preciso actuar ao nível da tal formação das mentalidades, fomentando cada vez mais a responsabilização do homem e da mulher, dos pais e educadores, promovendo o apoio a todas as famílias.

"Corporatismos"

Soares, na apresentação do mais recente livro de Fernando Henrique Cardoso, aproveitou para mostrar mais uma vez que ainda não conseguiu engolir a humilhante derrota que sofreu há cerca de 9 meses.
Sem querer entrar em grandes considerações acerca da substância do que Soares disse (confesso que não percebi sequer o que ele quis dizer!), não posso deixar de me insurgir contra a notícia propriamente dita, nomeadamente contra o jornalista que a escreveu para a página online da tsf.
Com efeito, Soares não disse a palavra corporativismo mas sim corporatismo. E disse-o, pelo menos, 2 vezes.
Ora, ainda que eu conceda que temos de respeitar os nossos velhos, evitando a sua humilhação pública, a verdade é que a função do jornalista não inclui os deveres de adulteração de notícias.
Acresce que, suspeito que Soares, ele próprio, não devesse saber o que estava a dizer.
Penso, pois, que era obrigação da tsf relatar os factos tal como ocorreram. Não o fazendo estão a dar uma péssima imagem do jornalismo.

Crime...

E o Nobel da paz 2006 vai para...

Muhammad Yunus e para a instituição Grameen Bank, por ele criada em 1976. Mais informações aqui.

quinta-feira, outubro 12, 2006

Vão mas é para a Sibéria (o Bugio é perto de mais!)

Todos para o Bugio!

O centro de Lisboa está parado por causa dos energúmenos dos manifestantes que, descontentes com a sua situação (lá terão as suas razões) decidem dar cabo da vida das outras pessoas. Manifestam-se e prejudicam a vida dos outros.
Acho bem que tenham direito de se manifestar, mas não chateiem os outros! Vão para um descampado, para o Alentejo ou para o fundo do Tejo. Não me ralo!
Acho é inadmissível prejudicar os outros por causa das suas reivindicações e é por estas e por outras que qualquer dia chega um maluco qualquer e começa a mandar todos para o Bugio.

Fala por ti

"Corruptos somos todos..."
Ruben de Carvalho, comunista... peço desculpa, jornalista, no dn de hoje

E o Nobel da literatura 2006 vai para...

Serviço público IV

Uma vez que ninguém conseguiu acertar na autoria da frase da passada semana, decidi hoje trazer uma mais acessível. O prémio é o de sempre e o passatempo termina hoje à noite.
"Mereceis a morte por me pordes os cornos dormindo com outrem."

Política à portuguesa

Oiço na tsf que Jardim, perante a demonstração de força do Governo da República, se prepara para se demitir, de forma a provocar eleições antecipadas na Madeira. A ideia é ir a votos mais cedo e mostrar ao Governo quem manda na Madeira.
Entretanto, no continente, prossegue o braço de ferro entre os municípios (maioria PSD) e o Governo.
Suspeito que, em ambos os casos, a ideia de Sócrates passe por retirar dividendos políticos do aproveitamento até à exaustão das idiotices de Jardim, por um lado, e das suspeitas de corrupção que pairam sobre as autarquias, por outro.
A estratégia de Sócrates é aparentemente brilhante, na medida em que, perante a inexistência de oposição à governação que lhe permita vitórias no plano da retórica política, opta ele próprio por se transformar em oposição às autarquias (dominadas pelo PSD) e a Jardim (cada vez menos suportado no Continente).
Para além de imaginativa, a ideia do nosso PM pode também ser perigosa, pois hipoteca as hipóteses de vitória socialista na Madeira por muitos e bons anos e, no plano das autarquias, arrisca a que a população se una em volta dos actuais autarcas que não se vão poupar a populismos para imputar ao Governo as deficiências dos seus mandatos.

Paranóia

Ontem, durante mais de 1 hora, os jornais televisivos mostraram imagens de um prédio parcialmente em chamas em Nova Iorque atingido por uma avioneta. Ao fim de 15 minutos de emissão em directo já tinha sido noticiado que não se tratava de nenhum atentado. Ainda assim, as imagens permaneceram no ar por mais 45 minutos, devidamente acompanhadas pelos comentários disparatados do costume.

A ler

"Não me estou a comparar com ninguém. Estou apenas a falar do que conheço, de um tempo morto e enterrado para sempre na vulgaridade bronca em vigor. O MIT é um adorno comparável ao Chanel 5 com que certas pessoas que não tomam banho se enchem para não cheirarem mal. Por mais que se perfumem, a merda resiste."
João Gonçalves, no Portugal dos Pequeninos

quarta-feira, outubro 11, 2006

O escolhido do Miguel

D. João II

Tudo incluído

Parece mentira mas não é. Neste site encontra tudo o que precisa saber sobre divórcios. Pode até colocar questões através de um chat. O melhor de tudo é que pode optar pelo sistema tudo incluído, seja lá o que isso for. Dizem-me que o artista que imaginou o esquema já tem processo disciplinar na Ordem dos Advogados e tudo. Bem-vindos à era da banalização... desculpem, queria dizer globalização.

O meu grande Português

Acordei a pensar qual seria para mim o grande Português de todos os tempos! Pensei em D. Afonso Henriques, Santo António, Nuno Álvares Pereira, Vasco da Gama, D. João II, Henrique Paiva Couceiro. Para além destes nomes ainda pensei na minha Mãe, que ao ter 11 filhos não pode deixar de ser uma heroina dos tempos modernos. Ainda assim, optei por D. João II, figura de igual importância.
Em primeiro lugar gostaria de realçar a sua mulher, D. Leonor, que criou a Casa da Misericórdia de Lisboa. Depois por se dever ao Príncipe Perfeito o planeamento de grande parte das viagens dos Descobrimentos. Foi neste reinado que se descobriu grande parte da África Ocidental e que se dobrou o Cabo das Tormentas. Foi também neste reinado que se assinou o Tratado das Tordesilhas, em que se definia o semi-meridiano de Tordesilhas e não outro mais a Este.
Determinação e um óptimo estratega são características que assentam bem a este Rei que colocou Portugal na boca do Mundo. Porventura, terá sido uns dos primeiros Portugueses a perceber a importância da globalização.
Tenho curiosidade de saber quais as escolhas dos meus co-bloggers. Passo a palavra...

Almoço em grande

Caro João Távora, mais uma vez obrigado, mas deixe-me que lhe diga que almoços daqueles impedem o sucesso de qualquer dieta.

Yariquies

Foi descoberto um novo pássaro numa floresta Colombiana. Foi batizado de yariquies, em homenagem aos índios que habitavam as montanhas onde o animal foi descoberto, os quais preferiram cometer suicídio a submeter-se ao domínio espanhol (como eu os compreendo!).
Nota: suspeito que este nem o maradona conhecia!

Estejam atentos

Poeta Alegre

Central de comunicação?

Lembram-se da central de comunicação de Pedro Santana Lopes e, antes, de Durão Barroso?
Esqueçam. O que para aí vai nas redacções é de bradar aos céus. As demissões, as pressões e as suspeitas de governamentalização são mais que muitas, à descarada. Diz quem sabe que há muito tempo que não se via coisa igual.

Grandes Portugueses XII

José Sobral de Almada Negreiros (auto-retrato)

Grandes Portugueses XI

Papa João XXI

Grandes Portugueses X

Pedro Álvares Cabral

Grandes Portugueses IX

Infante D. Henrique

Grandes Portugueses VIII

Eusébio da Silva Ferreira

Grandes Portugueses VII

Amália Rodrigues

Grandes Portugueses VI

Egas Moniz

terça-feira, outubro 10, 2006

Grandes Portugueses VI

Aristide de Sousa Mendes

Grandes Portugueses V

Fernando Pessoa

Grandes Portugueses IV

Luiz Vaz de Camões

Grandes Portugueses III

D. Afonso Henriques

Grandes Portugueses II

Vasco da Gama

Grandes Portugueses

Fernão Magalhães

Censura

Importa-se de repetir?

Aqui está uma medida profundamente democrática e consonante com o Estado de Direito em que alegadamente vivemos. Não haja dúvidas de que se trata de um forte incentivo ao investimento em Portugal e à criação de mais postos de trabalho.
No outro dia Jorge Coelho indignava-se com os tecnocratas que se atreveram a sugerir cortes na saúde, o que passaria pela racionalização de recursos, como seja o encerramento de algumas urgências. Jorge Coelho afirmou peremptoriamente que os tecnocratas não deveriam opinar sobre aquilo que não conhecem. Hoje, depois de ler esta notícia, apetece-me dizer que os políticos melhor fariam se não opinassem e não decidissem acerca do que desconhecem. O país ficaria eternamente grato.

Sob pena de ficarmos todos com os olhos em bico

Não ficaria nada mal, a todos aqueles que se estão a rir neste momento pelo facto da ameaça recair sobre o "Grande Satã" (mas que insistem em negar as acusações de anti-americanismo primário que frequentemente lhes são dirigidas), se viessem agora criticar, com o mesmo vigor com que batem insistentemente em Bush e na sua administração, a posição assumida pelo regime norte-coreano. Não só quanto ao teste nuclear que foi realizado há 3 dias, mas fundamentalmente pela ameaça agora efectuada. É que, independentemente de se poder tratar de bluf, a verdade é que aquilo que os comunistas norte-coreanos ameaçam fazer despoletaria tão somente a 3.ª Guerra Mundial. É nestes momentos que separamos o trigo do joio, ou seja os demagogos dos tipos mesmo perigosos. Depois de ouvir o que a esquerdalha tem a dizer sobre o assunto voltarei aqui para mais considerações.
Mais uma nota: penso que Sócrates e Cavaco não podem reservar a sua opinião para os habituais canais diplomáticos e devem, antes de mais, condenar com firmeza a atitude do Governo norte-coreano, manifestando total apoio aos aliados, leia-se Estados Unidos da América. Sem reservas.

Falam, falam, falam...

Serviço público III - resposta


Desta feita ninguém acertou. Não sei se devido à dificuldade da pergunta se ao pouco interesse do prémio...
O autor da frase citada é Ramalho Ortigão, que foi retirada do livro Em Paris, editado pela Esfera do Caos.

Larga o rato!

Para quem não se entende com o castelhano: na Dinamarca os problemas nas articulações resultantes do uso do "rato" passaram a ser considerados doenças laborais, o que confere ao trabalhador o direito a requerer uma indemnização ao empregador.
Os sindicatos vibram e a populaça grunhe de contentamento.
Já agora, e para atalhar caminho, sugiro que se institua uma indemnização a ser paga por todas as empresas aos seus funcionários só pelo simples facto de terem de trabalhar. Falo por mim, estou pouco me lixando para as tendinites que o rato me causa - aliás, todos sabemos que há teclas de atalho que substituem o rato! - o que me lixa mesmo é ter de trabalhar.

Oporto Vice

Pelos vistos a GNR (com os seus óculos escuros) anda aos tiros no Norte da Naçón.
O mais interessante é que, sempre em prol dos direitos dos Homens, a esquerda caviar aproveita logo e vem pôr em questão a actuação da polícia (que ela conhece muito bem).
Acreditando no Estado de Direito, estou certo que a actuação dos agentes estará a ser analisada por quem de direito. Acho um abuso que uma Comissão Parlamentar, apenas porque uns polícias andaram aos tiros, já se esteja a intrometer nesta questão. Deixem as instituições funcionarem por si e, se não houver conclusões satisfatórias em devido tempo, actue-se então em conformidade.
Parece que se defende a existência de uma impunidade dos ladrões que só depois de matarem alguém é que devem ser alvo de medidas mais violentas.
Os assaltantes são detidos (infelizmente um morreu) mas quem vai ser julgado na opinião pública é o bófia que estava a fazer o seu serviço e a proteger-nos destes energúmenos.
Se calhar vem agora o Soares a dizer que a culpa é da riqueza mal distribuída no nosso país.
É por essas e por outras que a criminalidade está como está neste país. E a polícia é o que é.
A manterem-se assim as coisas, quem quererá ser polícia no futuro? Nem mesmo os ladrões...

Na linha da frente

Na nova rubrica da tsf (todos os dias, após as 8:30) hoje foi o dia da estreia de Carlos Carvalhas. O tema escolhido para a sua primeira intervenção foi a Venezuela. Pensei eu que o ex-líder comunista iria falar das medidas que Chávez tem vindo a adoptar para garantir que o poder se mantém nas suas mãos, ainda que para tal se ignore a vontade dos eleitores; poderia também ter falado das estranhas amizades que o presidente venezuelano tem coleccionado por esse Mundo fora. Mas não, Carvalhas optou por chamar à colação o caso do cartaz que Chávez colocou numa das saídas de Caracas, em que aparece ao lado de Sócrates, com objectivos eleitorais. Diz Carvalhas que a indignação do Governo português foi uma encenação hipócrita e que a culpa de tal reacção é Washington, pois Sócrates temeu a reacção dos americanos. Disse ainda que Sócrates não reagiria da mesma maneira se fosse Bush a utilizar a sua imagem para fins propagandísticos. A demência de Carvalhas é assustadora e revela bem a psicose que existe hoje em alguma esquerda relativamente aos "imperialistas" do novo continente. Nada de novo. Fico, porém, surpreendido com o facto de partidos como o PCP obterem ainda quase 10% de votos. É assustador.

A não perder

E eu que dizia que ia deixar de comprar o Sol!
Agora que vem com reportagens com ilustres representantes da Esquerda Caviar a mostrar as suas casas e os seus felinos, já não perco um único número!
Ah leoa! Casinha em São Bento com vista sobre a cidade e o rio!
Os otários que paguem a crise!

segunda-feira, outubro 09, 2006

Rambo


Estou há mais de 30 minutos a ver o Prós & Contras na rtp1. Estão presentes os principais representantes da justiça portuguesa. Falam, falam, falam e não dizem nada de jeito. Estão todos de acordo (com excepção de Laborinho Lúcio, que está a mais no programa, por ser melhor que os outros, bem entendido). Ainda nada de útil ou interessante foi dito. Não tenho alternativa senão mudar de canal. Excelente opção, no axn está a dar o Rambo - A fúria do herói.

Reforços de Outono

O corta-fitas reforçou-se e de que maneira. Miss Pearls é a sua mais recente aquisição. Numa altura em que se perspectivam algumas importantes novidades na blogosfera, o mercado agita-se e as transferências milionárias estão aí. Nos incontinentes não cometemos loucuras e o nosso orçamento não permite este tipo de contratações. Ainda assim, faremos como os "lagartos"; para além da prata da casa, faremos um forte investimento em jovens promessas. Novidades para breve!

"A Direita não passa por ali"

"O dr. Guedes não existe para o país e o dr. Portas revela-se, cada dia que passa, um excelente crítico de cinema."
(João Gonçalves, no Portugal dos Pequeninos)

Posso estar enganado

Até porque de economia pouco percebo. Ainda assim, como leigo sinto-me tentado a dizer que os consumidores pouco têm a ganhar num mercado de telecomunicações móveis em que passamos de 3 para 2 grandes operadoras. Mas, como já disse, de economia quase nada sei.

Serviço público III

Vamos ver quem adivinha a autoria da seguinte lição de vida. O prémio é o do costume e o prazo termina amanhã (os incontinentes estão impedidos de participar por razões óbvias).
"Proponho-me singelamente conversar com a despresunção plena de quem não tem compromissos nenhuns para ser embiocado e sorna, um sujeito que nunca foi empregado público nem pretendeu ser deputado, um periodista de profissão, mau literato, mas mais literato do que outra coisa, contente do seu ofício, alegre da sua vida, orgulhoso da sua independência, desgraçado às vezes por bem pouco, feliz quase sempre com muito pouco também - com um bom sol descoberto, um céu azul, umas árvores verdes, a saúde no corpo, a paz na alma e a liberdade no coração."

Concorrência

Não sei se andei muito distraído, mas tenho a sensação que os grandes opinion makers nacionais estiveram todos calminhos relativamente ao parecer da Autoridade da Concorrência referente à OPA sobre a PT... até que os jornais ingleses começaram a cascar no Guarda Abel.
Nesse momento, em que dois (conceituados) jornais estrangeiros atacaram uma entidade portguesa, veio tudo a terreiro gritar "Ó da Guarda! Ó da Guarda! Coitadinho do consumidor!".
É pena que seja preciso o ataque vir de fora para que os grandes pensadores económicos nacionais se insurjam contra esta decisão. Mais uma vez com o seu pessimismo. Mais uma vez, mostrando que são umas Marias-vão-com-as-outras, ou melhor, neste caso, umas Mary-go-with-the-others.

Pergunta do Dia

Porque é que todos os GNR-BT usam óculos de sol, mesmo quando não há sol?

Teste nuclear

Até há 2 horas atrás apenas a aparente democracia russa, dos 5 membros que compõem o conselho permanente das Nações Unidas, ainda não havia condenado a realização do referido teste. Até a China, tradicional aliado do regime norte-coreano, veio a público criticar o teste.
Estou curioso para ver se o anti-americanismo primário que grassa pela blogosfera impele algum dos seus membros a vir a terreiro defender o direito que a Coreia do Norte tem em fazer os seus testes, invocando para o efeito o facto de outros 8 países já o terem feito, nomeadamente - quem haveria de ser!? - os Estados Unidos da América.

Legislação "self service"

Propositado ou não, a verdade é que esta alteração calha mesmo bem aos... políticos. Resta saber se a classe vai reagir corporativamente à notícia, ignorando o assunto, ou se ao menos o eclético Anacleto se vai indignar com tamanho despudor.

Questões antigas

Subscrevo na íntegra este post do Paulo Gorjão:
"Eu posso acreditar e defender os valores de uma determinada religião, sem que para isso tenha de estar livre de pecado. Posso ser um defensor acérrimo do liberalismo, apesar de na minha vida pessoal/profissional, ter de transigir com os princípios teóricos em que acredito. Seria melhor que assim não fosse?Claro, mas o mundo não é perfeito, nem isso diminui a validade intrínseca dos princípios que defendo.. Discuta-se, pois, a validade das propostas. Ataques ad hominem, não."

Ainda Souto Moura

Apesar de tudo - falta de jeito para lidar com a comunicação social, pouco engenho na gestão dos processos com maior visibilidade, falta de mão nos serviços... -, a verdade é que os processos de maior visibilidade respeitam quase todos a factos anteriores ao "mandato" do quase ex-procurador. Factos esses que, não obstante as suspeitas antigas, nunca antes haviam sido investigados, tendo Souto Moura, ao menos, o mérito de os ter trazido a público. Já a forma como os processos foram conduzidos não merece tamanho elogio, bem pelo contrário, ficando, porém, a dúvida se o mais que provável fracasso de alguns deles deverá ser imputável ao Procurador ou a "terceiros" a quem não convinha que os mesmos terminassem com as esperadas condenações.

sábado, outubro 07, 2006

Por uma questão de educação

Numa reunião camarária ocorrida ontem, a pedido da oposição, e que tinha como objectivo ouvir os esclarecimentos da administração da EPUL quanto aos factos vindos recentemente a público, 2 vereadores da oposição, Carrilho e Sá Fernandes, decidiram sair a meio da sessão para falar com os jornalistas. O Presidente da Câmara decidiu pôr fim à sessão, indignado com a atitude dos vereadores. Caíu o Carmo e a Trindade, e da esquerda à direita ouviram-se vozes críticas relativamente à postura do Presidente da edilidade. Não alinho nas críticas. Os vereadores da oposição usaram e abusaram de uma reunião camarária e dos jornalistas aí presentes em seu benefício próprio, para fins eleitoralistas. Carmona não poderia ter agido de forma diferente. Imagine-se o que seria se tivesse sido o Presidente da Câmara para falar com os jornalistas. Não tenho dúvidas de que a oposição sairia em bloco da sala.
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