terça-feira, novembro 28, 2006

90.4 fm

Ao que parece, na próxima sexta-feira, pelas 19:05, irei (em nome do BdN) debater por aqui o tema do aborto com o Daniel Oliveira. O convite partiu Paulo Pinto Mascarenhas, o qual, juntamente com a Antonieta Lopes da Costa, terá a difícil tarefa de moderar o debate.

MELHORES BLOGUES 2006

Ao estilo de Hollywood, o GR promoveu uma votação para melhores blogues 2006. Aqui ficam as minhas nomeações (sugiro que os demais incontinentes sigam o exemplo, leiam o regulamento, e façam as votações):
Melhor Blogue Individual Feminino
Melhor Blog Individual Masculino
Melhor Blog Colectivo
Melhor Blog Temático
Melhor Blog
Melhor Blogger
João Gonçalves (Portugal dos Pequeninos)
André Azevedo Alves (Insurgente)
Tiago Cavaco (Voz do deserto)
Filipe Nunes Vicente (Mar Salgado)
Paulo Pinto Mascarenhas (Blogue da Revista Atlântico)
maradona (A causa foi modificada)

"O motor da república"

Quase a ser convencido a escrever nesta casa, o Dr. Pombo vai escrevendo nesse pasquim digital de nome Diario Digital. Deixo-vos a última prosa do Nuno:
"Para promover, penso eu, uma aproximação entre as pessoas e as instituições que as governam, representam ou simplesmente maçam, foi entendido mostrar ao pagode os bólides em que se passeiam ou fizeram transportar as excelências presidenciais. Uma espécie vanguardista de museu dos coches, aquele a que presidência da república tem direito.
Não é esta iniciativa, por si só, digna de qualquer comentário, não fora ter a anunciá-la um cartaz, plasticamente conseguido, no qual se vê, lustroso, imponente, um Rolls Royce encimado pela expressão "motor da república". Habituado que estou a pensar que esta república a que nos castigaram não é movida por causa (que não coisa) alguma, achei curiosa, por paradoxal, a chalaça publicitária.
Depois da conseguida perplexidade, dei comigo a concordar com a justeza da metáfora… Aquele Rolls Royce é, na verdade, adereço apetitoso para quem ambiciona cargos de chefia no funcionalismo público. Acresce que o dito Rolls presidencial é, também, o paradigma da república que temos: não é genuinamente português; tem um preço exorbitante; é pesadíssimo; se se avaria não se sabe bem quem o pode arranjar e qual o custo da reparação; o seu dono não o guia (tem motorista, mecânico, polidor, garagista, e outros "assessores"); gasta tanto combustível como um tanque de guerra; está insonorizado para conforto dos viajantes, ainda que seja ruidoso para todos os que se cruzam com ele (paciência!); polui quase tanto como uma fábrica de cimento; teoricamente todos podem ser donos de um, mas todos sabemos que não é bem assim; é lento, muito lento, e, convenhamos, não foi feito para levar ninguém muito longe...
Onde está esse Rolls? Num museu! Ora aí está uma decisão acertada!"

segunda-feira, novembro 27, 2006

GRANDE 31

Terei de repensar o link que fizemos para o 31 da Armada. Segundo diz Pacheco Pereira (outro que nunca se engana e raramente tem dúvidas), há blogues que são financiados por forças ocultas, referindo-se implicitamente ao 31. Já se deve ter esquecido da pouca transparência evidenciada aqui.

SEM PALAVRAS

Ronaldinho Villareal

(Via maradona)

Até ao fim do Mundo...


"queria de ti um País de bondade e de bruma
queria de ti o mar de uma rosa de espuma"

Morreu um Poeta. Daqueles que se escrevem com maiúscula. P de Poeta. P de Poema.

Sempre soube distinguir o criador da criatura. Só é criador o que gera a criatura. Mas paradoxalmente, é a criatura que cria o criador. Não é ao contrário. E o criador que ontem morreu é um dos pais da "minha poesia", dos "meus poemas". Ficarão em branco as páginas dos mais emblemáticos poemas que ainda iriam ser escritos. Pelo menos, até ao fim do Mundo...


O navio de espelhos
não navega, cavalga

Seu mar é a floresta
que lhe serve de nível

Ao crepúsculo espelha
sol e lua nos flancos

Por isso o tempo gosta
de deitar-se com ele

Os armadores não amam
a sua rota clara

(Vista do movimento
dir-se-ia que pára)

Quando chega à cidade
nenhum cais o abriga

O seu porão traz nada
nada leva à partida

Vozes e ar pesado
é tudo o que transporta

E no mastro espelhado
uma espécie de porta

Seus dez mil capitães
têm o mesmo rosto

A mesma cinta escura
o mesmo grau e posto

Quando um se revolta
há dez mil insurrectos

(Como os olhos da mosca
reflectem os objecto)

E quando um deles ála
O corpo sobre os mastros
e escruta o mar do fundo

Toda a nave cavalga
(como no espaço os astros)

Do princípio do mundo
até ao fim do mundo

PÉROLAS DA NOSSA "DEMOCRACIA"

"O Sr. Afonso Dias (UDP):
1. Considerando que o partido chamado da Democracia Cristã esteve implicado no golpe, reaccionário do 11 de Março, foi posteriormente ilegalizado e que a sua denominação é mesmo anticonstitucional;
2. Considerando que esse partido fascista realizou recentemente um congresso em Leiria e parece disposto a retomar a sua actividade, que consiste em espalhar todo o género de ideias reaccionárias e em preparar legalmente as condições para o desencadear de um golpe de estado fascista;
3. Considerando que a onda de anticomunismo e de intolerância para com a luta do povo e a democracia, a propaganda das mais odiosas teorias reaccionárias, cresce com a complacência e a colaboração do Governo e atinge cada vez mais a própria Assembleia, onde o Sr. Deputado fascista Galvão de Melo, por detrás dos ataques ao partido de Cunhal, reivindica para si o título de anticomunista, faz arrogantemente a defesa da violência fascista, o que se vê bem a sua vontade de destruir as conquistas do povo e a democracia;
4. Que pelo contrário cresce de dia para dia a tolerância para com as actividades fascistas, chegando mesmo alguns jornais a falar na possibilidade de legalização dia organização terrorista MDLP e que para esse gravíssimo atentado à liberdade do povo português estar-se-iam movimentando «altas individualidades políticas», o que prova a cumplicidade de que os fascistas desfrutam no aparelho do Estado;
5. Que estão a ser libertados vários implicados nos golpes de 28 de Setembro e 11 de Março e que os fascistas que comandam essas organizações .terroristas, como o ex-general Spínola, foram precisamente saneados e tinham mandados de captura como resultado da sua participação .nesses golpes;Em nome de todo o passado antifascista do povo português, requeiro que o Governo informe:
1) Se na continuação da política do Governo de abertura e transigência em relação, às forças fascistas se inclui a legalização de organizações fascistas até agora ilegais ou, pelo contrário, o Governo afirma categoricamente o seu propósito de as manter na ilegalidade;
2) Se pensa o Governo continuar a tratar o partido fascista PDC como uma organização legal ou, pelo contrário, está na disposição de lhe dar o tratamento que merece, proibindo as suas actividades."

JUSTA CAUSA

Parece-me evidente que, a continuarem assim, não vai haver subsídio de Natal para ninguém aqui nos incontinentes!

sábado, novembro 25, 2006

Foi bonita a festa, pá!

Estavam lá (quase) todos, muito animados. A música excelente, como não podia deixar de ser. Apesar de ter saído pouco depois das 3:00, deu para perceber que a festa estava para durar.
Entretanto, o 31 já abriu. O primeiro blogue de 3.ª geração em Portugal merece a visita. Registe-se que, desta feita, a esquerdalha amedrontou-se não chegou a sair do quartel.

25 DE NOVEMBRO

31 ANOS DE DEMOCRACIA.

sexta-feira, novembro 24, 2006

A melhor alternativa para este Natal

Happy Thankgiving Day!

Já lá vão 6 anos desde a minha primeira e única vivência do Thanksgiving Day americano. Em Novembro de 2000, estava eu em Filadélfia a fazer um estágio no escritório de advogados mais conceituado da cidade. Tinha chegado em Outubro e desde logo fui muito bem recebida pelo sócio (um dos principais) que seria o meu mentor enquanto estivesse por lá. Este advogado, de seu nome Tom, decidiu convidar-me para passar o Thanksgiving Day na casa dele juntamente com a família e amigos mais chegados. Fiquei sensibilizada pelo convite já que é uma festa importantíssima para os americanos. Atrever-me-ia a dizer que quase mais importante que o Natal. Nos dias que antecederam o grande dia era visível o entusiamo do Tom. Eu iria conhecer a sua família e teria o privilégio de experimentar as iguarias tradicionais desta época confeccionadas pela cozinheira de mão cheia que era a sua mulher. Confesso que estava entusiasmada com a ideia de conhecer a “gastronomia americana”.
E assim foi. Saí de Filadélfia depois do almoço (um hamburguer – depois perceberão a relevância) e apanhei o comboio para uma cidadezinha nos subúrbios, com belas casas, do género daquelas que se vêem nas séries americanas. Fui apresentada à família, a duas grandes amigas e ao perú gigante que tinha um aspecto óptimo! Terminadas as apresentações passámos ao jantar propriamente dito. Para começar, uma sopa do tipo canja com uma bolinhas. Boa. Não sei porquê o apetite não era muito. Depois passámos à estrela da noite – o perú - acompanhado por puré de abóbora, puré de maçã, recheio doce e outras coisas que agora não sei o que eram mas que eram doces, muito doces... Comecei a comer... Aquilo não me estava a cair muito bem. Tudo isto bem regado com um vinho tinto italiano... A muito custo lá acabei o que tinha no prato, uma vez que a minha Mãezinha ensinou-me que, enquanto convidados, devemos comer tudo o que nos oferecem, mesmo que não gostemos. [Esqueci-me de referir que naquele ano o filho (que estava fora a estudar) tinha levado a sua noiva. Estava tudo muito feliz e bem disposto!] Foi então que foi anunciada a derradeira especialidade com grande pompa e circunstância, a afamada pumkin pie! Para preparar a entrada desta ilustre sobremesa, a família ausentou-se para a cozinha (pai, mãe, filho e noiva) e eu fiquei à mesa com as duas amigas da família. As senhoras começaram a falar e a dada altura já não ouvia nada. Apenas um ruído de fundo que mais parecia a professora do Charlie Brown (não sei se sabem ao que me refiro). Começo a sentir a cabeça a andar à roda e vontade de vomitar. Começo em desepero a dizer que me estou a sentir mal e que preciso ir à casa de banho. A casa de banho mais próxima não estava disponível e por isso a dona da casa, já alertada para a minha indisposição, leva-me a correr pelas escadas acima para outra casa de banho. Porém, o pior aconteceu, ainda antes de chegar ao destino – vomitei no cimo das escadas, depois novamente já na casa de banho. Fiquei roxa de vergonha. Comecei a limpar a porcaria que fiz com papel e a enfiar na sanita. Resolvo então puxar o autoclismo (maldita hora do diabo) e o pior aconteceu!!! A sanita ficou entupida e transbordou!!! O espectáculo foi tenebroso. Já não bastava ter vomitado na alcatifa beje e fofa das escadas, como ainda consegui alagar a casa de banho toda! Fui então expulsa da casa de banho, de forma educada, tendo os donos da casa ficado a limpar a porcaria que eu tinha feito. Desci as escadas e fui mandada para uma salinha mais descontraída. Voltei a visitar a casa de banho, desta feita a de baixo que já estava desimpedida. Amavelmente puseram um balde ao meu lado, para o caso do caldo entornar novamente. Depois de quase 45 minutos sem a presença do casal anfitrião e de me desfazer em desculpas levaram-me a casa. Resultado: o jantar de Thanksgiving estava inevitavelmente arruinado! Tenho a impressão de que aquele jantar dantesco ficará para sempre na memória daquela simpática família! Happy Thankgiving Day e desculpem qualquer coisinha...

Duração dos namoros

Não resisto a partilhar uma reflexão que nos toca a todos, de uma maneira ou de outra.

Claro que é correcto, durante o namoro, planear ou adquirir o necessário para levar uma vida familiar digna, mas não deve ser pretexto para atrasar indefinidamente um compromisso. Tenho reparado que está na moda as pessoas casarem-se dentro de uma linha própria da sociedade de consumo, o que leva a que muitos se casem tarde, e mal. Tantos casais que namoram durante anos, depois casam e logo a seguir se separam. De certeza que não foi por não terem tempo para se conhecerem! Aliás tiveram tempo suficiente para se conhecerem e para se fartarem de tanto conhecimento...

Obviamente que cada caso é um caso, formular uma regra não seria justo. Mas impressiona-me que hoje em dia os namorados se concentrem tanto nas coisas que precisam de ter para casar. E quando finalmente conseguem ter todas as coisas já não lhes sobra tempo para o principal: amarem-se, criar família, educar os filhos e aprender a preservar nesta aventura do amor.

Antigamente as coisas eram diferentes. No séc. XI os cavaleiros casavam-se com 12 ou 13 anos, e não tinham grandes problemas em arranjar uma casa, bastavam quatro paredes e um telhado, o chão era terra batida e não tinham canalização, nem electricidade. No séc. XVI as coisas n mudaram muito: a mãe da Teresa de Jesus -Beatriz de Ahumada - casou com 13 anos e teve 10 filhos, Catarina de Aragão casou com 15. No séc. XIX a coisa começa a tornar-se mais razoável, 18/19 anos, e em meados do séc. já com um década de atraso!

Hoje os namoros prolongam-se (quando existem, está claro!)e os casamentos atrasam-se. As pessoas sentem necessidade de assegurar um certo enquadramento para garantir que o carinho e a paixão não vão desaparecer: acham que é preciso uma casa estupenda, viagens transoceânicas e jantares românticos em restaurantes refinados. A consequência disto é que quem não tem orçamento suficiente não pode nem celebrar nem manter um casamento.

Há alguma coisa nisto tudo que me parece fundamental: antigamente as pessoas casavam, faziam viagens de núpcias inesquecíveis, instalavam-se em casas pequenas, muitas vezes nem tinham nada. E no entanto esta carência tinham um encanto maravilhoso, quase mágico, porque tornava todas as pequenas conquistas importantes, porque eram as primeiras! O primeiro carro, a primeira viagem, as primeiras férias em conjunto, a primeira noite de amor! Tudo com uma emoção redobrada porque partilhada! Faz muita falta a tantos casais de hoje esta magia tão simples...
Estou convencida de que convém chegar ao matrimónio com uma boa bagagem de ilusões, e não as ir desperdiçando durante o namoro. Quanto mais os namorados se habituam a namoros cómodos, longos e facilitados, ambos com carro à porta, jantares em restaurantes da moda, férias nos Alpes e nas Caraíbas, é claro que cada vez lhes custa mais dar o passo em frente. O mais certo é acharem que já "deram tudo que tinham a dar". E nunca saberão o que aconteceria se tivessem dado só mais aquele bocadinho...

É pena.

EU DIRIA MESMO: MILHARES DE MILHÕES!

Através do blogue da Atlântico cheguei a esta pérola escrita no Avante:
"O desaparecimento da União Soviética que, há quinze anos atrás, culminou a derrota da primeira grande tentativa na história da humanidade de construção de uma sociedade liberta de todas as formas de opressão e de exploração, constituiu uma tragédia civilizacional com profundas e trágicas repercussões - repercussões na situação dos trabalhadores e dos povos à escala planetária, na paz mundial, no movimento comunista internacional (...) Já as consequências da derrota, essas são visíveis a olho nu – pelo menos para quem não seja (ou não seja pago para ser) cego: em comparação com o tempo em que existia a URSS e a comunidade socialista do Leste da Europa, o mundo é, hoje, menos livre, menos democrático, menos justo, menos fraterno, menos solidário, menos pacífico. O objectivo imperialista de domínio do mundo expressa-se, por um lado, na acentuação da exploração dos trabalhadores (com o recurso a formas em muitos casos herdadas do esclavagismo) e, por outro lado, por uma prática de esmagamento brutal de todos os países e povos que se recusem a acatar os ditames do imperialismo – com bombardeamentos que vitimam centenas e centenas de milhares de inocentes, quando isso é necessário. Assim, a realidade mostra todos os dias que o capitalismo, ao contrário do que propalam os seus propagandistas, não só é incapaz de resolver os problemas da humanidade, como os agrava com a sua política de opressão e de exploração – e que a história do capitalismo é uma longa história de injustiças, de barbaridades, de crimes. As dezenas de milhares de pessoas que todos os dias morrem à fome e por falta de cuidados médicos, são vítimas do capitalismo, como o são os milhões assassinados pela força bruta imperialista ao longo da história, quer instalando e apoiando brutais ditaduras fascistas responsáveis pelos mais violentos atentados às liberdade e à democracia, quer destruindo países e esmagando povos. Contra esta sociedade velha e por uma sociedade nova – isto é, livre, justa, pacífica, solidária - lutam, na primeira linha, os comunistas de todos os países. Que são milhões. E que são hoje muitos mais do que eram há poucos anos atrás."
Não será possível pedir o internamento compulsivo desta gente!? Bem sei que são bastante divertidos, mas esta rapaziada encontra-se representada no nosso Parlamento em número considerável. Dá que pensar.

31 DA ARMADA - FESTA DE INAUGURAÇÃO

The Jeronimo move

Hoje à noite no Stones (a partir das 23:30) ficará inequivocamente demonstrado que o jeito para a dança não é um exclusivo dos comunistas!

Ao Estádio a Que Chegámos

Afinal os estádios não vão pagar IMI. Sócrates, és igual aos outros todos - agachas-te perante a máfia dos clubes como os demais. Tudo bem. Não me peçam é respeito pelas instituições. E não me peçam os impostos com jeitinho - arranquem-mos de navalha em punho.

Pandas Tarados

Não fazia ideia que uma das razões para o facto dos pandas estarem em vias de extinção ser o seu desinteresse sexual. Ao que parece já tentaram de tudo! Até Viagra já deram aos pobres dos animais. De acordo com esta notícia os pandas fora do seu habitat natural revelam ainda maior timidez e pouco interesse sexual. Mas há esperança para esta espécie em vias de extinção. Não é que decidiram adoptar a velha técnica do "macaquinho de imitação" pondo os animais a ver filmes pornográficos (panda). De acordo com um especialista de pandas "um pouco de pornografia panda ajudou bastante. Funcionou!" O mesmo especialista explicou que, por exemplo os chimpanzés "ao verem pessoas a fumar imitam-nas". Então, foi só aplicar a fórmula à reprodução dos pandas. É caso para dizer "Que macacos de imitação estes pandas!"

quinta-feira, novembro 23, 2006

IMPORTA-SE DE REPETIR?

Sempre pensei que os eleitos assumiam um compromisso, quase nunca cumprido, com os eleitores. O Camarada Jerónimo, porém, tem uma visão diferente da democracia. Pior para ele.

31 QUASE A ABRIR

Fungaga 31

É já amanhã a grande festa. Para quem tem curiosidade em conhecer as caras que estão por trás das palavras que por aqui (blogosfera) se vão escrevendo.

quarta-feira, novembro 22, 2006

Miguel no DN

Hoje mais um incontinente foi citado no DN - o Miguel - com este post.

Weigel e a Europa

A propósito de filosofias, de política e de debates. Ou talvez a despropósito.
Recordo George Weigel, biógrafo do Papa que esteve cá em Lisboa e falou sobre a Europa.

Diz Weigel - nos seus livros e discursos - que a Europa enfrenta um “declínio civilizacional”, com este "humanismo ateu" que impregnou a vida intelectual do século IXX, também designado "relativismo cultural pós-moderno".
É uma constante em Weigel esta advertência que faz à Europa. Este declínio não vem da imensa burocracia governamental que enferruja as máquinas estaduais, nem dos "fiscally shaky health care schemes", nem das míseras pensões de reforma, nem do drama da abordagem internacional do terrorismo jihadista. Vem sobretudo do "suicídio demográfico" da Europa (maior do que o do séc. XIV na peste negra).
Para mim, o mais grave de tudo é ver que a Europa se desenvolveu - é mais rica, mais sã, mais segura do que nunca - mas não foi capaz de assegurar o futuro na sua forma mais elementar: a próxima geração.

A velha Europa que era o centro da civilização mundial, produziu 2 guerras mundiais, 3 regimes totalitários, uma guerra fria que ameaçou um desastre nuclear de consequências globais. E a nova Europa continua sem conseguir cumprir o compromisso que tomou na defesa dos valores da democracia, dos direitos humanos, porque está enfraquecida nos seus alicerces fundamentais: Atenas (Racionalismo), Roma (Democracia/Estado de Direito) e Jerusalém (Cristianismo).
O Papa, em Ratisbona, falava para os Europeus, apesar de apenas os muçulmanos terem ouvido. Na Europa a liberdade é apenas mais um prémio de consolação instrumentalizado. Perdeu-se a Razão, a Fé, e a fé na Razão.
E tudo isto conduz a uma incapacidade tremenda para tomar decisões, para defender as heranças e o património, enfim para se afirmar. Como dizia JCEspada no Expresso: "Quando uma Civilização perde a confiança nos seus próprios valores, dificilmente consegue enfrentar os que os querem destruir".
Outras culturas podem ter espaço dentro da Europa, quando a Europa encontrar o seu espaço dentro de si própria,para que haja - então - igualdade de partes.
Mas para tal é preciso que os Europeus oiçam finalmente este "call to renewal - a moral and cultural call to arms".

BdN

O BdN (blogue do não) está com cara lavada, tendo assumido uma identidade própria (ainda antes de decorridas 10 semanas!).

terça-feira, novembro 21, 2006

E SE UM DESCONHECIDO, DE REPENTE, LHE OFERECER FLORES!?

Free Hugs Campaign. Inspiring Story! (music by sick puppies)

Visto por mais de 6.000.000 de pessoas, comentado por quase 15.000. 40.000 puseram-nos nos favoritos. É uma baboseira pegada, mas confesso que fiquei sensibilizado.

Razão da minha ausência

"Um advogado muito novo ainda na profissão, foi nomeado defensor oficioso de um acusado.
Era a sua primeira causa e o seu primeiro cliente.
Ao iniciar, porém, o discuros de defesa, começou a tremer, a empalidecer, a titubear e acabou por cair na cadeira, quase desfalecido sem poder articular uma palavra.
Quando o juiz perguntou ao arguido se tinha mais alguma coisa a alegar, o arguido levantou-se e murmurou, num vago sorriso de compaixão: «Peço benevolência para o meu Advogado!»"

in "A Arte de Julgar", Luis de Oliveira Guimarães

O QUE VALE É QUE AINDA FICAMOS COM A EXPOSIÇÃO DO BERARDO

Dizem que a Festa da Música foi cancelada pela administração do CCB por falta de verbas.

PERGUNTAR NÃO OFENDE

Porque é que o governo não resolve de uma assentada as grandes questões sociais do nosso tempo, e submete a referendo a questão:
Ao abrigo do programa da troca de seringas, e de forma a aumentar o prazo de concessão das SCUT, concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada num estabelecimento hospitalar onde é autorizada a prática da eutanásia a doentes adoptados por casais homossexuais, mediante o pagamento de uma taxa moderadora mínima?
(recebido por mail)

VEIGA


O que é que se pode esperar de alguém que é dragão de ouro de uma agremiação desportiva com sede ali para os lados das Antas?

Outra dúvida

Continuamos de greve?

Lixaram-lhe o golpe

Parece-me evidente que o José Veiga preferia ter ficado umas noites na prisão. Segundo consta, o colchão da cela é mais confortável do que o soalho do quarto de casa.

segunda-feira, novembro 20, 2006

UMA DÚVIDA

Estamos de greve, hoje?

O 31 DA ARMADA CONVIDA

Ao que parece, os promotores da iniciativa (leia-se todos aqueles que ajudarem a promover a festa e o novo blogue) terão direito a bebidas à pala e table dance (desconheço o que seja, mas parece giro) a noite toda!

sábado, novembro 18, 2006

Badajoz à vista

Leio que a 22ª Cimeira Ibérica será em Badajoz. O local escolhido não poderia representar melhor a ligação entre estes dois países. É lá que irá nascer a nova geração ibérica: portugueses nascidos em Espanha. É também lá que morrem, segundo dizem, quase 5.000 portugueses (ou quase portugueses)... vítimas de aborto!

Pois...

Tenho um amigo venezuelano que ao ver a capa da revista Única, não deixou de achar patética a frase de Kofi Annan: "cada país tem o líder que merece".

APRUMEM-SE

Caros incontinentes, temos hoje algumas visitas distintas, vindas não só dos nossos amigos corta-fitas, mas também de leitores do dn que mais uma vez nos citou. Peço, pois, que se contenham e tentem escrever qualquer coisa de inteligente.

Separados à nascença




Ao ouvir parte da entrevista a Santana Lopes e de ler as notícias nos jornais sobre o assunto não pude deixar de me lembrar de uma outra personagem da nossa praça – Manuel Maria Carrilho. Carrilho no seu livro “Sob o Signo da Verdade” e nas entrevistas que seguiram o seu lançamento identificou tudo e todos aqueles que o teriam feito perder as eleições autárquicas. Foram vários os nomes que Carrilho indicou como sendo responsáveis pela sua derrota na corrida eleitoral à Câmara de Lisboa, entre eles o de Miguel Sousa Tavares, que acusou de não reconhecer a validade do seu projecto para a capital. Carrilho também disparou contra Marcelo Rebelo de Sousa, mais um «protagonista da informação misturada com entretenimento». Tudo não passou, no entender de Carrilho, de um plano maquiavélico urdido por alguns jornalistas e pela comunicação social em geral.
Santana Lopes, no seu livro “Percepções e Realidade”, também identifica os responsáveis pela sua saída do Governo - Jorge Sampaio e Cavaco Silva. Refere que houve entre o anterior e o actual Presidente da República "uma convergência objectiva de interesses" para a sua saída.. Não poupa Marques Mendes e Marcelo Rebelo de Sousa.
As semelhanças entre Carrilho e Santana são por demais evidentes! Para além de serem assustadoramente vaidosos e arrogantes, incapazes de exergar para além do seu próprio umbigo, vivem num mundo só deles, em que são reis e senhores. O que consideram verdade, ou as suas percepções nada têm a ver com a realidade.
Estava convencida que não iria ouvir falar destes senhores por algum tempo, mas, pelos vistos, enganei-me!Carrilho já se tinha chegado à frente e agora foi a vez de Santana, que não resistiu a pôr as orelhas de fora. Eu a pensar que foi para tirar este sujeito do poder que me vi obrigada a votar no Paulo Portas! (acreditem que me custou e muito!).

sexta-feira, novembro 17, 2006

Pergunta do Mês

Quem é o Frederico Arruda Moreira?

Bom Natal!

Não há volta a dar...

Incontinente Rui,

constato que andas descrente com o Presidente da República. Escreves: "Perante a entrevista que Cavaco deu ontem à Maria João Avillez, constato que, nas últimas presidenciais, não havia 2 mas sim 3 candidatos da área socialista."
Será que se vislumbra uma pequena conversão à causa? Sabes, uma das vantagens da Monarquia é desta ser independente dos partidos.

MEDO, MUITO MEDO

"Santana Lopes admite poder voltar a ser primeiro-ministro." (in publico)
Em Direito, quando estamos a litigar num qualquer processo, perante uma posição com a qual não concordamos mas sobre a qual nos queremos pronunciar, abrindo várias linhas de raciocínio, costuma dizer-se: "... o que não se concede e apenas por mero dever de patrocínio se admite" ou "... o que não se concede e apenas por mera hipótese teórica se admite"
Vem isto a propósito das últimas declarações de Santana. Como advogado que o ex-primeiro ministro é (ou diz ser), espero sinceramente que Santana tenha admitido voltar a ser primeiro-ministro como uma mera hipótese teórica, e nada mais.

LOGRO

Abortar porcos

Estava a preparar organizar uma matança de um porco lá para os finais deste mês.

Ora vieram-me dizer que era ilegal matar porcos.

Pensei cá para mim: "se calhar vou a Espanha matá-lo" mas depois pensei que já não seria uma mantança de porco mas uma matança de cerdo, o que não é a mesma coisa...

Depois pensei: "nã... vou para um vão de escada e faço-o às escondidas". Mas achei que ia ficar tudo sujo e ainda me obrigavam a limpar aquilo tudo.

Tendo ponderado sobre o assunto, e como não gosto de praticar ilegalidades, acho que vou esperar mais uns mesitos e depois do referendo interrompo voluntariamente a sua vida. Pode ser que não seja penalizado pois se depois posso matar uma criança, quem é que me vai chatear por matar um porquito?

quinta-feira, novembro 16, 2006

ELES VÊM AÍ! IV

THE FORCE WILL BE WITH YOU
Terapia de grupo - Um momento musical

ESTADO REDENTOR

"Legislação do Governo «amnistia» mais de 200 mil burlas
Os tribunais portugueses deverão arquivar, nos próximos tempos, cerca de 200 mil processos de infractores que, até finais de Outubro, passaram portagens ou utilizaram transportes públicos sem pagar. Com esta medida, é também o Estado que deixa de arrecadar muitos milhões de euros." (in diario digital)

quarta-feira, novembro 15, 2006

Calmaria

É impressão minha ou a poeira está assentar depois de um regresso de férias conturbado com confusões no Líbano e em Israel, no Irão e nos EUA, na Coreia do Norte e na ONU, no aborto e nos vãos de escada, nas greves e nos Carvalhos da Silva?
O Jorge já fala de spreads e de arredondamentos! O MSN lê o horóscopo e preguiça! O Rui já não fala aqui de aborto (pelo menos expressamente porque implicitamente a sua luta está lá sempre presente) nem na f.! A Sara Nobre diverte-se com os electrões!

Será que já está tudo cansado e a ganhar novo fôlego? Ou será que é o frio que arrefeceu os ânimos?

Ou será o espírito natalício que já se começa a fazer sentir?

AGARRA QU'É LADRÃO!!


Os bancos portugueses ganharam 1200 milhões de euros no arredondamento para cima?

Sem querer iniciar uma polémica com co-bloguistas bancários (e daí, porque não?) permitam-me esta incontinência: isto não é R-O-U-B-O? Ainda admito que possa haver uma razão técnica que ultrapasse a minha incipiente cultura económica para terem um IRC inferior ao das outras empresas (mentira, não admito nada), ou para fazerem todo o tipo de tropelias nas offshores, a pretexto de que é um mundo global - mas... arredondar para cima?

Ainda por cima, vem o sonso do João Salgueiro chamar peronista ao governo? E, pasme-se, assegurar que os bancos têm outras maneiras de (não) pagar os mesmos impostos que hoje? E ripostar que vão aumentar o spread? Cale-se e acalme-se - então não sabe que vai ficar tudo na mesma? Que aquilo era para só para congressista ouvir? Eles precisam dos bancos para a OPA e a Ota. Roubem-nos, mas com recato, pudicamente. Que súcia, estes súcias e estes banqueiros...

MEMÓRIA CURTA

é um problema já antigo, talvez do excesso de queijo. O que vale são os auxiliares de memória. Depois da CUF, que confirma as consultas e exames no dia anterior através do envio de SMS, agora é a vez do Dr. Paulo Macedo, director dos impostos, enviar um mail no último dia do prazo para a apresentação de declaração ou para o pagamento do tributo devido. Resta-me agradecer-lhe a lembrança e retribuir com a entrega ainda hoje (último dia do prazo) da minha declaração trimestral de IVA e respectivo pagamento.

EDUCAÇÃO POR DECRETO

"Os adultos sem ensino secundário e com um mínimo de três anos de experiência profissional vão poder obter, a partir de Janeiro, um certificado das suas competências, uma medida que será apresentada hoje pelo Governo." (Lusa)

A caminho da faculdade...

...li no metro o que dizia sobre o meu signo, Aquário. Parece que hoje vou ter boas razões para preguiçar, principalmente depois de ler o jornal. A verdade é que me apeteceu preguiçar logo depois de ler o que li.

ELES VÊM AÍ! III

ONDE É QUE VOCÊ ESTAVA NO 25 DE NOVEMBRO?

terça-feira, novembro 14, 2006

Novo blogue

O Carmo e a Trindade nasceu do amor que muitos sentem por Lisboa. Destaco a presença do meu amigo Jacinto Lucas Pires, a quem desejo as maiores felicidades.

ELES VÊM AÍ! II

ONDE É VOCÊ ESTAVA NO 25 DE NOVEMBRO?

Depois não digam que não avisei...

O Camelo acabou a travessia do deserto

Antes que ele me processe para ganhar notoriedade, esclareço que se trata de uma mera metáfora. Apesar de ele ser um valentíssimo e altenadíssimo camelo.
É a este senhor que devemos a maioria absoluta do Sócrates. Foi esta abencerragem que respresentou o país lá fora, até o Sampaio - bendito seja - lhe dar um chuto. É este Tino de Rãs que se atreve a criticar Cavaco por o ter criticado. É este zezinho que se arroga o título de protegé de Sá Carneiro. É este triste que ameaça fazer uma cisão no PSD para fundar um novo partido de direita, mas depois não cumpre a promessa. É esta anomalia genética que acha que ainda vai ser alguma coisa neste país. E sendo este país como é este país, ainda é capaz de ter razão. God. Tirem-no deste filme!

segunda-feira, novembro 13, 2006

O doce do equívoco

Há quem cultive o gosto pelo equívoco. Pela polissemia. Mesmo que às vezes pareça um estéril e onanista exercício, como é este do João Gonçalves, o facto de o repetirem com incontido prazer, encanta-me. A sério. O que é que ele quis dizer com isto? interrogam-se as virgens néscias. O contrário do que podes pensar, ó virgem néscia! adivinha-se a resposta. O outro lado qual é? O meu ou o não-meu? É esse mesmo. O outro. Ah! Ah! Vou chamar-lhe "estrabismo intelectual"! Porquê? Porque...

Os Pitbulls já eram


É uma hiena, é... a coisa passa-se no Congo.

"O prémio" de Pedro Picoito

"Eu devia era ter juízo. Devia ganhar muito dinheiro, arranjar uma carreira séria, entrar para a Maçonaria, comprar um iate em leasing, parecer bonito, fazer dieta, ir ao ginásio, dormir oito horas, não comer gorduras (ou açúcares, ou carne, ou peixe, ou deixar de comer), não beber coca-cola (ou cerveja, ou vinho, ou água, ou deixar de beber), ter um cão, ter menos filhos, ter mais mulheres, ver televisão, ler o Miguel Sousa Tavares, ler o Pacheco Pereira, ler o Blasfémias, dizer que leio o Philip Roth para poder bater nos americanos e não escrever em blogues ou pelo menos pôr lá gajas nuas.
Em vez disso pago os impostos todos, dedico-me a coisas de duvidosa utilidade como a história pátria, deu-me para ser católico, não tenho carta, como e bebo e fumo (a sério…) o que me apetece, tenho quatro filhos e só uma mulher que não tenciono trocar no próximo meio século porque esta me deu muito trabalhinho a arranjar, vejo cada vez menos televisão e cada vez menos motivos para ver televisão, leio gajos como o Chesterton, o Tocqueville, o Bernardo Soares - nada a ver - e um tal de Santo Agostinho, tenho o hábito mitomaníaco de escrever em vários blogues, e de comentar em vários blogues, e de participar em projectos vários de vários blogues - e o resultado é ganhar prémios como este.
Eu devia era ter juízo."
Pedro Picoito
Nota: o Pedro escreve no blogue do não, no recente cachimbo de Magritte e no blogue da Atlântico.

ELES VÊM AÍ!

ONDE É QUE VOCÊ ESTAVA NO 25 DE NOVEMBRO?

Carta aberta

sexta-feira, novembro 10, 2006

Batota

O Pacheco Pereira goza de um prestígio como poucos, dentro e fora da blogosfera. Pese embora não alinhe a seu lado em muito do que diz, a verdade é que revela uma honestidade política como poucos.
O elogio inicial que lhe faço, porém, não branqueia aquilo que o JPP fez hoje com a sua série de posts acerca da opinião dos seus leitores acerca das greves.
Quando hoje abri o Abrupto logo pela manhã deparei-me com um post com o seguinte título: "TESTEMUNHOS E OPINIÕES SOBRE AS GREVES DOS LEITORES DO ABRUPTO"
A esse propósito gracejei inclusivamente com um post, no qual chamei a atenção para o erro de português que o mesmo tinha, dando a entender que os grevistas eram os leitores do Abrupto.
Qual não é o meu espanto quando chego a casa e me deparo, várias horas depois da chamada de atenção, com a correcção do título em toda a série de posts sobre o tema, sem que JPP tenha tido a coragem de ressalvar no seu blogue o erro que havia entretanto reparado. O título reza agora (e bem!): TESTEMUNHOS E OPINIÕES DOS LEITORES DO ABRUPTO SOBRE AS GREVES
Bem sei que o JPP está num patamar acima em toda a blogosfera e que, com toda a probabilidade, evitará a resposta a esta chamada de atenção. Ainda assim, não deixa de ser curioso que, por vezes, sejam os maiores "acusadores públicos" muito piores que os seus habituais visados.

Coisas que São Para Mim um Autêntico Refrigério

Pessoas que utilizam a expressão «Autêntico Refrigério» sem complexos;

Vir ao Incontinentes Verbais descansar da morteirada do Blogue do Não.

Coisas Que Me Irritam Supinamente

Pessoas que utilizam a expressão «Irrita-me supinamente».

GREVE ... de fome



A AMENA (Associção dos Matemáticos e Especialistas em Números e Álgebra) reuniu de emergência após a divulgação, pelo Governo e pelos Sindicatos, das percentagens relativas à adesão à Greve da Função Pública. Os números avançados evidenciavam uma diferença de apenas 68 pontos percentuais...
Deliberaram, por unanimidade e aclamação, entrar em greve de fome. Têm uma única exigêngia no caderno reivindicativo: a contratação de associados para fazer as contas!

ÚLTIMA HORA

Leitores do Abrupto fazem greve. Para saber mais, sugiro que leiam o post do Pacheco Pereira sobre o assunto. O título é o seguinte:
Fico a aguardar os vossos comentários.
Actualização: pelos vistos, o problema com a colocação de vírgulas é generalizado ali para os lados da São Caetano à Lapa!

quinta-feira, novembro 09, 2006

Objectivo da Greve Geral



Segundo os organizadores, obrigar o planeta Terra a ceder às justas reivindicações das estruturas sindicais e massas trabalhadoras contratoverticalizadas de vínculo permanente por elas representadas no sentido de alterar permanentemente o sentido da rotação do mesmo planeta, o nosso. É a chamada revolução da Terra.

Mães, ponde vossas filhas a recato


Chegou à barra do Tejo um gigantesco porta-aviões norte-americano. A bordo estão 5000 marinheiros americanos munidos do armamento com que os EUA têm imposto a sua cultura ao mundo: hamburgueres, perseguições de carros, ténis com fato cinzento, programas de TV boçais, ignorância galopante, duhs, donnuts, cerimónias dos Óscares, religiões estranhas, negação do Darwinismo, total ausência de humor refinado, mania das grandezas, consumo energético desenfreado, concursos all-u-can-eat, uma arma em cada lar, gangues, novo-riquismo desenfreado, música country, powerpoints moralistas, cortinados de renda, hip-hop. Donald Trump e livros de auto-ajuda e management for dummies. Beware, oh mothers!

DÚVIDA (admito que possa ser bastante estúpida!)

[publicado no blogue do não]
Por obséquio, solicito que me confirmem se a seguinte afirmação está correcta:
Caso o SIM obtenha maioria no próximo referendo, num dia como o de hoje, com greve geral da função pública, em que algumas cirurgias não prioritárias (para tratamento de patologias como cataratas, hérnias, visicula, etc.) foram adiadas sine die, os abortos serão realizados na mesma, uma vez que farão parte da tal lista de cirurgias prioritárias.

Será impressão minha...

ou terei efectivamente notado uma excitação fora do normal em alguns jornalistas que noticiavam o "sucesso" da greve de hoje?

E a que distância estará de nós?

Deixo-vos um excerto de uma obra que uma amiga me enviou hoje.
Quem quiser tentar adivinhar, pode fazê-lo. A revelação será feita na Sexta-Feira.
O prémio será o de sempre...

"Onde estavas pois, para mim, nessa altura, e a que distância? (...) Mas tu eras mais interior do que o íntimo de mim mesmo e mais sublime do que o mais sublime de mim mesmo"

quarta-feira, novembro 08, 2006

Ray Stevens - The Streak

Ao que parece era esta a música que estava em n.º1 no dia em que nasci. Explica muito acerca deste vosso amigo!
Via miss pearls (corta-fitas)

Velhas histórias

Desde os primórdios desta casa que há discussões recorrentes e eternas. Torna-se, por isso, necessário colocar as seguintes questões ao novo incontinente Jorge Lima:

1. Benfiquista ou frequenta as casas de banho verdes e amarelas do outro lado da Segunda Circular?

2. Monárquico ou ... aquela palavra que me recuso a pronunciar?

A poesia de um referendo...

A propósito de um referendo que provavelmente irá ter lugar proximamente, lembrei-me de um poema do Herberto Helder... [No sorriso louco das mães...]. Deixo aqui, aos leitores incontinentes, um trecho... a leitura integral, merece bem a pena...

"...
As mães são as mais altas coisas
que os filhos criam, porque se colocam
na combustão dos filhos, porque
os filhos estão como invasores dentes-de-leão
no terreno das mães.
(...)
E através da mãe o filho pensa
que nenhuma morte é possível e as águas
estão ligadas entre si
por meio da mão dele que toca a cara louca
da mãe que toca a mão pressentida do filho.
E por dentro do amor, até somente ser possível
amar tudo,
e ser possível tudo ser reencontrado por dentro do amor".

Giacometti

Michel Giacometi está no céu, fartinho de tocar lira em cima duma nuvem, e atormenta Nosso Senhor para o deixar dar um pulinho a Portugal, matar saudades, só um bocadinho, vou num século e venho no outro, estou cheio de saudades daqueles adufes da Idanha...
O Altíssimo, fazendo jus ao nome, enche-se de compaixão pelo autor da maior recolha de cantares etnográficos do jardim à beira-mar plantado. Fá-lo então aterrar numa sessão de pisoteio de uva no Douro. A rebentar de expectativa, Michel aguarda o início da função, a ver que cantares o povo entoa agora. De repente, as vozes ressoam nos pulmões «Passarinhos a bailar, tarararararã-tarararaarã-tam-tam-tam-tam», e o musicólogo tem uma síncope cardíaca. Ao regressar às portas do Céu, antecipa-se ao Criador, e vocifera: «o Senhor enganou-se, e mandou-me para o Inferno!»
Assim de repente não estou a ver mais ninguém no nosso campeonato capaz de fazer isto

terça-feira, novembro 07, 2006

Galáctico

É com enorme satisfação que anuncio a entrada de um novo incontinente. O Jorge Lima já escrevia no blogue do não e vai poder dar largas nesta casa a toda a sua incontinência (verbal). Aproveito para avisar os nossos amigos do corta-fitas que a partir de agora terão de pagar os respectivos direitos de autor pela publicação das obras do "nosso" Jorge. Seja, pois, muito bem-vindo.

Copycat ou o que alguma malta faz para vender livros

"Chegou a hora de fazer a minha confissão. Eu pertenci à juventude salazarista, que se chamava Mocidade Portuguesa. Pertencíamos todos: alunos da instrução primária, do ensino secundário, do ensino superior, todos sem exceção. Era, por assim dizer, automático. Digo no livro como consegui escapar a usar o fardamento e creio que essa foi a minha primeira vitória contra o fascismo. Mais não podia fazer. E para a revolução ainda era cedo."
Saramago dixit aqui

A não perder

"Ora tudo isto é só para dizer que de vez em quando os papéis invertem­‑se. Agora somos minoria, e vocês o Ancien Regime. Agora vocês têm os media, nós só temos os blogues (ah, mas temo-los, e vamos usá-los!...) Vocês têm as palavras incendiárias, nós temos a moderação. Vocês têm as mentiras mil vezes repetidas, nós temos as ecografias e os filmes onde se vê a criança a chuchar no dedo antes das vossas 10 semanas. Nós só temos a nossa convicção, e até podemos perder esta batalha antes de ganhar a guerra. Mas vocês têm de se cuidar. É que, agora, estão vidas em jogo."

Ler os outros

"A Igreja Católica não tem culpa que os outros não apareçam. Eu sei que existe um princípio de igualdade religiosa e outro de separação do Estado das igrejas. Todavia, não é por muito nos lembramos disto que a realidade muda ou se impinge aos outros aquilo de que eles não sentem manifestamente necessidade. Imagino que o Estado pagaria por igual a representantes de outras igrejas se elas se propusessem dar a cara e não se limitassem a exigir que o Estado enxote a Igreja Católica de todo o lado. E não é por pagar aos "capelães católicos" que o défice fica mais gordo, esteja descansada. Há por aí muito alarve por onde cortar."
João Gonçalves, no Portugal dos Pequeninos

segunda-feira, novembro 06, 2006

Acabou-se a mama!


O Presidente da CM do Porto decidiu acabar com todos os subsídios pecuniários a fundo perdido!
Um lisboeta, depois de ter sabido que a sua edilidade distribuiu dinheiros para um festival de cinema gay, pergunta: Não haverá um programa qualquer de intercâmbio de autarcas? Não? Não mesmo??? Buuuuu!!!

Crença ou Marketing?

Mostra-nos a Comunicação Social que Saddam Hussein se fez presente no tribunal, para ouvir a sentença final, de Alcorão em punho.... No me gusta.

Arrependimento

Estou arrependida de não ter tentado a minha sorte aqui

Num grupo de cinco amigas (onde eu estou incluída) duas foram bafejadas pela sorte. As outras três não tentaram. Chatice.

E por falar em morte.....

Uma missionária portuguesa e um padre brasileiro foram assassinados na madrugada de hoje por assaltantes no distrito de Angónia , província de Tete, centro de Moçambique.

Ela pertencia aos Leigos para o Desenvolvimento. Estava quase de regresso a Portugal.

domingo, novembro 05, 2006

Alegria na morte

As manifestações de contentamento de alguns pela condenação à morte de Saddam são reveladoras das poucas diferenças que existem entre uns e outros.

Coragem e a ausência de limites


O João Garcia, volta e meia, está na berlinda, por méritos próprios ... e por ter sido recrutado por uma instituição financeira, como uma das suas imagens de marca. E essa imagem, com o devido respeito à sua pessoa, não julgo recomendável.

A tenacidade, em si mesma, pode ser vista como um activo de qualquer personalidade... mas causa-me a maior impressão que se deixe no ar que se faça o que faz, por gosto pessoal ou por vocação, o João Garcia. Mas não é o que ele faz que me ocupa. Ele que faça o que quiser, com quem quiser e onde quiser. A sua liberdade é inquestionável. O que me repugna é que se erijam à categoria de “exemplos lapidares” comportamentos que, a par da dita tenacidade que se pretende exaltar, revelam algum desprezo pela sua condição física, suporte terreno da própria vida.

São corajosos!, pensam uns... Não conhecem limites!, gritam outros... Tudo isso é verdade, mas essa coragem e a ausência de limites revela-se na suas fisionomias, dadas as visíveis mazelas que aceitam impor à anatomia... Acho mal, desculpem. Mas concordo que não se possa andar de moto sem capacete... pela mesma razão.

Acredita! Tu consegues...



Já estarão disponíveis as estatísticas?
Quantos clientes terá perdido a "American Express" depois de nos ter brindado com aquele ridículo anúncio em que aparece diante de nós o Comendador com ar de enorme satisfação, no topo de um rochedo, sentado numa poltrona... Acredita! Tu consegues... diz-nos uma voz no mesmo registo ridículo de todo o anúncio.
Mas ... consegues o quê? Trepar um rochedo com um sofá às costas? Entrar à má fila no capital de empresas e, assim, com esse comportamento "franco e leal", obter chorudas mais valias?
Não creio que consiga... e mesmo que conseguisse, não queria, obrigado! Já agora, ó vozinha irritante, não me trates por tu! Obrigado.

sexta-feira, novembro 03, 2006

Parabéns

O novo corta-fitas está um espectáculo.

O Poeta e os ladrões


O Poeta Alegre é pessoa muito da minha estima e consideração. Admiro os tiques de aristocrata decadente, a métrica com que burila a escrita e a voz de barítono que usa para largar imbecilidades e lugares comuns. É personagem grave e respeitável, senhor de um ego em muito afagado com os votinhos que a turba ignara decidiu botar nas urninhas presidenciais… Enfim, um senhor!

Ouvi o bardo, há atrasado, na TSF, insurgir-se contra o facto de a Banca, em época de crise, ter lucros astronómicos… “de 30%,” disse ele! Pois é! (30% de quê? será em média? Simples? Ponderada? Não interessa… desde que rime…). Ouvindo estas ideias brilhantes que doem, o ululante Louçã rejubilou com apreciado gáudio, aproveitando para zurzir os camaradas do poeta, que, rendidos ao grande capital, evitam tocar nos privilégios dessa vil indústria.

Não podiam os camaradas, em todo o caso, deixar de atender aos gritos doídos da versejante criatura e … pimba… vai de prometer a alteração das regras aplicáveis aos arredondamentos dos juros do crédito à habitação!
Obrigado, Poeta!
Obrigado, Anacleto!
Grato, Camaradas…
Ainda não tinha eu acabado de agradecer o bem que me fizeram nos parques de estacionamento… e agora os juros… Os bancos são ladrões e vós sois … hmm… não me lembro de nada que acabe em “ões” e eu queria tanto fazer um verso!

Blogue do não

Na minha outra casa (é certo, que temporária) a participação feminina tem vindo a crescer a olhos vistos. Essencialmente em qualidade.
Depois da Joana Lopes Moreira, Marta Rebelo e Sara Castro já entraram a Maria Figueiredo Almeida e a Helena Ayala Botto.
Sei de fonte habitualmente bem informada que estão para breve novas aquisições. Vão ver e debater.

Começa hoje e só acaba dia 8!



















Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa

Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança

Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar

Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar

Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe

Eu semeio o vento
Na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade

quinta-feira, novembro 02, 2006

Liberalismo ou anarquia?

Caro João Miranda, imagino que pretenda aplicar esse mesmo raciocínio relativamente à Charneca da Caparica, Coina, Vale das Pitas (Algarve), Terras de Bouro ou mesmo Lisboa, não?

Interessante

O JPH do glória fácil lembrou-se de imaginar um projecto lei acerca da existência de creches nas empresas. Tenho, porém, algumas questões a pôr-lhe (espero que não sejam entendidas como picuinhices jurídicas!).
1. Por que não fazer depender a existência da creche não só do número de empregados mas também do número de filhos dos mesmos? É que há actividades desenvolvidas maioritariamente por pessoas em idade de não procriação que não justificarão o investimento.
2. Se não há imposição porquê estabelecer na lei a mera possibilidade?
3. O que é isso de provar o necessário?
6. Quem é que são os visados?
7. Está aqui a estabelecer um horário máximo para a creche ou também para a empresa? E aquelas que funcionam por turnos, será que não podem ter outros horários? Acresce que estabelece um tecto máximo mas não estabelece um mínimo, pelo que se a empresa abrir portas às 2:00 da manhã não há impedimento para o funcionamento da creche, certo?
À parte das dúvidas expostas, parece-me que a ideia contém em si uma tentativa de ingerência injustificável do Estado na vida das empresas privadas (presumo que a lei a elas se dirigisse?!), imiscuindo-se na relação laboral entidade patronal/trabalhador.
As consequências de tal lei passariam por uma discriminação na contratação de trabalhadores com filhos ou em idade de procriação e num obstáculo ao crescimento das empresas (com mais de 100 passariam a ter a tal imposição).
Tenho outra proposta que deixo à consideração do JPH. Entendendo-se esta matéria como importante e essencial para o país, de forma a aceitarmos que o Estado deva intervir legislando, penso que seria mais proveitoso se fossem concedidos benefícios fiscais às empresas que, substituindo-se ao Estado na criação de creches públicas, providenciassem aos seus trabalhadores condições vantajosas na inscrição de creches (por exemplo através de protocolos) ou criassem as suas próprias creches (neste caso sem o carácter de obrigatoriedade que o JPH pretende).
Assim sendo, mais do que uma sugestão dirigida ao Estado penso que esta ideia deveria ser aproveitada pelas empresas, numas perspectiva de aumento de produtividade e de melhoria condições de trabalho dos seus empregados, o que, aliás, muitas empresas já têm vindo a fazer.

quarta-feira, novembro 01, 2006

New blog on the block

O Cachimbo de Magritte está no ar. A lista de autores é rica e promete qualidade. Vai já ali para o lado. Bem-vindos.
BlogBlogs.Com.Br