terça-feira, setembro 11, 2007

É bom senso mínimo, Dr. Paulo Portas.

Noticia hoje o Público que um membro da actual Direcção do CDS, Miguel Matos Chaves, proferiu ferozes críticas a Santana Lopes, acusando-o de ter deixado o país "num estado indescritível". Acabou mesmo por classificá-lo de "imbecil". E confidenciou, por fim, que nenhum PR, fosse ele de esquerda ou de direita, aguentaria um primeiro-ministro como Santana. Bastaria que tivesse "o mínimo de bom senso". O mesmo que terá faltado a todos os que tornaram possível o marasmo, servindo com dedicação e lealdade a imbecil criatura, certo Dr. Matos Chaves? Que divertido deve ser o pluralismo directivo do CDS!

9 Comments:

Blogger jorge lima said...

Pois, Caro Nuno, mas esse Matos Chaves de que eu nunca ouvi falar (é o da Fórmula 1?) tem o mérito de dizer o que era preciso ser dito com «visibilidade» para exorcizar a besta e nunca mais ser possível comprometer o lugar de Primeiro-Ministro: O SANTANA LOPES É UM IMBECIL!

9/11/2007 9:36 da manhã  
Blogger nuno pombo said...

Este Matos Chaves não é o da F1, não senhor. E se o meu amigo acha que ele disse verdades, quem sou eu para o contrariar. Mas tenho pena que ele não expenda o seu pensamento mais profundamente...

9/11/2007 9:41 da manhã  
Blogger Rui Castro said...

Jorge,
Tudo o que ele disse é, obviamente, verdade. Estarás, porém, certamente esquecido de quem era o parceiro de coligação de Santana, viabilizando assim o seu governo!?

9/11/2007 10:05 da manhã  
Blogger jorge lima said...

Ah, claro, nisso os meus bons amigos estão carregadinhos de razão. É só que eu, quando ouço falar do Santana, saco logo da pistola...

9/11/2007 10:16 da manhã  
Blogger TPestana said...

Meu caro Jorge, se "...nenhum PR, fosse ele de esquerda ou de direita, aguentaria um primeiro-ministro como Santana..." com é que os ministros do CDS aguentaram? Será que eram incompetentes? Será que, por uma questão de estabilidade governativa, sacrificaram o país a aguentar esse P.M.? Será que estavam agarrados ao lugar e não sabiam o que fazer na hipótese de um marasmo eleitoral (que se chegou a verificar)?

Eu, sinceramente, não concordo com nenhuma das hipóteses que acima levantei, como aliás não concordo com o facilidade que é atirar as culpas todas para cima de Santana Lopes. Se Santana Lopes tivesse feito metade do que Sócrates já fez até agora, a sua cabeça já tinha rolado. A diferença está entre um P.M. de direita e um P.M. de esquerda, a diferença está entre um mulherengo inveterado e um engenheiro mal acabado...

Agora uma coia é inadmissivel, um partido que fez parte do governo de Santana não pode dizer mal desse governo, sob pena de estar a passar um atestado de estupidez aos ministros que nele participaram e à direcção do partido que, pasme-se, concordou apoiar esse governo e esse P.M.

Direcção essa que, por incrivel que pareça, está agora de volta a fazer esta catarse purificadora do seu passado...

Num jogo de futebol eu costumo dizer que o jogador não tem culpa de ser mau jogador, o treinador é que tem culpa, pois devia ter visto isso nos treinos e não o ter posto a jogar. Neste caso passa-se exactamente o mesmo, PSL tem pouca culpa de não ter correspondido a algumas expectativas (embora, a meu ver, isso não seja verdade), mas mais ainda tem quem o pôs lá, quem o apoiou e quem lhe tirou o tapete, nomeadamente o antigo e actual PR, quando havia uma maioria no parlamento...

Repito: Imaginem se tem sido Santana Lopes a "comer" com esta estória do "curso/não curso de Engenharia", o que diria TODA a gente.. pensem só nisso...

9/11/2007 10:23 da manhã  
Blogger jorge lima said...

Caro/a Tpestana:

Concordo em absoluto consigo, tal como com o Rui e o Nuno, relativamente à parte da incoerência do PP. Por outro lado, não tenho nada contra um PM ser mulherengo. O que tenho contra, sim, é que um indivíduo que deu repetidas provas de errático, desleal, desestabilizador, vazio, inculto, inconstante (politicamente falando, mas também psicologicamente), perdulário relativamente ao erário público, etc, etc, possa ser Presidente de Junta, quanto mais PM. E se temos o Sócrates para lavar e durar, a esta aberração política o devemos (e também ao Durão Barroso, pois claro). Mas o Sócrates, por muito que eu deseje vê-lo dali para fora, não desrespeita o Estado.
Quanto ao Sampaio, fez o que era possível num país inculto - deixou-o dar um ar da sua graça, para que não ocorresse o motim que o PSD encenaria caso o chumbasse ab initio...

9/11/2007 11:02 da manhã  
Blogger TPestana said...

"...O Sócrates não desrespeita o Estado...".

O que é que o Santana Lopes fez que desrespeitou assim tanto o Estado? será que: (i) dizer que se é engenheiro e (ii) depois não é, e (iii) depois já volta a ser, mas (iv) afinal falta o inglês jurídico, não é desrespeitar o Estado???

Será que fazer um casting para as criancinhas aparecerem em acções de propaganda do governo não é desrespeitar o Estado??

Será que nomear um juiz para o tribunal constitucional num mês e retirá-lo no mês seguinte (depois de ele ter feito birra por não ser presidente do mesmo) não é desrespeitar o Estado?

Será que dissolver uma A.R. com maioria absoluta a meio do mandato, na altura em que, tradicionalmente, o governo está no auge da sua impopularidade, não é desrespeitar o Estado?

Volto a repetir, digam-me (mas a sério, com provas) o que é que o Santana fez assim de tão aberrante, que tenha desrespeitado o Estado, para além de ter participado numa festa com um lenço na cabeça fora do seu horário de trabalho (aqui D'el Rei).

Acusar o homem de ser inculto? porquê inculto? já teve uma conversa de fundo com ele para apurar a sua cultura? que eu saiba até concluiu a licenciatura com algum mérito (se bem que isso não prova grande coisa)... Perdulário quanto ao erário público? Que seu saiba o Bagão Félix foi o único ministro das finanças que se deu ao trabalho de fazer uma conferência de imprensa para explicar o orçamento de estado e se colocou ao dispôr dos jornalistas para tirar dúvidas...

Todas as acusações feitas a Santana Lopes são vazias de conteúdo, parecem saidas da boca do Octávio Machado(...vocês sabem do que eu estou a falar...).

Pode não se gostar da pessoa (ninguém é obrigado a isso), pode não se gostar do político (ninguém é obrigado a votar nele), mas aquilo que lhe fizeram foi o golpe de Estado mais baixo que alguma vez aconteceu na política portuguesa...

9/11/2007 2:38 da tarde  
Blogger jorge lima said...

Caro Tpestana: o seu ponto de vista é perfeitamente defensável, e vários dos meus amigos o partilham. Está a entender «desrespeitar o Estado» em sentido mais lato do que eu... Um abraço e volte sempre.

9/11/2007 2:57 da tarde  
Anonymous miguelmattoschaves said...

Meus Caros Amigos
Gosto de dar a cara pelo que afirmo.
Não retiro nada do que afirmei sobre esse senhor? Lopes.
Isso não inibe que acrescente algo que, PUBLICAMENTE PERANTE 800 CONGRESSISTAS disse no Congresso de 2005 do CDS-PP: Se eu fosse, na altura, Presidente do CDS-PP teria retirado o CDS da coligação mal o Dr. Barroso saíu do Governo.
Mas, também na latura, não vi nenhum dos meus parceiros da Comissão Política do Dr. Ribeiro e Castro, bater-se por isso. Seria porque ele também era da Comissão Política do Dr. Portas? Seria que o Dr. Mota de Campos não era da Comissão Política do Dr. Portas e não foi por ele indicado para o Governo?
Eu limito-me a ser coerente.
Eu limito-me a defender os interesses do meu País.
E isso não passa por manter o Sr. Lopes como Promeiro Ministro de Portugal. E o trágico é que ele agora pode dizer que foi 1º Ministro.!
E se quiserem "apertar" mais comigo eu conto mais algumas histórias sobre esse personagem.
E já agora: o CDS-PP NÂO SAÌU DIGINFICADO de ter sido parte nesse Des/Governo.
E já agora o PSD é de Direita?
Por muito que eu estude não consigo descortinar como? Deve ser defeito meu!
Em nenhum país, NORMAL, os Sociais-Democratas são considerados de Direita. O defeito deve ser deles!
E por hoje é tudo!
Bom Natal e Bom Ano para todos.
Miguel Mattos Chaves
Membro da Comissão Política do CDS-PP (sem pseudónimos)

12/22/2007 1:04 da manhã  

Enviar um comentário

<< Home

BlogBlogs.Com.Br