sábado, setembro 06, 2008

Publicações e comunicação social de direita: precisam-se urgentemente

Dislates de imprensa (12)

Estou numa conferência de economistas e psicòlogos e assisti ontem a uma interessante apresentação sobre a influência dos media nos eleitores. O conferencista demonstrou, empiricamente, que o canal Fox News, de índole conservadora, teve impacto na votação dos americanos em 2000 e 2004. Para isso comparou pares de cidades vizinhas por todo os EUA em que, em cada par, uma acedeu à Fox via cabo antes das eleições e outra não. Os resultados mostram que aquelas cidade que tiveram acesso à Fox News passaram a escolher mais os candidatos republicanos em comparação com as eleições anteriores.

Esta ideia nao é nova, aliás está sempre presente nas discussões em Portugal sobre o papel da comunicação social. O que é novo é a apresentação de evidência empirica com base em informação respeitante a vários milhões de americanos.

Em Portugal, e na Europa em geral, é habitualmente a direita que se queixa da parcialidade da comunicação social. O meio jornalistico está fortemente impregnado de ideias e preconceitos de esquerda e mesmo os jornalistas mais conservadores são pressionados a defenderem, ou pelo menos a nao contradizerem, essas ideias e esses preconceitos. A resposta habitual da esquerda é que a comunicao social portuguesa é isenta pois ha muito que serve os seus (da esquerda) interesses.

Mas se esta evidência se aplicar a Portugal, está explicado, em parte, por que é que o país vota tanto à esquerda. Após anos de bombardeamento de ideias e preconceitos de esquerda torna-se difícil, mesmo ao mais convicto defensor dos valores conservadores, manter e afirmar os seus ideais.

Torna-se por isso urgente criar orgãos de comunicação social verdadeiramente de direita. Só conheço uma revista com tais características, e tem circulação restrita, a Futuro Presente. O resto finge que é de direita, como a Atlântico, mas vai defendendo o casamento entre homens sexuais e afins.

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