sábado, abril 29, 2006

Patetice do PSOE

Quando um partido político, neste caso, o partido socialista Espanhol, propõe equiparar os macacos ao ser humano, é quando se verifica que este mundo vai de mal a pior. Ao que parece querem reclamar os direitos humanos também para os símios, com a justificação que o homem partilha com 98,4 por cento dos genes com os chimpanzés, 97,7 por cento com os gorilas e 96,4 por cento com os orangotangos. É assim, que estes políticos vêem a dignidade humana. Acresce a patetice quando é um partido que apoia leis que são autênticas alarvidades e que atacam a família, célula da sociedade humana.

Patetice do Daniel Oliveira

Na sua habitual coluna do Expresso:
"Sempre a mesma falta de iniciativa. Portugal é um dos países europeus com a mais baixa taxa de suicídio."
Sem comentários.

sexta-feira, abril 28, 2006

Fim da micro causa

Porventura com medo do movimento de cidadãos anónimos para acabar com a pouca vergonha, Scolari recuou e saíu da corrida ao cargo de seleccionador inglês (tom irónico).
Outra hipótese é ter sabido que o escolhido era outro, mas duvido que a perversidade do homem seja tão grande. Aguardemos por mais explicações.

Micro causa: José Mourinho

A minha proposta é a de despedir o Scolari e contratar o Special One até ao fim do campeonato do Mundo. Quem se quiser associar a esta micro causa que se dirija amanhã à tarde à sede da Federação. O grito de ordem será: "Queremos o Mourinho, mas não o Baía!" O programa da tarde é livre e o grito em discussão pública, já que não rima.

O Professor chanfrado

"Para reduzir o défice das contas públicas (9)
9ª medida: Actualizar as portagens da 1ª ponte sobre o Tejo, cujo congelamento obrigou o Estado a indemnizar a Lusoponte e a assegurar-lhe uma reserva para a construção e exploração de uma eventual terceira ponte, além de diminuir a procura da travessia ferroviária, forçando o Estado a indemnizar a Fertagus. Já agora, também se deveriam actualizar as portagens da auto-estrada de Cascais, consideravelemente mais baixas do que a generalidade das demais auto-estradas. Privilégios lisboetas!..."
Eu bem tento evitar comentar este senhor, mas parece que com a idade vai ficando cada vez pior. Agora decidiu, qual "coimbrão" ressabiado, atacar os malandros que vivem e trabalham na capital por causa das portagens supostamente baixas da auto-estrada de Cascais.
Posso estar enganado, mas até há bem pouco tempo dizia-se que o troço Estádio Nacional-Oeiras era dos mais caros do país. Já para não falar do facto de todos os dias o trânsito parar no sentido Carcavelos-Lisboa, demorando os automobilistas cerca de 1 hora para percorrer 20 Km. O que eu gostava era que o Professor sabichão provasse a afirmação que faz. Se o não fizer não passa de um aldrabão.

Micro causa: SCOLARI para a rua!

Já não bastavam as polémicas com os clubes e a escolha de jogadores que não jogam habitualmente nas suas equipas. Agora vê-se no meio de uma guerra entre a comunicação social inglesa e a federação por causa da escolha do novo treinador para a respectiva selecção.
Parece-me evidente que o seleccionador não pode, em plena preparação para o Mundial que ocorrerá daqui a menos de 2 meses, andar a negociar um novo contrato com uma selecção que Portugal poderá defrontar já nos quartos de final.
Scolari já veio muito indignado dizer que tudo isto é uma palhaçada e que se fosse português ninguém levantaria a questão. Para não variar julga que somos todos parvos e defende-se com uma suposta xenofobia da nossa parte.
Cá para mim Madaíl não tem alternativa senão despedir imediatamente o treinador.

RETRATOS DO TRABALHO NOS INCONTINENTES VERBAIS, PORTUGAL

Em homenagem ao José Pacheco Pereira.
Sara

Vox Patriae (pela paisagem)

Rui Castro

Macho. Muito Macho.

Joana Amaral Dias no Bichos:

"Pires de Lima não falha uma. Depois de ter anunciado que o CDS tinha que ser um partido sexy e de ter bradado “tragam as espanholas”, hoje apregoou na Assembleia da República que o seu grupo parlamentar tem contribuído para a taxa de natalidade porque em 12, três foram pais recentemente. “Não só pregamos, como damos o exemplo”, rematou. Macho. Muito Macho."
A minha pergunta: gostaria de saber se fazia alguma diferença se em vez de pais fossem mães? Macho. Muito Macho. Estes homens do CDS que só engravidam as mulheres para pregar e dar o exemplo. Macho. Muito Macho.

quinta-feira, abril 27, 2006

Que orgulho pertencer a este blog!


Caro Rui,

agradeço as palavras de simpatia. A pedido de numerosas famílias vou voltar a escrever nos Incontinentes Verbais. Peço desculpa a todos os meus fiéis leitores e a todos os que mandaram dezenas de e-mails, faxes, sms e cartas. Agradeço a atenção e a preocupação. Fiquem descansados que não estive na choldra, como alguém ameaçou aqui. Toda esta polémica começou quando um amigo meu, o Zé das Facas, tirou a fotografia que está acima deste texto. Ora, acontece que o Facas lançou o boato que era eu. Dizia que era parecido: a sombra igual e o penteado muito semelhante. E os rumores cresceram. Quero afirmar aqui, perante todos vós, que desminto totalmente este boato. É tudo uma cabala lançada pelos vermelhos.
É bom estar de volta!

Onde andas Miguel Sousa Novais?

Há muito tempo que um colaborador nosso desapareceu sem deixar rasto e têm sido mais que muitas as pessoas que nos contactam no sentido de saber se está tudo bem com o rapaz.
Confesso que eu próprio fiquei preocupado com a ausência do Miguel mas já esclareci tudo.
Ao que parece, anda ocupadíssimo com a parte escolar do mestrado. Acresce que as miúdas não o largam.
Houve quem tivesse dito que ele tinha sido preso depois de uma noite de copos em que teria importunado uma jovem ali para os lados do Cais do Sodré, mas parece que é tudo mentira e que, à semelhança do que aconteceu em Inglaterra com o Cristiano Ronaldo, a rapariga queria era sacar umas massas.
Foi-me também prometido que o regresso está para breve. Ficamos a aguardar!

Mais um atentado no Iraque

Desta feita foram mortos 3 soldados italianos e 1 romeno. Isto depois de Prodi ter anunciado a retirada das tropas italianas do Iraque.
Gostaria de saber o que todos aqueles que exigem a retirada das tropas e que tentam justificar os atentados têm a dizer em face de mais esta atrocidade.
Cá para mim é a demonstração de que estes terroristas não merecem dó nem piedade. É a demonstração de que o Ocidente não deve vergar perante a barbárie.
É também demonstrativo da estupidez de partidos como o BE ou o PCP, e de todos aqueles que a eles se associam, que se manifestaram há bem pouco tempo contra a intervenção no Iraque invocando a resistência iraquiana dos últimos 3 anos; resistência essa que mata indiscriminadamente militares estrangeiros e civis iraquianos.

Escrever para não dizer nada

Há muitos não católicos que gostam imenso de falar da Igreja e dos seus assuntos. Agora foi a vez de Medeiros Ferreira nos bichos carpinteiros:
"Há meses circulou a notícia que o Vaticano pretendia ter a say na gestão do santuário de Fátima. Ontem a Conferência Episcopal Portuguesa decidiu criar um Conselho Nacional para apreciar os orçamentos do santuário e estabelecer os contributos anuais para a diocese de Fátima-Leiria, entre outras atribuições mais pastorais. Os novos estatutos serão agora submetidos à Congregação do Clero do Vaticano para homologação. Aguardemos."
Pergunto eu: afinal o que é que Medeiros Ferreira tem a ver com o Santuário de Fátima e a forma como este é gerido? Porventura converteu-se e não disse nada a ninguém? Já agora, "aguardemos" por quê? Ou será que este post tem algum sentido que eu não consigo descortinar? Mania de se meterem onde não são chamados!

quarta-feira, abril 26, 2006

Palavras (des)conhecidas

egrégio: 1. Que se impõe ou é digno de admiração pelas suas qualidades morais, pela sua importância. 2. Que revela nobreza de carácter, elevação, distinção.
do Dicionário da Academia das Ciências de Lisboa

Gostos não se discutem

JPH, cá para mim nem com nem sem, mas há que convir que gostos não são gostos e se a glória se torna fácil sem o dito cujo, o problema é vosso, mas deixem que outros possam querer aliviar o sentimento...

Vital Moreira quer acabar com o que funciona bem

"Para reduzir o défice das contas públicas (7)
7ª medida: Eliminar os subsídios públicos a determinadas categorias profissionais, como sucede com a segurança social dos advogados e com o sistema de saúde dos jornalistas. Nada justifica tais privilégios."
Desconheço se por inveja ou simplesmente por estupidez, o Professor Vital Moreira não gosta da segurança social dos advogados e do sistema de saúde dos jornalistas.
Quanto ao sistema de saúde dos jornalistas não me pronuncio pois não conheço (mas pela saúde que aparentam deve ser bem bom!), mas já quanto à segurança social dos advogados não posso deixar passar em claro a ideia do académico socialista.
A segurança social dos advogados é "gerida" pela Caixa de Providência dos Advogados e Solicitadores e funciona. Ao contrário da Segurança Social dita normal, que se encontra em falência, a dos advogados está efectivamente com saúde e não se perspectiva o seu fim. Ora, esta SS dos advogados é mantida através das contribuições mensais que os advogados pagam.
O facto de cada vez mais existirem advogados (a pagarem as respectivas contribuições) talvez ajude a explicar o sucesso do sistema, mas não é tudo. A verdade é que os advogados (ou a sua maioria) não têm os mesmos benefícios dos trabalhadores inseridos no regime normal da SS. Lembro-me, de repente:
- das mulheres advogadas que não têm direito a receber o ordenado (ou valor correspondente pago pela SS) quando ficam em casa de "licença" - recebem um único subsídio de nascimento e maternidade de valor inferior ao que receberiam se estivessem no regime normal; e
- daqueles que ficam em casa doentes, sem direito a receber qualquer subsídio por baixa por doença.
Talvez sejam estas as razões que explicam a vitalidade do sistema dos advogados.
A ideia do Professor Moreira parece-me idiota e desfasada da realidade. Poderia inclusivamente contribuir para o agravamento da situação, caso passasse pela inclusão dos advogados e solicitadores no regime normal.
Nota: os advogados aceitam de bom grado o facto da sua maioria não dispor de contrato de trabalho, não obstante muitas vezes estarem inseridos em estruturas dotadas de uma hierarquia e demais características de um verdadeiro contrato de trabalho. Não venham agora é com ideias de acabar com as poucas coisas que funcionam bem. Cambada de invejosos!

Ainda a propósito do discurso...

Parece-me abusiva a conclusão que muitos tiraram, nomeadamente o Eng.º Sócrates, de que Cavaco está em completa sintonia com o Governo, o que terá ficado expresso no seu discurso. Discordo de tal análise simplista (e não simplex!). No discurso de Cavaco vi, ou melhor ouvi, uma intenção clara em colaborar com o Governo nas reformas estruturais, mas também um aviso quanto às medidas que possam pôr em causa os direitos e benefícios de todos aqueles que Cavaco considerou estarem em situação difícil. Lembro-me, por exemplo, da referência aos desempregados já com certa idade e sem habilitações que lhes permitam encarar um regresso à vida activa. A este propósito há que lembrar que nas última semanas se falou de alterações à lei que permitia aos desempregados com estas características pedirem a sua reforma mais cedo sem penalizações. Se isto não é um aviso ao Governo então não sei o que será.

PARABÉNS GI

Cavaco

Gostei ontem de ver e ouvir Cavaco.
Gostei de ver a lapela sem cravo. E digo-o não por um qualquer tique de extrema direita ou menos consideração para com a data em causa, mas porque a esquerda se apoderou da referida flor. Sendo Cavaco o Presidente da República (para mais tendo sido apoiado pelos partidos do centro e da direita) não faria sentido usar o cravo unicamente para manter a tradição (até porque a tradição já não é o que era!).
Quanto ao discurso pareceu-me muito bom. Desde logo, porque conseguiu secar a boca aos bloquistas e aos comunistas. Depois, porque as preocupações sociais (ao contrário do cravo) não são um exclusivo da esquerda.
Muito se disse acerca dos efeitos nefastos que a eleição de Cavaco iria ter para as actuais direcções do PSD e do CDS. Começo a pensar que a oposição à esquerda também não vai ter vida fácil.

segunda-feira, abril 24, 2006

O discurso de Cavaco

sábado, abril 22, 2006

Pensava que as presidenciais já tinham terminado!

Tendo sido um dos absentistas penso que o deputado Manuel Alegre melhor faria se estivesse caladinho. Para mais tendo sido candidato concorrente do Presidente eleito.
Tem sido confrangedor ver o corporativismo dos deputados nas tentativas de justificação das faltas da semana passada.
Por mim acho muito bem que o PR fale do assunto e chame os bois pelos nomes. Seria sinal de que não afinam todos pela mesma viola.

sexta-feira, abril 21, 2006

Falhou a monarquia no Nepal (provocação aos monárquicos residentes)

Sem o foclore e projecção mediática das manifestações francesas contra uma lei que visava diminuir o desemprego entre os jovens, os nepaleses conseguiram (aparentemente) após mais de 2 semanas de protestos recuperar o direito a elegerem os seus governantes. Espero que por cá não se caia na tentação de comparar o que aconteceu em França e no Nepal, na tentativa de reforçar ainda mais a ideia absurda de que o poder está nas ruas.

Em Agosto do ano passado havia menos lixo nas ruas


Colónia - Alemanha (Catedral)

Impressionante

Depois de ver este vídeo não tenho dúvidas em afirmar que os indianos são sem dúvida alguma os melhores condutores do mundo. Aviso: contém imagens chocantes não aconselháveis aos mais impressionáveis!
recebido via mail da v.i.p. Ivone Bello (nome de solteira pelo qual é conhecida na praça)

A polícia malvada e o desgraçado do agredido

Muito se tem falado acerca das agressões por um polícia de que foi alvo um sujeito no Porto. Só falta transformarem o caso num Rodney King à portuguesa. É extraordinário que se faça do polícia o bandido e dos sujeitos os ofendidos.
Ao que parece, estava um grupo de indíviduos embriagados a destruir sinais de trânsito numa rua do Porto quando foram abordados por um carro patrulha da PSP. Palavra puxa palavra e um agente mais afoito e idiota, visivelmente irritado, decidiu dar uns açoites num dos sujeitos. Pelo vídeo não se percebe mas os jornalistas dão de barato que nada justificou as agressões. Os colegas do agente, em todas as ocasiões em que o mesmo brindou o prevaricador com uns estalos, afastaram-no e o sujeito acabou por ser detido.
Ora, os jornalistas e outros defensores dos injustiçados e oprimidos já vieram clamar contra a atitude da polícia, invocando o Estado de Direito democrático e tudo o mais.
Cá para mim tenho que:
- o agente que pregou com alguns estalos no sujeito deve ser objecto de processo disciplinar e apanhar com uma repreensão dos seus superiores;
- os demais agentes actuaram dentro da legalidade e com bom senso, não tendo alinhado nos desvarios do colega e tendo conseguido refrear os ânimos de todos os envolvidos;
- os prevaricadores deverão ser constituídos arguidos pela prática de um crime de dano qualificado, por destruição de coisa destinada ao uso público.
Numa altura em que o crime e a insegurança aumentam, parece-me de todo imprudente que se faça dos polícias os maus da fita, principalmente quando estamos perante uns estalos sem consequência.

Canadá "exporta" portugueses

Este vídeo acerca da expulsão dos portugueses do Canadá está fantástico.

quinta-feira, abril 20, 2006

Israel visto pelo Irão

Em direcção à morte

Auschwitz

Gelo com barbas

Um grupo de cientistas japoneses terá conseguido obter uma amostra de gelo no Antártico que tem cerca de 1 milhão de anos. Poderão dessa forma estudar e compreender a evolução climática que ocorreu no globo desde então.

No mau caminho

Apesar de todas as medidas recentemente aprovadas pelo Governo, o deficit teima em baixar e não se vislumbra grandes subidas na economia. Urge reformar drasticamente a função pública, revolucionar a fiscalidade (beneficiando o investimento e agravando a penalização a todos os que persistem em não pagar) e liberalizar o mercado de trabalho. Penso que só desta forma será possível apanhar o comboio europeu.

As faltas de Carrilho

A ser verdadeira a notícia, por mim acho óptimo que o Dr. Carrilho tenha faltado pois evitou-se a aprovação de uma proposta que visava aumentar os quadros da CML e respectivos custos para a autarquia. Ainda assim, fica mais uma vez evidente o abstencionismo do senhor que já na semana passada ao que parece se tinha baldado às votações no plenário da AR. O que anda o homem a fazer? A mudar a fralda do Diniz Maria?
Mais a sério, se a carreira política do Dr. Carrilho já parecia turva e complicada quer parecer-me que este tipo de atitudes em nada o beneficia, mostrando um total desinteresse pelo serviço público.

quarta-feira, abril 19, 2006

Ainda a propósito dos deputados faltosos II

Ainda que tenha estado bem noutras matérias que analisou ontem na sic notícias, Paulo Portas não me convenceu no que respeita à sua ausência do plenário da AR para as votações na passada quarta-feira. Como também esteve desastroso Narana Coissoró e outros deputados que decidiram vir a público justificar o injustificável.
Os senhores deputados prestariam um excelente serviço à nação se se limitassem a fazer um mea culpa. Este tipo de reacções corporativas não beneficiam em nada a opinião já de si nada positiva que o "povo" tem a seu respeito.
Particularmente incómoda é a situação do PSD, que tem estado muito "caladinho" e cuja proporção de faltosos é de longe a maior. Também não admira se pensarmos que foram escolhidos por Santana Lopes!

(in)justiça

Passados 5 anos chega a julgamento a queda da ponte de Entre-os-Rios. Gostava de saber, tanto na óptica dos ofendidos como na dos acusados, que justiça é que pode ser feita ao fim deste tempo?

Papa Bento XVI


Hoje celebramos o 1º aniversário da eleição do Santo Padre, Papa BENTO XVI, como Pastor Supremo da Santa Igreja.
Relembro a bênção do novo Papa Bento XVI "À cidade de Roma e ao Mundo" pronunciada há um ano atrás, desde o balcão da Basílica de São Pedro, minutos depois de ter sido eleito:
"Queridos irmãos e irmãs:
Depois do grande Papa João Paulo II, os senhores cardeais elegeram a mim, um simples, humilde trabalhador na vinha do Senhor.
Consola-me o facto de que o Senhor sabe trabalhar e actuar com instrumentos insuficientes e, sobretudo, confio em vossas orações.
Na alegria do Senhor ressuscitado, confiados em sua ajuda permanente, sigamos adiante. O Senhor nos ajudará. Maria, sua santíssima Mãe, está do nosso lado. Obrigado. "

Há um ano

terça-feira, abril 18, 2006

Bom senso

"O Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV) defendeu hoje que "deve ser proibida" a clonagem "com finalidade reprodutiva" e colocou "um sinal amarelo intermitente" à clonagem com fins de investigação.
Durante a apresentação do parecer sobre clonagem humana, os conselheiros do CNECV sublinharam que o objectivo da clonagem com fins de investigação é a obtenção de células estaminais e que, à luz do conhecimento científico actual, esta não é sequer considerada a melhor técnica, pelo que consideram que deve ser aplicado "um princípio ético da precaução" à sua execução. O CNECV advoga que seja incentivada a investigação em células estaminais obtidas sem recurso à clonagem (por transferência nuclear somática) e, de acordo com o parecer sobre esta matéria emitido por este organismo no ano passado, deve igualmente ser incentivada a investigação na reprogramação celular, "a qual poderá permitir a prossecução da investigação em curso com células estaminais sem a produção de qualquer neoestrutura biológica susceptível de ser identificada como embrião humano"."
Quem quiser ler o relatório na íntegra poderá fazê-lo aqui.

Falta de quórum











In DN

Ainda a propósito dos deputados faltosos

Parecem aqueles putos que se defendem dos disparates que fazem fazendo queixinhas de outros que fizeram o mesmo ou mesmo pior.
Mas será que este tal de Emídio Guerreiro, que a atestar pelas declarações que prestou se trata de um completo idiota (no sentido de ter muitas ideias como é óbvio!), não percebe a triste figura que faz ao dizer este tipo de coisas.
Não sei se eles (ministros, administradores públicos...) estavam a trabalhar ou não, mas se tivessem reuniões marcadas ou diligências agendadas duvido que faltassem. E ainda que faltassem não o deveriam fazer. Já o Senhor Deputado, porventura embuído de um espírito sindicalista até agora recalcado dentro de si, deve ter-se esquecido das votações de diversos diplomas que se encontravam agendadas para a tarde de 5.ª feira.
Tenha vergonha nessa cara!

Terei lido bem?

"Agora que, finalmente, os manuais escolares vão ter um tempo de vida mais longo, só falta mesmo que as pessoas tenham mais do que um filho, para que a medida possa ter alcance."
Fiquei a pensar se ela estará a gozar, se mudou de ideologia política ou se se trata da habitual demagogia barata a que o bloco já nos habituou.
É que defender ao mesmo tempo o aborto, a eutanásia, a liberalização das drogas, os casamentos e adopções homossexuais, a lei da paridade e ainda desejar que as pessoas tenham mais do que um filho (muito embora nunca tenha ouvido o bloco a defender a concessão de qualquer tipo de benefícios em prol do aumento da natalidade!) parece-me um bocado contraditório. Mas sou capaz de ser eu que estou a ver mal a coisa!

Pulitzer


A imagem mostra Nova Orleães submersa, logo após o furacão Katrina, em Agosto de 2005. Um trabalho do Dallas Morning News, que valeu ao seu autor, o fotógrafo Smiley N. Pool, o mais reputado prémio jornalístico, o Pulitzer, na categoria de Fotografias de Última Hora.

Cristão não entra

A propósito da mega festa de abertura do novo Casino de Lisboa disse Mário Assis Ferreira, administrador da Estoril-Sol: "Será um disparate do diabo"

segunda-feira, abril 17, 2006

O essencial do Catolicismo - a Páscoa

Um dos maiores perigos que o Catolicismo tem de enfrentar é a tentativa sistemática de convertê-lo em mera filosofia, num catálogo inóquo de princípios éticos ou numa difusa Moral Social. O Catolicismo é muito mais do que isso. É a celebração contínua da Ressurreição de Jesus, do Homem, do Filho de Deus, que tendo atraído sobre si uma rara unanimidade condenatória, abriu as portas da Salvação a todos e a cada um dos homens.

Será ódio religioso?

Venho seguindo, com razoável atenção, as intervenções cívicas, sempre oportunas, do Prof. Vital Moreira. Independentemente do escuso trajecto político que entendeu seguir, e que porventura nos aconselharia a relevar a sua opinião, julgo que devemos acompanhar, mais de perto do que de longe, o pensamento que este professor coimbrão entende partilhar com os demais. E digo isto por entender que desse acompanhamento próximo poderão ser extraídas importantes pistas de reflexão sobre o que somos enquanto país e, mais importante, sobre o que queremos que os nossos filhos sejam. Poderíamos reflectir sobre o estado da Universidade, cereja do bolo da nossa educação; sobre a projecção da intrincada mente humana na coisa pública, entre outras.

Contudo, parece-me excessivo dizer que o dito Prof. é animado por ódio religioso. Não creio. O que me parece é que ele, do alto da sua necessária inteligência, espirra veneno contra a Igreja Católica. Embevece-se com o sofrimento judeu de antanho (desprezando, penso, o actual), solidariza-se com os esbulhos de que o Islão é vítima, mas não leva à paciência o catolicismo, ou melhor, a Igreja Católica, porque aquele sem esta, além de uma dócil inexistência, seria menos áspera para com os seus propósitos progressistas.

Sucede que este ilustre professor, para além de outros cargos e de inegáveis méritos, tanto quanto julgo saber, ainda tem disponibilidade para presidir à Comissão (será que foi desburocratizada e já se chama outra coisa?) que prepara com denodo as festas do Centenário da nossa Magnânima República. Pois é, foi no dia 5 de Outubro de 1910 que, entre equívocos políticos e pilhérias várias, que se ergueu este Regime que nos envergonha. Uma das notas que pautaram a implantação da república foi a corrida à padralhada, tendo a turba multa, bem dirigida, ofendido a dignidade e a integridade física de sacerdotes que, sendo embora respeitáveis, se mostravam excessivamente católicos. Isto, pelo menos, merecerá ser festejado!

Aguardemos as comemorações...

Ódio religioso

O Professor Vital Moreira, depois de ter estupidificado com o resultado das eleições presidenciais, piorou e agora dedica-se ao insulto gratuito. O mais recente impropério reza assim:
"Apesar do quase silenciamento da historiagrafia oficial, nada pode apagar a página negra da história portuguesa que foi a bárbara matança de judeus em Lisboa, há quinhentos anos, acicatada pela Igreja Católica."
Folgo em ler que o professor toma partido na guerra inter-religiosa, muito embora, neste caso, ter ido mais longe que os próprios dos visados. Começo a achar que se trata de puro ódio religioso.
O pouco respeito que ainda tinha pelo professor desapareceu.

ABC do PPM

O ppm está de volta às lides com o abc. Os incontinentes, leitores desde a 1.ª hora do extinto acidental, já o adicionaram ali ao lado aos favoritos aqui da casa e desejam-lhe muito "gozo" nesta nova aventura.

quinta-feira, abril 13, 2006

HUMILDADE

quarta-feira, abril 12, 2006

Fariseísmo

Bush e o Irão

Educação

Sem querer pormenorizar o caso concreto (até porque não conheço o suficiente acerca do processo), a verdade é que levanta algumas questões importantes que se prendem com a educação das crianças (de todas!).
Este problema dos castigos físicos causa perturbação a muitas pessoas. Hoje em dia está na moda uma educação mais branda, em que se preza muito a liberdade individual da criança; liberdade essa que vai na linha de pensamento da Dra. Fátima Bonifácio que na 2.ª feira esteve nos prós e contras da rtp e que, no entender dela, será o valor fundamental da sociedade em que vivemos.
A consciência social e comunitária é cada vez mais relegada para 2.º plano.
A evidência do que digo reflecte-se na taxa de natalidade e na recusa em ter mais do que 1 ou 2 filhos no máximo. Isto porque a criança tem de ter um quarto só para si, estudar nos melhores colégios, vestir as melhores roupas, etc; já para não falar do facto dos pais não pretenderem abdicar das férias nas Caraíbas ou do carro desportivo.
Assim, conheço pais que ficam horrorizados quando digo que já tive que "corrigir fisicamente" as minhas filhas, não compreendendo que o faço por gostar muito delas e por querer o melhor para elas.
Talvez por essa razão, assistimos hoje a cenas deploráveis, como sejam crianças a chamar nomes aos pais em público ou outras cenas que tais. É a vitória da anarquia.
É também curioso ver todos aqueles que estão na linha da frente em defesa do aborto e da eutanásia muito indignados com o castigo físico a crianças. A pouca vergonha de facto não tem quaisquer limites.

terça-feira, abril 11, 2006

Notícia irresponsável

"O número de mortos em Portugal no caso de uma pandemia de gripe deverá ser 19 mil e não os 12 mil inicialmente previstos, um aumento que se deve à subavaliação dos doentes crónicos, noticiou hoje a Antena 1."
Este é um exemplo evidente de como uma notícia não deve ser dada. O que vale é que andamos todos mais preocupados em saber como é que vai acabar o campeonato de futebol. Sugiro que leiam a notícia toda. Será que sou eu que estou a ficar maluco? Cá para mim esta é daquelas notícias que pode causar um pânico generalizado sem, aparentamente, haver razões para tal.

Itália - decisão nas grandes penalidades II

Este quadro é muito parecido com o outro que já havia publicado. Tem, no entanto, uma ligeira diferença. Embora as percentagens estejam idênticas, reparem que o número de deputados difere. Com efeito, no Senado, a coligação de Direita teve mais votos mas a Esquerda tem mais senadores. Consequências do sistema eleitoral adoptado pelos italianos.

Pura demagogia

Acho esta proposta inexplicável e profundamente demagógica. É daquelas propostas típicas de partido que não está no poder. A extrema esquerda continua a competir entre si a ver quem apresenta as propostas mais irrealistas e irresponsáveis. O Professor Anacleto deve estar a roer-se todo. Os objectivos políticos destes partidos são bem claros e em lado algum consigo vislumbrar o interesse nacional.

Desperate Housewives e Lost com downloads gratuitos e legais

Eutanásia em crianças

Há uns meses alguém me dizia que a Holanda se preparava para aprovar legislação neste sentido. Na altura achei que era brincadeira de mau gosto e nem me dei ao trabalho de pensar muito no assunto. Confirma-se a notícia. A estupidez humana não tem limites. Não me ocorre mais nada senão perguntar onde é que vamos parar.

Itália - decisão nas grandes penalidades

segunda-feira, abril 10, 2006

Centro Comercial Berardo

"O Governo, que apenas assegura este acervo por um tempo limitado, não fez mais do que adiar a solução do problema. Berardo, com a sua arte do negócio, teve tudo o que queria - e se calhar mais terá. Nós pagamos (e bem) para ver o Centro Comercial Berardo."
Esta será a 1.ª e porventura a última ocasião em que o vou dizer, mas não posso deixar de concordar e subscrever o artigo que a Joana Amaral Dias escreveu hoje no DN a propósito da "fraude" que constitui o acordo firmado entre o Estado Português e o Senhor Comendador Berardo (Joe para os amigos).

Ditadura da maioria

e que tal não ler?

a nandinha câncio ficou perturbada com o fim do acidental e vai daí partiu para as ameaças terroristas: "(...) ainda vou, juro, de bombista suicida garantir o acidente (...)". a "piquena" anda perturbada com as despedidas dos acidentais. cá para mim tenho uma teoria, ou melhor duas hipóteses para este mau feitio (até tenho 3, mas abstenho-me de ordinarices neste blogue de gente séria): (i) ou a rapariga anda com saudades do eng.º que andou lá para as angolas e agora foi visitar o seu amigo chirac (ii) ou então vão fazer-lhe falta as dedicatórias de deus (o moita). já que estamos numa de sinceridades, também lhe gostava de rogar uma coisa: POR FAVOR, ESCREVA A PORCARIA DOS SEUS POSTS COM MAIÚSCULAS, POIS JÁ ESTOU A DAR EM DOIDO COM ESSA MANIA DE ESCREVER SÓ COM MINÚSCULAS, MAIS PRÓPRIA DAQUELAS MENINAS DO ANÚNCIO DA ONIVOX (MUITO EXCITADAS COM AS PURPURINAS).

E andam eles preocupados com os fumadores passivos

A propósito


Estava agora a ver um filme que retrata o genocídio do Ruanda. Independentemente da qualidade do filme (que não está neste momento em causa), fiquei impressionado com a dimensão da barbárie. Já era mais que adulto aquando da matança, mas acho que nunca tinha tomado consciência da dimensão da tragédia. Impressionou-me a malvadez humana e a frieza dos assassínios. Mas o que mais confusão me faz é a indiferença a ocidente. É o egoísmo de todos (ou quase todos!) nós. Uma vergonha.

domingo, abril 09, 2006

Façam-lhes a vontade

Dizem que este sol de inverno mata


[Piada a propósito da gripe das aves]

Ainda há quem se queixe dos polícias franceses


Protestos no Nepal. Fotografia tirada daqui.

Erro de casting

Já o aqui tinha referido, o aspirina está a definhar (ou será que se trata unicamente de expurgação!?). Agora é a vez do Daniel Oliveira saltar fora do barco. Nada que surpreeenda. Não deixa de ser curioso ver como uma certa esquerda lida com o contraditório e a crítica. Aguardemos ansiosos pelo seu regresso.

sábado, abril 08, 2006

André Azevedo Alves

O André Azevedo Alves do excelente insurgente vai apresentar o seu livro Ordem, Liberdade e Estado - Uma reflexão crítica sobre a filosofia política em Hayek e Buchanan - no Rivoli (Cafetaria-Bar, 3.º piso) no Porto, no próximo dia 12 de Abril de 2006, às 21.30. Ao que parece Lisboa vai ter direito a repetição no dia 18 (penso que na Católica). O André foi dos primeiros a linkar esta casa e merece todo o sucesso do mundo. Quem lê habitualmente o insurgente sabe porquê.

sexta-feira, abril 07, 2006

A Igreja no Mundo

Nasceu hoje um novo blogue com a participação de alguns dos incontinentes verbais. O blogue tem como objectivo noticiar o que de mais relevante se passa com a Igreja no Mundo. Pode ser visto aqui.

FUMO

Depois de tanto ameaçar o Governo propôs ontem a proibição de fumar em recintos fechados (locais de trabalho, estabelecimentos de restauração e bebidas, grandes superfícies comerciais, serviços e organismos da administração pública, estabelecimentos de ensino, recintos desportivos, meios de transporte, etc).
Ao que parece o anteprojecto também estabelece multas entre os 50 e os 1000 euros para os fumadores que infrinjam as regras e entre os 100 e os 2500 euros para os proprietários dos estabelecimentos privados e direcções de organismos públicos.
Agora resta ver quem é que vai controlar tudo isto! Será a GNR? a PSP? Ou a BAT (Brigada Anti Tabaco) será especialmente criada para o efeito? Parece que já estou a imaginar...”Ora bem, o senhor prevaricador incorre na multa de 1000 euros por ter praticado o acto de fumar na carreira 32...”

Toma lá um chocolate e desaparece-me da frente

Ataque à Causa Monárquica

Apesar de republicano não posso deixar de mostrar a minha solidariedade para com os fervorosos monárquicos deste blogue, naturalmente ofendidos depois deste ataque suez à Causa.

Mania da perseguição

A propósito da letra da música do último anúncio da Galp já vieram os "gay lovers" e os próprios dos gays alegar homofobia e mais não sei o quê (estou farto destas teorias da conspiração). Agora é a vez da Joana Amaral Dias (já é um must neste blogue) alinhar na tese conspirativa:
"Não adoro bola, mas não fico escandalizada com o entusiasmo ou com o pseudo-nacionalismo à volta da bola. Intoleráveis são as ligações perigosas do triângulo betão-boys-bola, a torra de dinheiro com os estádios, as claques boçais. E a cultura homofóbica e machista em torno do desporto, em particular de alguns desportos.
Pedro Bidarra, cujas ideias sobre a bandeira, a marca Portugal e a europe's west coast fazem do país um rectângulo em saldo, acha que não há problema em dizer, no hino da Galp, para a selecção portuguesa no Mundial o seguinte: É o retrato de um país aplicado ao futebol. Tem tudo o que é preciso, só perde por ser mole. Toca a acordar, pessoal! Queremos mais garra, deixar de ficar felizes quando a bola vai à barra. Vamos com tudo, meter o pé, chutar primeiro, Que o último a chegar é paneleiro.Ter medo deles? Isso era dantes!"
Ó Joana, diga lá a sério, acha mesmo que o rugby ou a luta livre são desportos machistas?
Estou consigo nesta luta. Até tenho uma sugestão, vamos exigir quotas para os homossexuais serem seleccionados para as equipas nacionais de rugby, luta livre ou halterofilismo.
Já estou a imaginá-los... Vai ser um sucesso.

Terra Santa






Mais fotografias aqui

D. Miguel e D. Pedro - interesse meramente histórico

A História é escrita pelos vencedores. Dos vencidos não resta senão a lembrança dos que sabem honrar a verdade e dos que insistem em sublinhar a dignidade de um ramo dinástico que o "arejado" liberalismo votou ao ostracismo. Descendente de D. Miguel (nem sequer era preciso que fosse o próprio, a quem eventuais culpas poderiam ser assacadas) que metesse os pés em Portugal podia ser, pura e simplesmente, morto. Mas houve filhos e netos do Rei D. Miguel que não quiseram morrer antes de conhecer a terra que o Pai e o Avô amava. Viveram todos na mais digna pobreza porque nunca quiseram aceitar que os seus bens saíssem de Portugal. Por isso, D. Miguel sempre foi genuinamente amado pelos mais simples, pelos Portugueses que não andavam a soldo de interesses escusos e/ou estrangeiros.

Sempre defendeu a Igreja... a mesma que os mata-frades pós revolucionários espoliaram dos seus bens (o pão dos pobres). Por isso, a emergente nobreza e fulgurante burguesia começaram a ter conventos e acesso às riquezas eclesiásticas, as mais delas frutos de deixas testamentárias de cristãos sinceros.

Porém, é justo reconhecer que os Reis descendentes da Princesa do Grão Pará souberam dignificar Portugal e servir os Portugueses. Quis Deus (ou o destino, para os laicos) que, hoje, a chefia da Casa Real estivesse entregue a alguém que descende de ambos os fraternos contendores. O Senhor Duque de Bragança representa, assim, o sangue dos dois irmãos desavindos. Possa nessa representação repousar a reconciliação nacional e a Restauração de Portugal. Possa, por ele, o nosso País acordar deste pesadelo republicano.

É nestas alturas que gostava de ser funcionário público

Entrevista no DN

Dado a reter: a fotografia tem boa qualidade, é de artista.

D. Miguel e D. Pedro

A minha família atravessou os séculos estando sempre do lado mais conservador. Fomos miguelistas, estivemos no cerco do Porto; continuámos a ser monárquicos após a implantação da república, o meu trisavô e bisavô lutaram pelos seu ideais nas invasões monárquicas. Não gostávamos de Salazar e no 25 de Abril, assustámo-nos com o que poderia acontecer à família.
Lembro-me quando era pequeno de visitar um solar, que ainda se conserva na família, e descobrir a história da família. Em cima da entrada estava um pano preto completamente esfarrapado, só mais tarde percebi o que era. Nós, os irmãos, sentíamos orgulho ao olhar para a casa e para o pinhal. Havia um certo sentimento de pertença que pairava no ar .
A minha mãe contava que no tempo da guerra entre irmãos, os homens de D. Pedro visitaram a casa da família à procura do senhor da casa para o prender. Teve que se refugiar num esconderijo, que ainda hoje se desconhece a localização exacta. O meu irmão Pedro e eu, discutíamos, existia a rivalidade própria entre irmãos, que nesse tempo crescia ainda mais ao ouvir as histórias.
Ao estudar história ficava triste, D. Miguel era sempre o mau que queria mandar sozinho, e D. Pedro o herói. Não nos ensinam que D. Pedro foi o primeiro Grão Mestre da Maçonaria no Brasil, e que por ele o poder da organização aumentou consideravelmente, levando à implantação da república. Que foi Rei apesar de ter recusado o trono com o grito do Ipiranga, quebrando a união entre o Império.

quinta-feira, abril 06, 2006

Por falar em constituições


Tinha mesmo que ser o irmão a vencer?

É a debandada total

O RMD vai sair do Aspirina B. Não há fármaco que os cure.

Ainda a Constituição

Confesso que não me agrada a Constituição. Não me refiro a esta ou a qualquer outra. Não gosto de ideia que lhe subjaz. E ela é simples: uma geração a tentar condicionar as vindouras, impondo-lhes regras muito dificilmente removíveis. No fundo, do que se trata é da tentativa de uma maioria episódica e particularmente revolucionária impor a Revolução a todos os que vierem. E em processos revolucionários, a efervescência política gera, não raras vezes, aparentes unanimidades que rapidamente se desagregam.

Notem de resto que à ideia de Constituição está sempre associada a de Revolução. Basta lembrar a experiência portuguesa: 1822, 1838, 1911, 1933, 1976. Todos estes textos resultam da necessidade sentida de derrubar o que existia para que pudesse nascer uma nova ordem. Curioso é notar que muito raramente as constituições têm emenda, regeneração: a de 1826 (que não incluí no rol de há pouco) não é a de 1822 recauchutada, como a de 1976 não é a de 1933 revista e substancialmente melhorada. É um conjunto normativo completamente diferente e que fez, pura e simplesmente, tábua rasa do anteriormente vigente. Daí que se possa dizer que a melhor maneira de rever (substancialmente) uma Constituição é por via da revolução. Não consta que a de 1933 autorizasse o 25 de Abril. Nem a Carta permitia a república. Ou seja, a Constituição, pelo imobilismo que sugere, é um convite à Revolução.

Resumindo: a ideia de Constituição (como de resto a de “Direito” Público) foi (e é ainda) uma ferramenta agressiva dos que temiam que as conquistas revolucionárias soçobrassem perante os instintos tradicionais e conservadores da esmagadora maioria dos membros da comunidade…

Que Constituição?

Fala-se muito da Constituição. Que é socialista ou que está desajustada dizem à direita, que perdeu a sua identidade e foi assassinada dizem à esquerda. Confesso que não é um tema que me mereça grande interesse ou atenção, porventura por a achar pouco relevante.
A verdade é que temos uma Constituição marcadamente de esquerda, elaborada em pleno período revolucionário e, em muitos aspectos, já desfasada da realidade.
Conheço quem gostasse de a eliminar. Não vou tão longe. Cá para mim bastava fazer uma nova, do primeiro ao último artigo. Suspeito que fosse possível reduzi-la a meia dúzia de páginas e a uma vintena de artigos. A verdade é que com o primado do Direito comunitário sobre o Direito português a Constituição, em muitos dos seus aspectos, deixa de fazer sentido. Muitas das normas que lá se encontram caiem em face daquele princípio. Outras há que poderiam encontrar-se noutros códigos.
Em minha opinião, bastava manter os Direitos Fundamentais (os que são mesmo fundamentais).

Se conduzir não beba (muito)

O Paulo Gorjão no seu bloguitica fala de um estudo da DGV (de que teve conhecimento através de Carlos Pereira da Cruz) que refere que "entre 1999 e 2003, cerca de 80% dos acidentes com vítimas, envolvendo condutores de veículos ligeiros, têm intervenientes com uma taxa de álcool no sangue (TAS) inferior a 0,2 gramas por litro (g/l)". Estes números penso serem já suficientes para deitar por terra a argumentação do Secretário de Estado Ascenso Simões no sentido de diminuir a taxa de alcoolemia permitida para 0,19. Ainda assim, há ainda que determinar, relativamente aos restantes 20% (com intervenientes com taxa de alcoolemia superior a 0,20) qual a percentagem de acidentes em que os intervenientes têm uma taxa situada entre os 0,20 e os 0,50. Só desta forma poderemos atestar da bondade da medida "sugerida".

A demagogia do costume

A propósito da visita do Eng.º Sócrates a Angola e relatando uma deslocação da comitiva escreve Joana Amaral Dias:
"O ponto alto da visita ao centro cultural improvisado foi mesmo uma tentativa de assalto a um dos acompanhantes da comitiva por um pobre coitado que foi logo agrilhoado pela policia, mediante a indignação dos altos dignatários do nosso país, ficando a ideia de que mais uma vez, angola seria tão bonita, não fossem os angolanos famintos..."
Presumo que a Joana preferisse que tivessem deixado o "angolano faminto" executar o seu servicinho sossegado, até porque o alvo do furto devia ser um português ricalhaço qualquer. De certa forma, dar-se-ia cumprimento à velha máxima dos "ricos que paguem a crise".
Agora mais a sério, reaparem nas expressões utilizadas: "pobre coitado", "agrilhoado pela polícia" (não sabia que a polícia angolana andava munida de grilhões!) e "angolanos famintos". Depois ainda há quem se admire com o tratamento privilegiado que dou ao Anacleto e seus muchachos aqui neste blogue. Afinal, quem é que os pode levar a sério!?

quarta-feira, abril 05, 2006

Vamos a uma aposta? II

O grande vencedor da aposta sobre o resultado do Barcelona vs Benfica foi o Francisco CCC. Conhecendo a pessoa em causa, tenho a certeza que a sua escolha será de péssimo gosto. Enfim, aposta é aposta. Venha a escolha do Francisco e a sua dedicatória.

Vamos a uma aposta?

Caros leitores e incontinentes verbais,
faltam duas horas e meia para o grande jogo Barcelona vs Benfica. Vamos fazer apostas de resultados. O que mais se aproximar do resultado tem a hipótese de escolher uma música que ficará durante uma semana aqui ao lado com a respectiva dedicatória. Aceitam-se apostas até ao início do jogo.

Declaração de interesses (outra)

Um dia, alguém confessou que era republicano, laico e socialista. Gosto das boas sínteses. Pois bem, eu sou o contrário disso tudo. Também aprecio boas antíteses.

Sou católico apostólico romano. Respeito todas as pessoas, mas nem tudo o que elas pensam e/ou debitam. Acredito que a Igreja é a última grande referência estruturante que a esquerda pós-moderna se propõe demolir. Acabando com ela mais facilmente moldarão o Mundo. Integrarei as fileiras dos que sempre a defenderão.

Sou monárquico. Acredito em Portugal e na representação simbólica oferecida pela Instituição Real. A república, entre nós, não é senão o palco onde a partidocracia pretende exibir a sua voraz ambição.

Sou do Benfica e ponto final. Há coisas que se sentem e não se explicam.

Querela embrionária

Li há uns tempos um artigo que me impressionou, na revista Economist.
Foi-lhe negada a última oportunidade de ter o seu filho. O que será que move uma mulher durante quatros anos de tribunal em tribunal, entre os dramas de um processo de "breaking up" e a árdua recuperação de um cancro? Temo que não haja em todo este esforço, algo mais do que uma dose grande de um individualismo relativista, que infelizmente é o que preside a estas novas ideologias sobre a bioética.
Natallie Evans teve um tumor nos dois ovários em 2000. Mas tinha, antes, retirado óvulos saudáveis, como o objectivo de recorrer à fertilização in vitro juntamente com o esperma do seu companheiro. Para tal, tinham já sido criados meia dúzia de embriões que ficaram "armazenados" (stored, no original). Agora que o casal se separou/zangou/esbofeteou/fartou, etc (e tudo o mais que queiram usar para traduzir o clássico "broke up"), o seu companheiro exige que os embriões seja destruídos, retirando assim o seu consentimento (naturalmente exigido) para a utilização daquelas técnicas. Ela, por sua vez, vem alegar o direito fundamental à família para exigir uma autorização para uso (próprio!) daqueles embriões. Ora, em Inglaterra vigorava um Acto (Human Fertilisation and Embryology Act) que previa a possibilidade de retirada do consentimento de AMBOS os progenitores até à implementação no útero. Mas esse acto foi alterado, "in recognition of the anguish of women like Ms Evans", passando-se a exigir a retirada do consentimento de ambos para que os embriões sejam destruídos. Isto é, na prática quer-se fazer a vontadinha da menina e deixá-la fazer o que quiser com os embriões que "armazenou"!
Sobre a falta de consenso a nível internacional sobre esta questão veja-se o caso da Hungria, em que a mulher pode prosseguir com o processo de FIV mesmo contra a vontade do marido/companheiro; ou a Espanha, em que o progenitor masculino pode retirar o seu consentimento só no caso de ser casado com a mulher. Não obstante toda esta querela, o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos decidiu contra a vontade de Ms Evans: sustenta que deixa de haver direito à procriação quando uma das partes progenitoras deixa de consentir na utilização dos métodos medicamente assistidos.
E tenho dito!!

Declaração de interesses

Agradeço sensibilizado as boas vindas.

Aqui vai a minha declaração de interesses:

- dois apartamentos em Lisboa, de construção antiga, mas sólida (anteriores a 1910). Um deles arrendado (renda antiga, anterior a 1926)
- prédios rústicos de valor inexpressivo
- veículo automóvel dito familiar com 8 anos de idade
- aplicações financeiras modestas como convém a um assalariado
- cartão de sócio do Glorioso (o n.º não digo)!!!

Casamentos Gay

A Espanha é a máior: porque tem progenitores em vez de pais. Outros países pretendem, na mesma onda, instituir como fácil e rápida a constituição (livre) de "entidades multilaterais com direitos e deveres vários, e de natureza ainda por definir" (quem sabe se não empresarial ou associativa, consoante os fins), a fazer as vezes das famílias. Ter um pai e uma mãe é retrógrado. Pretender do ordenamento um tutela jurídica eficaz de um instituto socialmente estável e credível como o casamento, é pré-histórico, não tem cabimento. Oh meus senhores! Onde estaremos todos nós quando acabar esta era de modernização??

"Os modelos de casamento e de família sofreram variações históricas e geográficas, mas com uma constante: sempre se considerou que as estas instituições transcendem o interesse meramente individual, por mais legítimo que seja. O casamento ‘à la carte’ implicará, a prazo, a aceitação da poligamia ou do incesto, esses “últimos tabus da sociedade burguesa”. Privatizar totalmente o casamento é uma irresponsabilidade e uma cedência ao individualismo social dominante. A lei pode proteger a união de pessoas homossexuais, que merecem todo o respeito, aperfeiçoando o regime jurídico da União de facto, mas sem equiparar ao casamento. Tal seria artificial e com consequências imprevisíveis."

... O artigo completo aqui.

Vox Patriae - Boas vindas

Quanto ao nosso novo blogger, também quero ter a honra de lhe dar as boas vindas! Com certeza não nos acusarão de violação do princípio da transparência, visto que abunda nestes meios a tendência para o anonimato e a camuflagem... A nossa fama e qualidade são bens claramente superiores. Aqui vai, ao nosso ilustre colega, Sr. Vox Patriae.

"Ó Portugal que foste
Que foste grande no mundo
Abre as asas, abre as velas
Revela o teu ser profundo.

Sei que estás adormecido
Com um sono como a morte
Mas para morrer ainda é cedo
Ainda o não quer a sorte

Sobre ti próprio te ergueste
unindo o que era diverso
falando todas as línguas
Assumiste o Universo

Mas quem te deu pessonha
que te trouxe o esquecimento
Esqueceste o teu juramento
E vieram castelhanos
E vieram os franceses

E como se não bastasse
Chegou a vez do ingleses
Levaram quanto puderam
Foram mil, foram cem mil
E de derrota em derrota
chegou-se aos dias de Abril

Mas olhai ó Portugueses
Corruptos ou estrangeirados
Tontos, traidores, burocratas
Ingénuos, fanatizados

E vós também, os fiéis
Da Verdade de raiz,
Ouvi o que diz o povo
Ouvi a voz do país

Portugal ainda somos
Porque a semente que outrora
Germinou em terra ingrata
Há-de reviver agora

Em cada volta do tempo
De novo começa o mundo
Ó juventude redescobre
O Portugal ser profundo"

Puro bom senso

Vozes da Pátria?



Quem será?

Quem é o Vox Patriae? Penso que a resposta esteja por aqui.

PAÍS (NOVO)




Confesso aqui a minha ignorância. Nunca tinha ouvido falar deste país africano: República de Djibouti. As fotografias são fantásticas e podem ser vistas aqui.

Multiculturalismo II (em comum o "vermelho")

Nova aquisição

Depois de muitas negociações e aturado esforço argumentativo, temos o prazer de anunciar - ainda a tempo do jogo de mais logo do Glorioso - a contratação de uma importante mais valia para este blogue. Atentas as suas importantes funções e enorme responsabilidade na vida política/económica/social/desportiva, etc. e tal deste nosso Portugal (já para não falar do facto de ser procurado por partidos de extrema esquerda - BE e PCP - que o querem levar para o Campo Pequeno por emitir opiniões em defesa do CPE francês ou em defesa dos empresários com negócios que têm dado lucro), este novo ponta de lança irá actuar infiltrado com um nome fictício. Refiro isto, pois poderiam pensar que este é o seu nome verdadeiro e os incontinentes não pretendem ludibriar ninguém. A partir de hoje vox patriae é oficialmente mais um incontinente verbal. Bem-vindo e boas postas.

Copos a mais

O Secretário de Estado da Administração Interna Ascenso Simões disse no sábado:
"Se o sector vitivinícola não se mobilizar para contrariar esta tendência, a taxa actual (0,49 gramas por litro de sangue) será revista e "vai baixar significativamente" até ao final do ano."
Já o ministro da Agricultura Jaime Silva garantiu que não há qualquer proposta em cima da mesa para baixar a taxa de alcoolemia, tendo referido que:
"sobre este assunto há apenas três pessoas no País que têm uma palavra a dizer: ele próprio, o ministro da Administração Interna e o primeiro-ministro."
Entretanto, ouvi ontem o Secretário de Estado a dizer que não há dissonância no Governo e que a sua posição não é contraditória com a do Ministro da Agricultura.
Ora, das duas uma, ou o Secretário de Estado é iletrado e não percebe patavina de português ou então está a fazer de nós estúpidos.
Seja qual for a solução correcta, e apesar de não considerar o assunto uma prioridade nacional (quando falo em assunto refiro-me obviamente à discórdia governativa e não ao problema da sinistralidade), penso que o Eng.º Pinto de Sousa (aka José Sócrates) deveria pôr um ponto final da discussão, assumindo qual a posição do Governo na matéria.

Paridade e alternativa

Pelas palavras da deputada do BE o que parece mais grave é que só as mulheres tenham a obrigação de se esforçar e de passar a um exame de aptidão, segundo as suas palavras,. para serem escolhidas paras as listas. Para contrariar essa tendência sugere-se a lei da Paridade. Tradução: que a mulher também não seja avaliavada dentro do partido e que o partido fique obrigado a apresentar uma percentagem de mulheres nas suas listas. Consequências? Continuamos a ter maus políticos, senão piores. Alternativas? A AR pode optar por dar o poder aos eleitores de escolherem individualmente os seus deputados. Votam no partido e escolhem a ordem dos deputados da sua preferência. Esta alternativa é feita em alguns países da europa e tem a vantagem de aproximar os deputados aos seus eleitores.

Rir faz bem ao stress

A Joana e Angola

A Joana Amaral Dias, nos bichos, mostra o seu "espanto" face à pouco importância que os angolanos estão a dar à visita de José Sócrates e da sua comitiva a este país. Escreve que perante a falta de interesse da população, o sentimento crítico dos angolanos por Portugal e a enorme capacidade económica dos países que estão na linha da frente da reconstrução o melhor que Portugal poderia aspirar seria apostar “no campo da educação e da cultura” onde, para além da língua, os laços são (ainda?) fortes."
Ora, Angola é o país que mais vai crescer no próximo ano, sendo esperado uma taxa de crescimento de 25%, nos últimos dois anos esta taxa foi de 14%. Acresce ainda a responsabilidade que Portugal tem com o estado de Angola (incluído a desajeitada descolonização), os milhares de imigrantes, os interesses económicos das empresas portugueses. Parece que para a Joana, apesar de tudo, o melhor caminho seria fugir economicamente de Angola, desprezando as responsabilidades económicas e os lucros que daí advêm. É perante este pensamento que me sinto envergonhado de alguns portugueses, que perante a adversidade recusam lutar.
PS - E já agora. No campo da educação e da cultura está incluído isto? Que felicidade, Rodrigo!

O acidental encerra as portas

Como referi aqui, o acidental vai acabar no dia 8 de Aril, no seu segundo aniversário. Aposto que o Paulo vai dinamizar o blogue da Atlântico de forma a que a discussão se faça com base no revista. Aqui fica a minha aposta!

Eu acredito

terça-feira, abril 04, 2006

Mais uma dissidência?

Refira-se que os motivos da saída não são pessoais ou profissionais, mas sim políticos e académicos. O que seria se a Dra. Maria José Nogueira Pinto no CDS ou o Dr. Miguel Macedo no PSD saíssem dos seus partidos alegando motivos políticos? Logo à noite teríamos especiais de informação a discutir as crises internas dos respectivos partidos, vaticinando já os possíveis candidatos à liderança. Como se trata do BE, ninguém liga pois não interessa discutir a liderança do Anacleto. Discutir a sua saída seria o mesmo que pretender substituir o Ricardo Araújo Pereira nos Gatos Fedorentos, ou seja acabava a palhaçada que tanto nos faz rir.

o artefacto muito realista e extremamente bem apessoado da nandinha

[para a sujeita em causa (caso apareça por aqui) perceber o post vou escrevê-lo sem maiúsculas. espero que os nossos leitores habituais não levem a mal.]
depois de ter escrito este hino à cagonice, a nandinha presenteia-nos agora com mais esta pérola.
diz ela, entre outras coisas igualmente interessantes:
"isto das pessoas que fazem por nós o chamado trabalho doméstico é um assunto muito mas muito complicado.não podemos passar sem elas -- acreditem, já tentei -- mas também quase nunca podemos com elas. creio que elas sentem o mesmo em relação a nós, sendo que, para mal dos nossos pecados, a reciprocidade só se aplica à segunda asserção: é que essas pessoas parecem ter sempre outros pardieiros para limpar, varrer, engomar e dar brilho, e ao mínimo remoque põem-se a milhas."
até aqui tudo bem: depois da luta em prol dos coitadinhos dos homossexuais que querem assinar um contrato e vestir de branco para festejar a união, a nandinha decidiu agora encetar uma cruzada contra as sopeiras que são umas malandras que compram bróculos muito caros no corte inglés e que têm opinião (que nojo!).
a questão é que a nandinha não fica por aqui e decidiu partilhar com todos nós um segredo de uma "amiga":
"como a que aconteceu a uma amiga minha hoje de manhã: depois de um fim de semana muito bem sucedido em que uma noite foi passada na casa dela e outra na casa de outrém, quando meteu a chave na porta hoje de manhã (ou a meio do dia, não percebi bem), deu com a pessoa toda contente a vasculhar-lhe as intimidades mais recônditas, no caso um artefacto muito realista e extremamente bem apessoado que ela, nos transportes da alvorada de sábado, tinha perdido nas pregas do edredão. e que fez a pessoa? pôs-lhe aquilo debaixo da almofada, tipo dentinho de leite à espera de um milagre da fada madrinha."
confesso que não tenho palavras. um artefacto muito realista e extremamente bem apessoado!? que imagem bonita. só não percebi se a história da amiga era mesmo da amiga ou se, ao invés, será um auto-retrato do fim-de-semana da nossa insubstituível nandinha.
o senhor engenheiro que se cuide...

Maria José Morgado

Apesar do Governo ter querido dar um ar firme com a demissão de Santos Cabral (ou terá sido este a demitir-se?), a verdade é que o Ministro da Justiça Alberto Costa vai perdendo cada vez mais a face, não tendo, em minha opinião, condições para continuar à frente do Ministério. Já tinha gerido mal a questão das férias judiciais com os magistrados e agora não soube resolver o problema da PJ dentro de portas.
Cá para mim, muito embora não goste particularmente do estilo, quer parecer-me que a pessoa indicada para dirigir a polícia de investigação criminal será a Dra. Maria José Morgado (reparem que digo isto com grande dificuldade).
Não só porque me parece ser uma pessoa incorruptível, mas também pelo facto de ser alguém que não teria qualquer tipo de contemplações com o grande crime económico e com os políticos prevaricadores.
A referida senhora não está, aparentemente, comprometida politicamente com ninguém, pelo que poderia desempenhar o cargo de forma imparcial e isenta.
Esta minha opinião tem sido partilhada por muitos ao longo dos últimos anos, os quais são unânimes em considerá-la como uma das pessoas mais bem preparadas para as funções.
No entanto, e vá-se lá saber porque razão, os sucessivos Governos têm optado por outras soluções, quiça com medo dos estragos que a Dra. Maria José Morgado poderia fazer nos aparelhos partidários...
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