Sexta-feira, Maio 23, 2008
Corpo de Deus
O Infinito inunda-nos na trivialidade duma ponte. Pomos a vida em jogo perguntando-nos se vamos à missa, ou ao Alentejo. Já só temos uma vaga ideia de que alguém algures alhures deu a vida por nós. Teria, parece, poderes infinitos, mas, ainda assim, louco aos critérios do tempo, que parece que em tudo eram iguais aos deste tempo, aos do tempo de sempre, como é que está o tempo no Alentejo, se chover ficamos por cá e se calhar ainda vamos à missa, ainda assim achou que só nos salvava condenando-se. Condenando-se a descer, porque só descendo nos faria subir. Vou descer lá acima. Parece que passou então um fim-de-semana terrível, na Páscoa, não choveu, na Palestina raramente chove, mas o certo é que parecia que nunca mais acabava, uma cruz. Depois, felizmente, acabou em beleza, olhou a Morte de frente, agarrou-a pelo gasganete e perguntou-lhe onde está agora o teu poder e agora vou levá-los a todos comigo, debaixo da asa, lá para cima, para casa, vai levar-nos a todos com ele, lá para cima, para casa, como um pastor, mas nós ainda não dissemos se vamos com ele para casa, lá para cima. Depende de como estiver o tempo lá em baixo no Alentejo.Quarta-feira, Maio 21, 2008
Não há jantares grátis. A “Política Externa Portuguesa”

Recebi há dias um “convite” via e-mail do Lisbon International Club, para mediante o pagamento de 55 euros, ter o direito a participar num jantar ao qual se seguirá uma palestra do nosso Ministro dos Negócios Estrangeiros, o dr. Luís Amado, que irá dissertar sobre a “Política Externa Portuguesa”. As aspas não são minhas. São do convite e ficam muito bem.
Realmente deve valer muito a pena pagar 55 euros (para não sócios do Clube como eu), para ouvir o senhor ministro - aquele que disse que o Governo não recebeu o Dalai Lama “por razões óbvias”, e que depois levou uma chapelada da Chanceler Alemã, do Presidente Francês e até do Presidente dos EUA, que não só o receberam como o distinguiram com títulos honoríficos – dissertar acerca de uma não política, que no fundo só se resume a negócios, sempre em nome do interesse nacional, claro está, senão vejamos:
i) Estamos a falar da “política externa portuguesa” que levou o nosso PM à Rússia, para fechar mais uns negócios e dizer alto e em bom som, que a Rússia, (“imprensa livre” a Anna Poltikovskay, e o Alexander Litvinenko que o digam, da guerra suja da Chechénia, e da destabilização da Ucrânia e da Geórgia, dos oligarcas das “eleições livres e transparentes”, e da nada tem a apreender com ninguém acerca de direitos humanos! É caso para perguntar o que é que o eng. Sócrates anda a fumar a bordo dos aviões da TAP?
ii) A política externa portuguesa que fechou as portas ao Dalai Lama para não beliscar a China, outro fantástico regime com quem Portugal tem grandes interesses “em jogo”, mas que convida (e depois este ministro desconvida), o criminoso do Mugabe, entre outros para participar na Cimeira Europa-África que mais não foi que um dispendiosos certame (odeio esta palavra mas acho que aqui fica bem), absolutamente inconsequente, onde aquilo que era importante discutir, o Zimbabué, a Somália ou o Genocídio do Darfur, passaram ao lado não fosse alguém ficar mal na fotografia. Enfim, foi mais um fait diverts para autocratas e ditadores africanos, ricos em recursos naturais, se legitimaram um pouco junto da “EU dos direitos humanos”, e consequentemente para mais uma vez, pôr Lisboa e a presidência portuguesa do UE, a abrir dos noticiários internacionais, durante um fim de semana que seja.
Contudo, em termos de negócios, a coisa não correu lá muito bem, pelo menos que se saiba. O Khadafi, limitou-se a dar uma palestra ininteligível na Universidade de Lisboa, e depois mandou desarmar a tenda e seguiu directamente para Paris onde fechou negócios bilionários com Sarkozy.
iii) A “política externa portuguesa” que leva o governo a assobiar para o lado quando os pasquins do regime angolano insultam o Mário Soares e a nossa democracia, (Devem ter lido aquele estudo internacional que classificou a democracia portuguesa abaixo de cão), depois do Bob Geldof a convite do BES, ter constatado o óbvio. Mas como o José Eduardo dos Santos já manda na GALP e no BCP, temos mais é que estar caladinhos, e ai de quem sequer pense em mencionar CABINDA!
iv) A “política externa portuguesa” que leva o nosso primeiro ministro e uns empresários portugueses a prestarem-se a entrar no triste e inarrável “show Chávez”, o maior aliado das FARC e um dos maiores do Irão, dias depois de este ter insultado a Chanceler Ângela Merkel e toda a direita alemã, dizendo que pertencem à mesma direita que elegeu Hitler. É o preço a pagar por uma diplomacia de negócios, “do doa a quem doer”.
Com tantos ilustres amigos, digo aliados produtores de petróleo, bem que o "próximo presidente da OPEP deveria ser Português", para citar o nosso Dalai Lima aqui mais abaixo.
v) Relativamente ao Tratado de Lisboa, o melhor é o Ministro não dizer nada, antes de mais porque não se trata de política externa, mas de integração europeia, e segundo, porque pelo que eu entendi, o mesmo a ser aprovado, irá esvaziar ainda mais qualquer papel que o MNE possa ter a nível de “política externa portuguesa”, em benefício de uma política externa Europeia, seja lá o que isso for.
Já estou como o Miguel Sousa Tavares, fechem o MNE, e deixem que a EU, o Ministério da Economia e o PM tratem dos negócios e dos interesses nacionais claro, como têm vindo a fazer até aqui.
Já agora aproveito para sugerir que o Palácio das Necessidades seja transformado num museu da diplomacia nacional, ou coisa do género, e que os seus jardins sejam abertos ao público, seria mais barato e útil ao país e aos lisboetas.
O (não) evento será dia 29 de Maio.
Realmente deve valer muito a pena pagar 55 euros (para não sócios do Clube como eu), para ouvir o senhor ministro - aquele que disse que o Governo não recebeu o Dalai Lama “por razões óbvias”, e que depois levou uma chapelada da Chanceler Alemã, do Presidente Francês e até do Presidente dos EUA, que não só o receberam como o distinguiram com títulos honoríficos – dissertar acerca de uma não política, que no fundo só se resume a negócios, sempre em nome do interesse nacional, claro está, senão vejamos:
i) Estamos a falar da “política externa portuguesa” que levou o nosso PM à Rússia, para fechar mais uns negócios e dizer alto e em bom som, que a Rússia, (“imprensa livre” a Anna Poltikovskay, e o Alexander Litvinenko que o digam, da guerra suja da Chechénia, e da destabilização da Ucrânia e da Geórgia, dos oligarcas das “eleições livres e transparentes”, e da nada tem a apreender com ninguém acerca de direitos humanos! É caso para perguntar o que é que o eng. Sócrates anda a fumar a bordo dos aviões da TAP?
ii) A política externa portuguesa que fechou as portas ao Dalai Lama para não beliscar a China, outro fantástico regime com quem Portugal tem grandes interesses “em jogo”, mas que convida (e depois este ministro desconvida), o criminoso do Mugabe, entre outros para participar na Cimeira Europa-África que mais não foi que um dispendiosos certame (odeio esta palavra mas acho que aqui fica bem), absolutamente inconsequente, onde aquilo que era importante discutir, o Zimbabué, a Somália ou o Genocídio do Darfur, passaram ao lado não fosse alguém ficar mal na fotografia. Enfim, foi mais um fait diverts para autocratas e ditadores africanos, ricos em recursos naturais, se legitimaram um pouco junto da “EU dos direitos humanos”, e consequentemente para mais uma vez, pôr Lisboa e a presidência portuguesa do UE, a abrir dos noticiários internacionais, durante um fim de semana que seja.
Contudo, em termos de negócios, a coisa não correu lá muito bem, pelo menos que se saiba. O Khadafi, limitou-se a dar uma palestra ininteligível na Universidade de Lisboa, e depois mandou desarmar a tenda e seguiu directamente para Paris onde fechou negócios bilionários com Sarkozy.
iii) A “política externa portuguesa” que leva o governo a assobiar para o lado quando os pasquins do regime angolano insultam o Mário Soares e a nossa democracia, (Devem ter lido aquele estudo internacional que classificou a democracia portuguesa abaixo de cão), depois do Bob Geldof a convite do BES, ter constatado o óbvio. Mas como o José Eduardo dos Santos já manda na GALP e no BCP, temos mais é que estar caladinhos, e ai de quem sequer pense em mencionar CABINDA!
iv) A “política externa portuguesa” que leva o nosso primeiro ministro e uns empresários portugueses a prestarem-se a entrar no triste e inarrável “show Chávez”, o maior aliado das FARC e um dos maiores do Irão, dias depois de este ter insultado a Chanceler Ângela Merkel e toda a direita alemã, dizendo que pertencem à mesma direita que elegeu Hitler. É o preço a pagar por uma diplomacia de negócios, “do doa a quem doer”.
Com tantos ilustres amigos, digo aliados produtores de petróleo, bem que o "próximo presidente da OPEP deveria ser Português", para citar o nosso Dalai Lima aqui mais abaixo.
v) Relativamente ao Tratado de Lisboa, o melhor é o Ministro não dizer nada, antes de mais porque não se trata de política externa, mas de integração europeia, e segundo, porque pelo que eu entendi, o mesmo a ser aprovado, irá esvaziar ainda mais qualquer papel que o MNE possa ter a nível de “política externa portuguesa”, em benefício de uma política externa Europeia, seja lá o que isso for.
Já estou como o Miguel Sousa Tavares, fechem o MNE, e deixem que a EU, o Ministério da Economia e o PM tratem dos negócios e dos interesses nacionais claro, como têm vindo a fazer até aqui.
Já agora aproveito para sugerir que o Palácio das Necessidades seja transformado num museu da diplomacia nacional, ou coisa do género, e que os seus jardins sejam abertos ao público, seria mais barato e útil ao país e aos lisboetas.
O (não) evento será dia 29 de Maio.
Tá bem, pá! Venha o passe social!

A Quercus propõe 10 medidas fundamentais para a mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa. Entre elas, ressalto esta:
O Sindicato dos Altos Executivos Automobilizados não rejeita liminarmente a ideia de passar a poder contar também com um civilizado chauffer. E aceita até trocar o direito ao bólide pelo passe social... assim os transportes públicos disponham de classe executiva...
Terça-feira, Maio 20, 2008
A Minha Gaja

Ao assistir às prestações televisivas daquela que se propõe resgatar o partido do meu coração, sinto-me percorrido por um frémito de entusiasmo semelhante ao de um egípcio que acorda envolto em ligaduras dentro dum sarcófago no fundo duma pirâmide. Ver-lhe estampados no rosto aqueles sintomas evidentes de gastroentrite crónica feminina galvaniza-me para os combates que aí vêm com o mesmo entusiasmo com que um peru aguarda o Natal.
E no entanto.
Ela é a única Esperança que nos resta, como dizia a tribo de antropófagos ao acabar a última freira do caldeirão.
Agora é a sério.
Agora, já não podemos contar com o Dr. Santana Lopes. Não apenas por ele não saber provavelmente contar até mais do que três, mas porque ele já não é o idiota útil que nos diz que depois dele só pode vir coisa melhor.
Agora, temos de contar com o Dr. Passos Coelho. Fotogénico, telegénico, transgénico, liberal. Agradável de ouvir, convenhamos. Com umas ideias fracturantes, embora já um pouco vistas, como o casamento gay. Com umas propostas liberais, para nos libertar do insustentável peso do Estado. E feito da mesma massa de que vamos todos sendo feitos, tiradinhos do molde e passadinhos pela estufa, com um brilhozinho vidrado nos olhos. Bem sucedidos na vida, bem falantes, com uma gravata azul eléctrica e um padrinho chamado ângelo, capazes de inspirar no semelhante a fé na concretização dos seus dele ideais de vida, como um empregozinho na Câmara de Vinhais. O homem arrisca-se a ganhar o partido. E depois, porque não ganhar ao engenheiro? O seu é o limite. E tudo vai sendo possível neste país triste onde quem não é ordinário é extraordinário.
Eu, tenho apenas a minha Manuela. Ergo-a como um facho a arder na noite escura. Por enquanto não sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios, mas lá hei-de chegar. Um homem aprende a amar a sua gaja. Se for ela a escolhida, apesar de tudo, para guiar o país, por aquela trupe de saloios tachistas, comandados por caciques que têm uma representação da Vodafone no Portugal profundo, que decidem os destinos do partido, logo da Nação, logo o meu, nas directas. Tenho de esperar, e ter esperança. Só não vou atrás do que me dizem alguns com olhos doces. Preferia mil vezes escorregar nos becos lamacentos.
E no entanto.
Ela é a única Esperança que nos resta, como dizia a tribo de antropófagos ao acabar a última freira do caldeirão.
Agora é a sério.
Agora, já não podemos contar com o Dr. Santana Lopes. Não apenas por ele não saber provavelmente contar até mais do que três, mas porque ele já não é o idiota útil que nos diz que depois dele só pode vir coisa melhor.
Agora, temos de contar com o Dr. Passos Coelho. Fotogénico, telegénico, transgénico, liberal. Agradável de ouvir, convenhamos. Com umas ideias fracturantes, embora já um pouco vistas, como o casamento gay. Com umas propostas liberais, para nos libertar do insustentável peso do Estado. E feito da mesma massa de que vamos todos sendo feitos, tiradinhos do molde e passadinhos pela estufa, com um brilhozinho vidrado nos olhos. Bem sucedidos na vida, bem falantes, com uma gravata azul eléctrica e um padrinho chamado ângelo, capazes de inspirar no semelhante a fé na concretização dos seus dele ideais de vida, como um empregozinho na Câmara de Vinhais. O homem arrisca-se a ganhar o partido. E depois, porque não ganhar ao engenheiro? O seu é o limite. E tudo vai sendo possível neste país triste onde quem não é ordinário é extraordinário.
Eu, tenho apenas a minha Manuela. Ergo-a como um facho a arder na noite escura. Por enquanto não sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios, mas lá hei-de chegar. Um homem aprende a amar a sua gaja. Se for ela a escolhida, apesar de tudo, para guiar o país, por aquela trupe de saloios tachistas, comandados por caciques que têm uma representação da Vodafone no Portugal profundo, que decidem os destinos do partido, logo da Nação, logo o meu, nas directas. Tenho de esperar, e ter esperança. Só não vou atrás do que me dizem alguns com olhos doces. Preferia mil vezes escorregar nos becos lamacentos.
Sexta-feira, Maio 16, 2008
Pensamentos do Dalai Lima «'9'9,nbkjyt3e
«É verdade, fui fazer xi-xi enquanto o avião levantava voo. Mas estava mesmo a apetecer-me, e sempre fiz isto nos aviões, e não sabia que a lei não permitia, e além disso não fui só eu, havia mais na casa-de-banho comigo, por exemplo o Sr. Ministro Manuel Pinho. De qualquer maneira, a questão não se coloca, porque acabo de tomar a decisão de nunca mais fazer xi-xi na vida!...» - Primeiro-Ministro José Sócrates, sobre a sua viagem de avião à Venezuela.
Quinta-feira, Maio 15, 2008
Justiça é desigualdade, igualdade é injustiça
Opressão socialista (34); Rapto da Europa (36)
A redoma da opressão socialista em que vivemos leva-nos, mesmo sem querermos, a alterar hábitos, comportamentos e, ainda mais grave, o pensamento. Está instalada a ideia de que igualdade é sinónimo de justiça, normalmente justiça social. E que a igualdade deve ser um dos objectivos a atingir pela nossa sociedade. Quem é que não se lembra logo da pobreza e das diferentes condições de vida de africanos e europeus. Após anos de propaganda neste sentido somos quase todos levados a pensar assim. Do mesmo modo, existe a ideia, materialista e socialista, de que quem tem mais dinheiro é obrigatóriamente mais feliz ou mais realizado. O exemplo para nos convencer é comparar os infelizes africanos e os felizes europeus, como se essas generalizações fossem os únicos estados existentes à face da Terra. A táctica socialista para implementar estas ideias tem sido muito simples: Transformar igualdades em direitos e legalizá-las, aproveitando a "igualdade perante a lei" necessária ao funcionamento justo das sociedades.
Mas se pensarmos um pouco mais e não nos limitarmos ás ideias que o pensamento político correcto da esquerda já entranhou nas nossas cabeças, fácilmente concluimos que igualdade é sinónimo de injustiça e não de justiça. Quem defende a igualdade, está a defender a injustiça entre os seres humanos. Não me refiro obviamente á igualdade perante Deus, essa é do Criador, não é inventada pelo Homem. Nem à igualdade perante a lei, essa é necessária para o funcionamento ordenado das sociedades e admite excepções. Refiro-me ás igualdades que a opressão socialista nos impinge diariamente. Igualdade é injustiça porque contraria a diversidade que existe entre os seres humanos. Todos somos diferentes, logo desiguais. Manter esta desigualdade natural deve ser um objectivo para o ser humano e não o contrário (houve, entre os socialistas, quem já tivesse entendido isto e passasse a defender o novo e igualmente ridículo chavão "igualdade na diversidade").
Vem isto a propósito de dois exemplos das notícias de ontem. O primeiro refere-se aos salários dos gestores. As "luminárias" da União Europeia lembraram-se agora que era inaceitável que os gestores usufruissem de grandes regalias enquanto existem pessoas com dificuldade em ter dinheiro para comer. Imoral, dirão alguns que não têm preocupações em usar uma palavra tão políticamente incorrecta. As referidas "luminárias" não chegaram ao exagero comunista do "salário igual para todos" mas esta é uma óptima oportunidade para ter a UE a afirmar-se junto das pessoas ao interferir na sua vida pacata e honesta. A ideia base é que existe demasiada desigualdade para o gosto deles. E como associam desigualdade a injustiça, está justificado o ataque aos gestores. Se alguém lhes perguntar qual é então o nível de desigualdade salarial aceitável não saberão responder, pois não têm nenhum critério para o aferir. Mas não conseguem separar os salários dos gestores das más condições de vida de algumas pessoas, relativizando os conceitos como a cartilha socialista nos ensina. Implicita está também a ideia, fundamentalmente errada, que o que os gestores ganham a mais é tirado aos que têm dificuldades económicas. Se os gestores ganharem menos, os probres ganham mais porque o "bolo" é sempre o mesmo.
Da mesma forma, o Grupo Leya pretende instalar pavilhões diferentes na Feira do Livro de Lisboa. Ignomínia, diz a APEL, diferentes???? Que horror!. Uma associação que depende de subsídios públicos acha-se logo no direito de querer impor a igualdade entre os pavilhões porque isso é que é justiça. O Grupo Leya é supostamente controlado por um gestor sem escrúpulos, daqueles com o charuto na boca, que teve o desfasamento de comprar editoras, o ninho por excelência dos intelectuais retrógados que defendem a igualdade. As reacções do mais puro basismo de editores e escritores contra Paes do Amaral têm aparecido abundantemente nos jornais. Mas este gestor representa apenas a diferença e é justo que o deixem demonstrà-la.
A verdadeira justiça traduz o sentimento de que quem trabalha mais e tem mais responsabilidade deve ganhar mais, ou seja justiça é desigualdade. A diferença (não é só a racial) deve ser acarinhada e estimulada. Por isso, é, por definição, justo que o Grupo Leya tenha pavilhões diferentes na Feira do Livro.
A redoma da opressão socialista em que vivemos leva-nos, mesmo sem querermos, a alterar hábitos, comportamentos e, ainda mais grave, o pensamento. Está instalada a ideia de que igualdade é sinónimo de justiça, normalmente justiça social. E que a igualdade deve ser um dos objectivos a atingir pela nossa sociedade. Quem é que não se lembra logo da pobreza e das diferentes condições de vida de africanos e europeus. Após anos de propaganda neste sentido somos quase todos levados a pensar assim. Do mesmo modo, existe a ideia, materialista e socialista, de que quem tem mais dinheiro é obrigatóriamente mais feliz ou mais realizado. O exemplo para nos convencer é comparar os infelizes africanos e os felizes europeus, como se essas generalizações fossem os únicos estados existentes à face da Terra. A táctica socialista para implementar estas ideias tem sido muito simples: Transformar igualdades em direitos e legalizá-las, aproveitando a "igualdade perante a lei" necessária ao funcionamento justo das sociedades.
Mas se pensarmos um pouco mais e não nos limitarmos ás ideias que o pensamento político correcto da esquerda já entranhou nas nossas cabeças, fácilmente concluimos que igualdade é sinónimo de injustiça e não de justiça. Quem defende a igualdade, está a defender a injustiça entre os seres humanos. Não me refiro obviamente á igualdade perante Deus, essa é do Criador, não é inventada pelo Homem. Nem à igualdade perante a lei, essa é necessária para o funcionamento ordenado das sociedades e admite excepções. Refiro-me ás igualdades que a opressão socialista nos impinge diariamente. Igualdade é injustiça porque contraria a diversidade que existe entre os seres humanos. Todos somos diferentes, logo desiguais. Manter esta desigualdade natural deve ser um objectivo para o ser humano e não o contrário (houve, entre os socialistas, quem já tivesse entendido isto e passasse a defender o novo e igualmente ridículo chavão "igualdade na diversidade").
Vem isto a propósito de dois exemplos das notícias de ontem. O primeiro refere-se aos salários dos gestores. As "luminárias" da União Europeia lembraram-se agora que era inaceitável que os gestores usufruissem de grandes regalias enquanto existem pessoas com dificuldade em ter dinheiro para comer. Imoral, dirão alguns que não têm preocupações em usar uma palavra tão políticamente incorrecta. As referidas "luminárias" não chegaram ao exagero comunista do "salário igual para todos" mas esta é uma óptima oportunidade para ter a UE a afirmar-se junto das pessoas ao interferir na sua vida pacata e honesta. A ideia base é que existe demasiada desigualdade para o gosto deles. E como associam desigualdade a injustiça, está justificado o ataque aos gestores. Se alguém lhes perguntar qual é então o nível de desigualdade salarial aceitável não saberão responder, pois não têm nenhum critério para o aferir. Mas não conseguem separar os salários dos gestores das más condições de vida de algumas pessoas, relativizando os conceitos como a cartilha socialista nos ensina. Implicita está também a ideia, fundamentalmente errada, que o que os gestores ganham a mais é tirado aos que têm dificuldades económicas. Se os gestores ganharem menos, os probres ganham mais porque o "bolo" é sempre o mesmo.
Da mesma forma, o Grupo Leya pretende instalar pavilhões diferentes na Feira do Livro de Lisboa. Ignomínia, diz a APEL, diferentes???? Que horror!. Uma associação que depende de subsídios públicos acha-se logo no direito de querer impor a igualdade entre os pavilhões porque isso é que é justiça. O Grupo Leya é supostamente controlado por um gestor sem escrúpulos, daqueles com o charuto na boca, que teve o desfasamento de comprar editoras, o ninho por excelência dos intelectuais retrógados que defendem a igualdade. As reacções do mais puro basismo de editores e escritores contra Paes do Amaral têm aparecido abundantemente nos jornais. Mas este gestor representa apenas a diferença e é justo que o deixem demonstrà-la.
A verdadeira justiça traduz o sentimento de que quem trabalha mais e tem mais responsabilidade deve ganhar mais, ou seja justiça é desigualdade. A diferença (não é só a racial) deve ser acarinhada e estimulada. Por isso, é, por definição, justo que o Grupo Leya tenha pavilhões diferentes na Feira do Livro.
Quarta-feira, Maio 14, 2008
Desacordos ortográficos
Opressão socialista (33)
Na próxima 6ª feira vota-se a alteração ao acordo ortográfico para a língua portuguesa. Trata-se, na sua essência, de um debate sem conteúdo. Exemplar é a crónica de hoje de Rui Tavares, no Público. Consegue encher três colunas sem dizer porque razão concorda com o acordo, apesar de intitular a referida crónica "Uma boa decisão". Limita-se a referir clichés entre os quais se encontra o extraordinário "Sem o acordo ortográfico o Mundo acabaria por seguir naturalmente a norma brasileira, considerando o crescente peso demográfico e económico do Brasil". Isso aconteceria porque Rui Tavares quer. Mas como Rui Tavares é mais uma "luminária" que enche as páginas dos jornais, assine-se o acordo. São estes debates pífios, pagos pelo Eng. Belmiro e outros que tais, e indirectamente por nós, que animam as hostes lusitanas e as fazem esquecer das agruras do dia-a-dia.
Eu manifestei-me contra o acordo porque não vou em aberrações socialistas e escrevo e escreverei como me ensinaram, não como a maioria socialista quer. Se também o quiser fazer vote aqui.
Na próxima 6ª feira vota-se a alteração ao acordo ortográfico para a língua portuguesa. Trata-se, na sua essência, de um debate sem conteúdo. Exemplar é a crónica de hoje de Rui Tavares, no Público. Consegue encher três colunas sem dizer porque razão concorda com o acordo, apesar de intitular a referida crónica "Uma boa decisão". Limita-se a referir clichés entre os quais se encontra o extraordinário "Sem o acordo ortográfico o Mundo acabaria por seguir naturalmente a norma brasileira, considerando o crescente peso demográfico e económico do Brasil". Isso aconteceria porque Rui Tavares quer. Mas como Rui Tavares é mais uma "luminária" que enche as páginas dos jornais, assine-se o acordo. São estes debates pífios, pagos pelo Eng. Belmiro e outros que tais, e indirectamente por nós, que animam as hostes lusitanas e as fazem esquecer das agruras do dia-a-dia.
Eu manifestei-me contra o acordo porque não vou em aberrações socialistas e escrevo e escreverei como me ensinaram, não como a maioria socialista quer. Se também o quiser fazer vote aqui.
Etiquetas: Acordo ortográfico., Público
Terça-feira, Maio 13, 2008
Mais uma "espadeirada" no Maio de 68
Ainda o Maio de 68
por João Carlos Espada
in Expresso, 10/5/2008
A crítica que aqui publiquei na semana passada ao arcaísmo do Maio de 68 valeu-me uma enxurrada de «mails», dominantemente discordantes, que acabaram por fechar a minha caixa de correio. Agradeço aos críticos e peço desculpa aos que eventualmente não tenha conseguido responder. Mas mantenho o meu ponto de vista: uma crítica ao espírito revolucionário de 68, não em nome da estagnação ou do passado, mas em nome da superioridade da mudança gradual, local e descentralizada, numa palavra, não-autoritária. E mantenho a minha acusação de autoritarismo dirigida ao Maio de 68.
Julgo que vale a pena observar a ligação entre esta preferência pela evolução descentralizada e a crítica à ideia de revolução. A revolução supõe uma certa crença na possibilidade de mudar centralmente as coisas para melhor. Mas a preferência pelos arranjos locais, em regime de liberdade, contém um grande cepticismo relativamente a planos centrais, logo, por maioria de razão, a mudanças revolucionariamente dirigidas.
Não existe aqui nenhuma animosidade intrínseca relativamente à mudança, mas apenas à mudança centralmente, ou externamente, desenhada. Nos arranjos locais existe um permanente diálogo entre tradição e mudança, não existe apenas tradição. Só que esse diálogo é ditado pelas conveniências internas de quem vive e conhece as circunstâncias locais - não é ditado por planificadores externos ou por visões abstractas acerca de um futuro radioso.
Um conhecido ditado inglês - «an Englishman’s home is his castle - exprime muito bem esta ideia de mudança gradual e descentralizada. Se a casa de um inglês é o seu castelo, isso quer dizer basicamente que ninguém deve intrometer-se na sua casa. Mas não está dito que essa casa permanecerá igual para todo o sempre. O que está dito é que cada um saberá encontrar as mudanças necessárias para tornar a sua casa mais conveniente, mais confortável; e que não aceitará que essas mudanças sejam centralmente ou externamente dirigidas por visionários vanguardistas, ou, já agora, por arquitectos autoritários.
O Maio de 68 julgou exprimir uma disposição profundamente progressista e favorável à liberdade. Mas, ao preconizar mudanças globais revolucionárias, em vez da redução da uniformização centralmente desenhada, acabou por alimentar os defeitos autoritários que disse combater. Um ponto pode todavia ser acrescentado a seu favor: o Maio de 68 permitiu a vários dos seus protagonistas confrontarem-se com este paradoxo e, por causa disso, permitiu-lhes libertarem-se da ilusão revolucionária. Lamento ter de dizer, no entanto, que não há nada de muito inovador nessa descoberta.
por João Carlos Espada
in Expresso, 10/5/2008
A crítica que aqui publiquei na semana passada ao arcaísmo do Maio de 68 valeu-me uma enxurrada de «mails», dominantemente discordantes, que acabaram por fechar a minha caixa de correio. Agradeço aos críticos e peço desculpa aos que eventualmente não tenha conseguido responder. Mas mantenho o meu ponto de vista: uma crítica ao espírito revolucionário de 68, não em nome da estagnação ou do passado, mas em nome da superioridade da mudança gradual, local e descentralizada, numa palavra, não-autoritária. E mantenho a minha acusação de autoritarismo dirigida ao Maio de 68.
Julgo que vale a pena observar a ligação entre esta preferência pela evolução descentralizada e a crítica à ideia de revolução. A revolução supõe uma certa crença na possibilidade de mudar centralmente as coisas para melhor. Mas a preferência pelos arranjos locais, em regime de liberdade, contém um grande cepticismo relativamente a planos centrais, logo, por maioria de razão, a mudanças revolucionariamente dirigidas.
Não existe aqui nenhuma animosidade intrínseca relativamente à mudança, mas apenas à mudança centralmente, ou externamente, desenhada. Nos arranjos locais existe um permanente diálogo entre tradição e mudança, não existe apenas tradição. Só que esse diálogo é ditado pelas conveniências internas de quem vive e conhece as circunstâncias locais - não é ditado por planificadores externos ou por visões abstractas acerca de um futuro radioso.
Um conhecido ditado inglês - «an Englishman’s home is his castle - exprime muito bem esta ideia de mudança gradual e descentralizada. Se a casa de um inglês é o seu castelo, isso quer dizer basicamente que ninguém deve intrometer-se na sua casa. Mas não está dito que essa casa permanecerá igual para todo o sempre. O que está dito é que cada um saberá encontrar as mudanças necessárias para tornar a sua casa mais conveniente, mais confortável; e que não aceitará que essas mudanças sejam centralmente ou externamente dirigidas por visionários vanguardistas, ou, já agora, por arquitectos autoritários.
O Maio de 68 julgou exprimir uma disposição profundamente progressista e favorável à liberdade. Mas, ao preconizar mudanças globais revolucionárias, em vez da redução da uniformização centralmente desenhada, acabou por alimentar os defeitos autoritários que disse combater. Um ponto pode todavia ser acrescentado a seu favor: o Maio de 68 permitiu a vários dos seus protagonistas confrontarem-se com este paradoxo e, por causa disso, permitiu-lhes libertarem-se da ilusão revolucionária. Lamento ter de dizer, no entanto, que não há nada de muito inovador nessa descoberta.
Coisas que eu gostaria de ter escrito: CORROMPER UM ÁRBITRO É UMA ESPÉCIE DE AMOR
"(...) O DN ouviu na quinta-feira Guilherme Aguiar sobre o papel que Pinto da Costa pode vir a desempenhar na SAD, e o ex-dirigente do FC Porto foi claríssimo: "Esta é uma suspensão de actividade igual às que se destinam aos jogadores quando são suspensos por um ou dois jogos. Não podem jogar, mas podem treinar." E quanto aos 50 mil euros que ele recebe mensalmente? É para pagar: "Os jogadores também continuam a receber." Ora aqui está uma bela comparação. Para Guilherme Aguiar, corromper um árbitro é assim como enfiar uma canelada num adversário, ir para a rua, e ficar uns jogos de fora. Um acidente de percurso, portanto. Uma entrada violenta, no máximo. Coisas do futebol.
Suponho que a maior parte dos sócios do Porto considere uma de duas coisas. 1) Que tudo isto não passa de uma cabala contra o líder dos dragões patrocinada pelo Benfica. 2) Que as actividades ilícitas do seu presidente são apenas mais uma manifestação de inabalável portismo. Afinal, Pinto da Costa e o FC Porto confundem- -se numa história de inegável sucesso desportivo. Mas a complacência com a corrupção é um espinho que infecta todo o futebol português. A verdade é que ninguém realmente acredita que a viciação de resultados tenha começado na época de 2003/2004. Aliás, pagar para ajudar o Porto em 2004 - para quem não se recorda, a época áurea de José Mourinho, que acabou com a conquista da Taça dos Campeões - é tão absurdo quanto Francis Obikwelu subornar um coxo para lhe conseguir ganhar numa corrida de 100 metros. Simplesmente, quando é longa e vasta a tradição de trafulhice, os maus hábitos custam a morrer. E nesse singular ecossistema chamado futebol, ainda há quem ache que corromper é apenas uma forma - um pouco atrevida, vá lá - de manifestar o amor a um clube. Em vez de se enrolar um cachecol ao pescoço de um adepto, enrola-se uma prostituta ao pescoço de um árbitro. Faz alguma diferença? Se Pinto da Costa se mantiver à frente do FC Porto é porque, lá no fundo, no fundo, não faz."
João Manuel Tavares no DN de hoje.
Jorge Nuno Pinto da Costa está há decadas à frente do FCP, e a Liga chama "Apito Final" a um caso referente à epoca de 2003/04, que tem como resultado prático aquilo que se sabe... Chama-se a isto branqueamento.
Suponho que a maior parte dos sócios do Porto considere uma de duas coisas. 1) Que tudo isto não passa de uma cabala contra o líder dos dragões patrocinada pelo Benfica. 2) Que as actividades ilícitas do seu presidente são apenas mais uma manifestação de inabalável portismo. Afinal, Pinto da Costa e o FC Porto confundem- -se numa história de inegável sucesso desportivo. Mas a complacência com a corrupção é um espinho que infecta todo o futebol português. A verdade é que ninguém realmente acredita que a viciação de resultados tenha começado na época de 2003/2004. Aliás, pagar para ajudar o Porto em 2004 - para quem não se recorda, a época áurea de José Mourinho, que acabou com a conquista da Taça dos Campeões - é tão absurdo quanto Francis Obikwelu subornar um coxo para lhe conseguir ganhar numa corrida de 100 metros. Simplesmente, quando é longa e vasta a tradição de trafulhice, os maus hábitos custam a morrer. E nesse singular ecossistema chamado futebol, ainda há quem ache que corromper é apenas uma forma - um pouco atrevida, vá lá - de manifestar o amor a um clube. Em vez de se enrolar um cachecol ao pescoço de um adepto, enrola-se uma prostituta ao pescoço de um árbitro. Faz alguma diferença? Se Pinto da Costa se mantiver à frente do FC Porto é porque, lá no fundo, no fundo, não faz."
João Manuel Tavares no DN de hoje.
Jorge Nuno Pinto da Costa está há decadas à frente do FCP, e a Liga chama "Apito Final" a um caso referente à epoca de 2003/04, que tem como resultado prático aquilo que se sabe... Chama-se a isto branqueamento.
A propósito do Cónego Melo
Em resposta aos comentários do José Luís e do Joel (aqui):
A presunção de inocência serve apenas para quando dá jeito, ou melhor, quando se fala daquela canalha de esquerda que o pseudo-intelectualismo ocidental tanto gosta de promover. Ilustrativo é o caso do Aquilino Ribeiro, recentemente transladado para o Panteão Nacional como herói nacional depois de ter conspirado e atentado contra o Rei.
Já o Cónego Melo, não. È um assassino nato que, haja provas ou não, isso é irrelevante, matou o Padre Max e amiga. E matou porque está escrito que foi assim, como está escrito que Salazar matou Humberto Delgado e que os nazis mataram oficiais polacos em Katyn. São as "sagradas escrituras" da esquerda, passe a blasfémia.
Mas como eu não vivo em função do que a esquerda diz, Viva o Cónego Melo! Foi um dos que mais incentivou assaltos ás sedes do PCP no Norte do país e a quem devemos agradecer o facto de hoje vivermos num país livre. Não fora a acção da Igreja e a reacção do Norte e hoje teriamos o Saramago a censurar este blog. Nunca se esqueçam disto, meus amigos.
O Cónego Melo nunca faria o 25 de Abril. Mas sem ele não haveria 25 de Novembro. E a transicção para a democracia não começou e acabou a 25 de Abril. Começou a 25 de Abril de 1974 e terminou a 25 de Novembro de 1975. Faça-se a estátua.
A presunção de inocência serve apenas para quando dá jeito, ou melhor, quando se fala daquela canalha de esquerda que o pseudo-intelectualismo ocidental tanto gosta de promover. Ilustrativo é o caso do Aquilino Ribeiro, recentemente transladado para o Panteão Nacional como herói nacional depois de ter conspirado e atentado contra o Rei.
Já o Cónego Melo, não. È um assassino nato que, haja provas ou não, isso é irrelevante, matou o Padre Max e amiga. E matou porque está escrito que foi assim, como está escrito que Salazar matou Humberto Delgado e que os nazis mataram oficiais polacos em Katyn. São as "sagradas escrituras" da esquerda, passe a blasfémia.
Mas como eu não vivo em função do que a esquerda diz, Viva o Cónego Melo! Foi um dos que mais incentivou assaltos ás sedes do PCP no Norte do país e a quem devemos agradecer o facto de hoje vivermos num país livre. Não fora a acção da Igreja e a reacção do Norte e hoje teriamos o Saramago a censurar este blog. Nunca se esqueçam disto, meus amigos.
O Cónego Melo nunca faria o 25 de Abril. Mas sem ele não haveria 25 de Novembro. E a transicção para a democracia não começou e acabou a 25 de Abril. Começou a 25 de Abril de 1974 e terminou a 25 de Novembro de 1975. Faça-se a estátua.






