quinta-feira, agosto 31, 2006

A ler


Passo a citar parte da mais recente prosa do meu amigo Nuno Pombo, com a qual discordo profundamente mas que, à semelhança do que já aconteceu com o Luís Rainha (Nuno, não te ofendas com a comparação, a qual faço, como é óbvio, em termos meramente formais e não substanciais), está escrito com tal mestria que quase me leva pela certa.

Sugestão de fim-de-semana (alargado) VII - Sardenha (2)



Na nossa lua-de-mel andámos aqui por perto. Desta feita, as fotografias são do arquipélago de Madalena, na Costa Esmeralda. Para os sortudos que ainda têm dias de férias aconselho vivamente um "salto" à Sardenha.

Lista negra

Pese embora já ter sido vilipendiado e enxovalhado em algumas caixas de comentários do aspirina, e do próprio Luís Rainha já ter dito algumas coisas menos simpáticas acerca de algumas pessoas da minha família (num comentário efectuado no insurgente), a verdade é que o Luís é, entre os que por aí escrevem mais à esquerda, um dos melhores; é certo que não concordo com nada do que escreve, mas o rapaz di-lo com tal arte e engenho que numa ou noutra ocasião estive quase a concordar com ele. Assim sendo, e depois desta graxa toda (pensam vocês - completamente injustificada), não posso compreender que o Luís me tenha colocado na lista negra e que não permita os meus comentários no seu blogue. Digamos que me parece uma atitude um bocadinho fascizante, o que pressupõe uma censura prévia, pouco adequada a um rapaz inteligente como o Luís. Fico chateado, é claro que fico chateado.

quarta-feira, agosto 30, 2006

Apontamento da viagem às terras do Norte III

Parece que para o tuga é mais fácil e barato deitar frigoríficos, fornos e micro-ondas pela ravina abaixo. Era ver piscinas naturais do melhor que há rodeadas por electrodomésticos.

Apontamento da viagem às terras do Norte II

As nossas florestas estão cada vez mais parecidas com as da América do Norte. Sabem aquele castanho de Outuno das florestas da Terra do Tio Sam? Vejo alguma semelhança com as nossas... sendo as nossas castanhas do queimado.

Apontamento da viagem às terras do Norte

Como monárquico convicto, mas acima de tudo como Português, fiquei desapontado com o berço da Nação, Guimarães. Não é que o velho tuga aproveita os jardins do castelo para cagar!? Típico, comem até se fartarem e depois é só despejar a merda onde calha.

O fim esperado

Como já se esperava, não só pela cada vez maior ausência de leitores mas fundamentalmente pela cada vez menor qualidade, o jornal que ajudou a destruir o mito "Cavaco", enquanto PM, vai fechar portas. Pena é que o projecto não tenha continuidade, através da sua refundação, colocando-se à direita como um jornal de referência. Pode ser que haja trabalho para alguns dos colaboradores agora sem trabalho no novo semanário de António José Saraiva.

O cerne da questão

O Daniel Oliveira, o qual como sabemos nutre uma enorme simpatia pelo presidente norte-americano, aproveita os mais recentes números acerca dos efeitos do Katrina para desancar no american way of life. Conclui o Daniel:
É extraordinário que o Daniel aproveite uma catástrofe natural, por sinal uma das mais devastadoras na história do EUA, para desta forma pôr em causa a organização política, social e económica dos EUA. Este tipo de conclusões, vindas de um sujeito pretensamente inteligente - tanto quanto um apoiante do BE pode ser - revela mais uma vez a demagogia que esta gente utiliza, enebriada por um anti-americanismo primário sem precendentes. Suspeito que o Daniel conheça muitos Estados e regimes democráticos que, ao contrário dos EUA, não deixem os pobres entregues a si mesmos; tenho, aliás, a certeza que o Daniel conseguirá enunciar um sem número de países com uma economia mais sustentada e desenvolvida que a americana. Talvez a começar em Cuba e a acabar na Venezuela, regimes pelos quais o Daniel já demonstrou alguma simpatia.
Não posso deixar de imaginar o sorriso de contentamento do Daniel, e de outros como ele, ansiosos pelos efeitos nefastos que o Ernesto possa provocar em território do opressor capitalista.

terça-feira, agosto 29, 2006

Geração blogue

Entre a Atlântico, alguns números da Economist atrasados, e uma enorme pilha de livros que fui acumulando para ler no verão, dei de caras com um livro chamado “Geração Blogue”. Li e comentei com a minha avó de 83 anos que adora falar sobre temas da actualidade.
Os velhos reparam logo nos “tiques” dos mais novos, sobretudo naqueles que lhes são inteiramente desconhecidos e inexplicáveis! Mas a sua perspectiva (externa) sobre alguns pormenores não deixa de ser interessante.
Comprei um telemóvel novo e não paro de tirar fotografias!
Fui de férias e passados 3 dias senti falta do computador, de ver os meus mails, ler o meu blogue, etc. Uma estranha desorientação, devo dizer, que a minha avozinha se apressou em classificar de “vício” e “doentio”. Conclui que vivo muito ligada a estes “lugares-comuns”, a TV, a Net, o telemóvel, os jornais. Estou já bem infiltrada neste processo de mediação, em que a informação vale ouro, e a “palavra” da TV é critério de verdade: “Vi na TV, é MESMO verdade!”
Dei por mim a pensar outra vez sobre o fenómeno dos blogues., enquanto o tentava explicar à minha avó.
Qualquer pessoa pode ter um. Sim. Mas o mais engraçado é verificar algumas coisas interessantes do género: hoje é mais fácil conhecer a fundo uma pessoa cujo blogue se lê todos os dias do que um colega de trabalho. Rendo-me a esta nova evidência: são outros tempos ourtos modos de relacionamento. Aparentemente as relações que se instauram são sólidas, mais até do que as relações de trabalho. Talvez pela profundidade do que por vezes se escreve, e pelo empenhamento que pomos na nossa expressão escrita. Aqui a história de cada um são as opiniões, ideias e preferências partilhadas. A comunidade de que fazemos parte não se define pelo seu conteúdo mas única e simplesmente pela sua regra-mãe: a inter-acção.
Também me apercebi nestas férias que o papel centralíssimo que a TV conquistou nas nossas vidas contribui para o desinteresse pela leitura/escrita. Habituados aos tempos rápidos da TV não conseguimos compreender a necessidade de certas actividades do tipo ler, reflectir, entender. Numa visão utilitarista que predomina, ler é uma perda de tempo! E esta indiferença leva a uma dificuldade geral de compreensão e expressão. As pessoas lêem sem compreender e exprimem-se sem comunicar nada...
A meu ver os blogues podem ser um forte instrumento de pressão contra esta tendência.
Pois eu nestas férias dediquei-me exclusivamente a estas inutilidades: ler, escrever, tentar compreender coisas da vida e do mundo, e ao melhor de tudo - NÃO FAZER NADA!!
Enfim, foi uma boa dissertação de fim de tarde que podia ter continuado mas acabou com o telejornal das 20h que as avós não gostam nada da perder!

Impagável

o maradona, como não podia deixar de ser.
"Não imaginam a infelicidade que é para mim descobrir logo pela manhã a ciência geológica em todo o seu esplendor. Uma pessoa anda nos blogues, como eu penso que é natural, para esquecer a infelicidade do dia a dia opressor. O Professor Doutor José Pacheco Pereira, salvaguardadas as devidas proporções, faz lembrar Hans Castorp, cuja jornada de cura no sanatório li durante a época de exames de 1993/94, enquanto devia estar a estudar Estratigrafia, Petrologia Metamórfica e, por opção, Introdução à Embriologia. Ora, então não é que, a páginas poucas, a aventesma no Castorp decide dar uma lição de embriologia ao leitor, como que querendo lembrar que o meu dever era menos ler romances, mas sim chafurdar em gráficos, funções, e tecnologia da nomenclatura?"

"Questões de moral"

A ler: Francisco José Viegas no jn de ontem.

Pretos

São milhões de vítimas, entre mortos, feridos, desalojados ou simplesmente presos. A comunidade internacional assiste impávida a uma das maiores crises humanitárias dos últimos anos. Os arautos da justiça e da liberdade que escreveram dezenas ou mesmo centenas de posts indignados com Israel na mais recente crise no Médio Oriente ou com os EUA por causa do Iraque ficam mudos e quedos perante este desastre humano. A sua indignação nos casos citados contrasta com uma mudez ensurdecedora numa crise incomensuravelmente superior que os transforma em meros hipócritas. Perseguem a fama e os holofotes da comunicação social ou da blogosfera. Suspeito que o facto das vítimas neste caso serem "pretos" também não ajude a terem a mesma atenção que os apoiantes do Hezbollah tiveram recentemente. De quem estou a falar? Assim de repente lembro-me do Vital Moreira, da Ana Gomes, do Daniel Oliveira ou do Nuno Ramos de Almeida.

93

Gostei. E mesmo já conhecendo o final e grande parte dos factos, a verdade é que o stress e o incómodo se apoderam de nós durante os cerca de 90 minutos da "trama". Assusta constatar que no Mundo civilizado em que vivemos é virtualmente impossível prevenir todos os ataques com estas características que fanáticos pretendam levar a cabo; não sem coarctar parte da liberdade que tanto prezamos. Não quer isto desculpar a descoordenação e inoperacionalidade das autoridades americanas no 11 de Setembro, mas a verdade é que para a eficácia ser (quase) total teríamos de ter não 1 mas sim 10 Guantanamos. Duvido que esta realidade seja aceite por muitos.

A ver


o filme Voo 93 (United 93) de Paul Greengrass.

segunda-feira, agosto 28, 2006

Grassa

Bem sei que a história é antiga mas não resisto comentar. Estava eu "a banhos" e falou-se por aí de um tal de Günter Grass (ao que parece um dos últimos heróis da esquerda contemporânea - exceptuando evidentemente o nosso Anacleto), que teria pertencido às SS alemãs no tempo de Hitler. Todos sabemos o que faziam os SS e alguns de nós aceitam com naturalidade a redenção do Homem. No entanto, não deixa de ter piada ler a opinião (desculpabilizadora) que alguns manifestaram, certamente esquecidos do que papaguearam quando foi sugerido que Bento XVI, ainda novo, teria pertencido à juventude hitleriana. Não deixa de ter "Grassa".

Curtas V

Direita: onde anda?

Curtas IV

Jesualdo Ferreira: tenho uma curiosidade imensa em saber qual a razão que levou João Loureiro a ser praticamente "sodomizado" por Pinto da Costa sem "ai" nem "ui".

Curtas III

Crise no Médio Oriente: continuo sem saber qual a posição de Cavaco em face do conflito.

Curtas II

Caso Mateus: surpreendeu alguém?

Curtas

Simão: a melhor contratação do Benfica.

Regresso

De regresso, sem vontade.

domingo, agosto 13, 2006

Peso pesado

[plagiando descaradamente o maradona]
13/08/06, às 21:30 (numa qualquer farmácia de serviço da capital do "império") - 99,8 quilos. Daqui a um ano dar-vos-ei conta da respectiva evolução.

Semana infernal

Em trânsito, do Algarve para a Praia Grande, apraz-me registar os brilhantes posts do Vox (agora também de férias), numa semana que se revelou infernal. Senão vejamos:
- os incêndios vieram para ficar (e destruir), pondo em causa o balanço provisório satisfatório que o Governo havia feito há cerca de um mês atrás (na altura comentei que os balanços, ainda que provisórios, eram prematuros!);
- o Porto ficou sem treinador;
- o Benfica ainda não despediu o treinador;
- Portugal brilha nos europeus de Atletismo, alcançando uma das melhores prestações de sempre;
- o acordo de paz no Médio Oriente é aceite por todas as partes (terá sido mesmo? e o Hezbollah, será que o vai cumprir?);
- as autoridades britânicas impedem um dos (potenciais) maiores atentados terroristas de sempre;
- ...
Lamento se me esqueci de alguma coisa, mas confesso que os jornais, a net e a televisão têm estado desligados (à semelhança do meu cérebro). Se quiserem pormenores acerca dos problemas que a Elsa Raposo tem atravessado ainda sou capaz de balbuciar umas palavras; para além disso, constato agora que desliguei (quase completamente) para o Mundo. Até um dia destes.
P.S. Já me esquecia, ao que parece o Governo continua sem governar e a oposição sem se opor, mas isto também não é novidade nenhuma.

quinta-feira, agosto 10, 2006

Boa Berardo!


Foi ontem publicada no Diário da Rep..., no jornal oficial, prefiro, a maior pérola jurídica dos últimos tempos. Refiro-me ao diploma que cria a Fundação Colecção Berardo. Não vou ao ponto de dizer que é uma vergonha, porque admito que as leviandades de que enferma o documento sejam explicáveis... ainda que pouco relatáveis. Não presumo a estupidez alheia e confio nas racionalidades ocultas. Aquilo não pode ser a lástima que aparenta. Tem de estar ao serviço de interesses outros e, nessa medida, admito que seja um eficaz instrumento.

Quero a este propósito apenas realçar uns quantos pontos, para reflexão de todos, mesmo dos menos habituados a raciocínios jurídicos.

1 - Esta Fundação não tem nada que ver com a propriedade da Colecção Berardo. Ela visa apenas a instalação, manutenção e gestão do Museu Colecção Berardo. A Colecção continua a pertencer ao seu proprietário. É clara a alínea e) do artigo 5º dos seus estatutos: "o património da Fundação é constituído pelas obras de arte integradas na Colecção Berardo se e quando a mesma vier a ser adquirida pelo Estado".

2 - Há, para aparente defesa dos seus interesses, um direito de opção de que é titular o Estado. Ora, um direito de opção é uma posição jurídica que permite ao seu titular, mediante condições previamente acordadas, unilateralmente, celebrar um determinado contrato. Contudo, este sui generis direito de opção é de gargalhada. O Estado exerce-o comunicando à Associação Colecção Berardo (proprietária da dita, presume-se), até ao fim de 2016, que pretende exercê-lo. Este direito (??) porém extingue-se se a Associação não aceitar o preço determinado por avaliação independente.

3 - Mesmo que a Associação concorde com o preço e o receba efectivamente do Estado, a Colecção passa a ser de quem? Do Estado? Não, não, meninos... Passa a ser propriedade da Fundação Colecção Berardo, que é, em larga medida, dominada pelo coleccionador. E esta?

4 - De 2007 a 2015 a Fundação disporá de um fundo para aquisições de obras de arte, para o qual o Estado contribuirá com € 500.000,00 anuais, para além da dotação inicial a cargo do Estado de 500.000,00. Ou seja, o Min. da Cultura afectará a este projecto 1 milhão de contos. Sem contar, claro, com um subsidiozinho anual, a pagar em duas suaves prestações. E, já me ia esquecendo, não contando com "subvenções especiais" do Estado Português.

5 - Havendo a dissolução da Fundação a Associação Colecção Berardo reassume a posse plena e a gestão da Colecção de que é proprietária, a não ser que o Estado, entretanto tenha exercido o impropriamente designado "direito de opção". Ou seja, ficará a Colecção com o seu proprietário a não ser que este a tenha vendido, pelo preço que entender na altura aceitar, a dita Colecção ao Estado. E neste caso, o Estado fica com a obrigação de a integrar em projecto museológico, preservando a memória da Colecção Berardo.

6 - Ainda em caso de dissolução da Fundação, qual o destino a dar às obras de arte adquiridas com o fundo de aquisições (aproximadamente 1 milhão de euros anuais, suportados em partes iguais pelo Estado e pelo coleccionador) ? Essas obras reverterão a favor do Estado (oh! que generosidade!) ... a não ser que o coleccionador se decida por adquiri-las... pelo respectivo preço de aquisição (sem atender às eventuais valorizações ... ou sequer à inflação) ... e deduzindo nesse preço a parte constituída pela sua própria participação. Assim é que é... financiamento do Estado a custo zero não é para todos... é para quem pode.

Enfim, lê-se no preâmbulo do Decreto-Lei:

"trata-se de uma parceria público-privada que alia a vontade do Estado na criação de um museu de arte moderna e contemporânea com o espírito empreendedor do coleccionador".

Podes crer!

quarta-feira, agosto 09, 2006

O Sr. Co-qualquer-coisa vai-se embora...

Ainda que venham escasseando as alegrias que o FC Porto me dá, enquanto benfiquista, não poderia deixar de largar um post a este propósito.

O Sr. Co-qualquer- coisa vai-se embora e espero que isso tenha deixado apreensivo o Sr. Jorge Nuno não-sei-quê. São conhecidos os elevados (e exigentes) padrões éticos do pessoal da bola e, portanto, este assomo de personalidade do técnico holandês soa a "grito do Ipiranga".

Desconheço os motivos que levaram ao bater da porta... Contudo, não consigo deixar de pensar que estes "gritadores" do Ipiranga, esquecendo os vínculos que os unem (à Pátria que devem servir ou ao Clube que os alimenta, é indiferente), revelam tiques de estrelismo que roçam (é eufemismo) a insubordinação, para não dizer traição. Isto que é válido para príncipes aplica-se aos assalariados... por mais cheios de si que estejam.

terça-feira, agosto 08, 2006

Falácias legislativas

Os nossos parlamentares, no seu conjunto, sofrem de uma maleita muito parecida com a denominada doença bipolar. Oscilam entre o gosto de nada fazer e a certeza de que mudarão o mundo dos outros. A recente promulgação da Lei da Paridade (que de acordo com o dicionário da Língua Portuguesa também significa "rebanho de ovelhas paridas") fez-me acreditar que estamos numa fase de euforia. E, para mais, recalcitrante.

Não é, junto dos titulares do poder legislativo, ideia virgem a de pensarem que, por decreto, tudo se muda. E, portanto, dar à estampa no jornal oficial o que quer que seja, mesmo que uma enormidade, é sinónimo de promover a mudança, a evolução (ou a "revolução", como se diria em tempos idos). Sucede que sempre achei que esta certeza era mais uma corporativa manifestação de amor próprio ou de um exercício onanista de um poder de classe. Os deputados (e os governantes, porque a separação formal de poderes já lá vai...) acham que pela sua pena podem ser (ou são, mesmo) instrumentos de transformação. E gostam disso. Dessa sensação de poder que igualmente assola, noutra escala, os polícias.

Foi com olhar clínico que analisei, ontem à noite, as palavras da Deputada Maria de Belém, em comentário à promulgação por Sua Excelência da dita Lei da Paridade. Pareceu-me genuína a credulidade da senhora. E claro, num tique de esquerdite que lhe compõe o laborioso penteado, lá atirou as suas convictas farpas, à "direita", cuja representação parlamentar não obedece ao ético requisito percentual do novo diploma.

Claro que nem todas as pessoas são obrigadas a discernir que a senhora falava de algo que não estava em discussão. O diploma agora promulgado, tanto quanto julgo saber, refere-se a listas e não à composição do parlamento ou mesmo do governo. Há lugares elegíveis e lugares não elegíveis. E estes podem ser, para grande tristeza da senhora e em fraude à lei (quem sabe?), constituído por senhoras tão bem penteadas como ela. Será que ela fez as continhas ao que se passa no Governo? E ao seu grupo parlamentar antes das saídas para o Executivo?

Bom, deixemo-la acreditar nestas falácias legislativas...

sexta-feira, agosto 04, 2006

Férias

O signatário deste post que, ultimamente, tem monopolizado as incontinências, vai a banhos durante as próximas 3 semanas. Apesar de alguns incontinentes ficarem por cá duvido que a actividade no blogue seja muita. Na última semana de Agosto regresso às lides e pode ser que haja novidades. Até lá, umas óptimas férias a quem parte e melhor trabalho para quem fica ou regressa à labuta.

Nobre Guedes apoia Ribeiro e Castro?

Suspeito que Nobre Guedes não apoie Telmo Correia numa eventual candidatura à liderança do CDS.

Podia cumprir os 2 anos de contrato noutro clube qualquer

Humor negro

quinta-feira, agosto 03, 2006

Devo ser eu que ando distraído

Mas ainda não ouvi uma palavra do nosso Presidente acerca do conflito no Médio Oriente. Será que alguém já lhe explicou que a campanha eleitoral já acabou e que ele é, efectivamente, Presidente da República?

Afinal quem manda na PT?

[os accionistas ou os Administradores!?]
E porque é que não começam a pagar mais desde já!? Se eu fosse accionista este seria um argumento importante para aceitar a oferta de Belmiro de Azevedo. De certa forma, faz lembrar aqueles gerentes de restaurantes que, depois de pedirmos o livro de reclamações porque ficámos descontentes com o serviço, se esvaiem em desculpas, prometendo que a partir de agora tudo vai ser diferente.
Já parece existir algum desespero de causa na PT. Ainda por cima não disfarçado. Podiam ter escolhido outro dia - hoje foi noticiado que a Autoridade da Concorrência autorizou a Sonaecom a integrar os negócios de telecomunicações móveis da TMN e da Optimus - para anunciar a promessa de mais dividendos.

Novo link

Há já algum tempo que ando para pôr o link do combustões aqui no incontinentes verbais. Um bom blogue do Miguel Castelo-Branco. De direita, como deve de ser.

A amizade

também se afere pelo facto de alguém, que passou a pagar sms (até aqui gratuitos!), deixar de enviar mensagens com a frequência de antigamente.

Mau gosto

Isso de fazer piadinhas com o inglês do Aznar roça a ordinarice. Estão aqui estão a gozar com o "francês" do Soares!

Imaginem agora

uma pontaria mais afinada por parte do Hezbollah ou que Israel decidia utilizar civis para fazerem de escudos humanos, à semelhança do que faz aquele movimento libanês. Suspeito, caro Jorge Ferreira, que haja pouca gente interessada em fazer esse exercício mental.

Custa-me a acreditar,

caro Paulo, que ainda estivesse a ponderar o voto no PS.

quarta-feira, agosto 02, 2006

Super Berardo

Por vezes surgem suspeitas de que determinados lobbys, alegadamente com bastante influência, serão os responsáveis pela nomeação deste ou daquele para um determinado cargo público. Mas confesso que é a primeira vez que assisto a uma "legalização" descarada de um desses lobbys. Se estivéssemos num país civilizado ainda era capaz de ficar surpreendido.

Portucale

Será possível haver corruptor sem corrompido?

Valentia

terça-feira, agosto 01, 2006

Cuba

Ao ler isto que o Luís Rainha escreveu fiquei com a ideia, certamente errada, que Cuba está bem como está (ou pelo menos, menos mal!) e que o que aí vem será muito pior. O Luís tenta, de uma forma sinuosa, branquear o facto do regime castrista ser uma ditadura bastante mais castradora que, por exemplo, a de Salazar. Típico. Pena é que ao longo dos tempos Fidel e o seu séquito tenha sido poupado pela comunicação social e por alguns comentadores. Com a sua morte (a qual não desejo nem festejo, ao contrário de outros sem pejo de se alegrarem com a morte de alguém) não faltará quem o glorifique ou quem tente ver as virtudes do regime que criou. Essa mesma gente que "trepa as paredes" sempre que alguém se atreve a elogiar seja o que for no antigo regime. Enfim, nada a que não estejamos habituados.

Tudo bons rapazes

Hipocrisia

"Al menos 34 muertos y 24 heridos en dos atentados en Irak"

Alguns comentadores e jornalistas gritam palavras de ordem como "nojo", "massacre", "chocante", "vergonha", etc, perante os bombardeamentos israelitas no Líbano. Esquecem, desde logo, os ataques do Hezbollah contra Israel, os quais não provocam mais mortos por incapacidade (e não por falta de vontade!). Mas o que choca verdadeiramente é o silêncio desses arautos da justiça e dos direitos humanos em face da matança diária no Iraque, incomensuravelmente maior que as vítimas civis no Líbano. Com a agravante de que esses ataques têm em vista a morte de civis. Isto sim mete nojo, a hipocrisia de algumas pessoas.

O melhor é alargarem já para 100 anos

Ditadura ou Monarquia?

Afinal, o regime castrista tem muitas semelhanças com a Monarquia.
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