segunda-feira, fevereiro 12, 2007

EM JEITO DE CONCLUSÃO

Apetece-me dizer que discordo em absoluto do Carlos Abreu Amorim. Não houve transformação social nestes últimos anos em Portugal e também não houve desilusão com as tais propostas de última hora. A comprová-lo estão os mais 200 e tal mil votos do Não relativamente a 1998. A única coisa que mudou foi o Sim, que se apresentou mais moderado na forma, revelando-se mais eficaz que há 8 anos a esta parte. Esperemos que a alteração tenha também ocorrido ao nível da substância.

1 Comments:

Anonymous commonsense said...

Eu não estou tão seguro assim de quem perdeu o referendo. Quem o convocou não o conseguiu aprovar; por isso, perdeu-o. O cinquenta e tal por cento de aleitores que se abstiveram, desprezaram uma oportunidade de exercer a cidadania e com isso perderam também muita coisa. Os que defendem a vida - como eu - perderam a votação, mas não perderam a alma nem a coragem. O País perdeu a vergonha.

Tenho vontade de continuar. Na luta pela vida, este foi só um combate. Vai haver mais. Do nosso lado foi maior a mobilização, a organização, a coragem.

Só perde quem desiste. Nós não perdemos.

Temos que lutar agora pelo que vai ser o texto da lei. Pela defesa da opinião do pai (se a lei permitir que a mãe aborte contra a vontade do pai, será inconstitucional). Vamos fiscalizar as clínicas espanholas. Vamos pressionar o PR para que vete a lei, que só 20 a 25 por cento dos portugueses votaram à qual falta, portantom legitimidade política substancial.

Só perde que desite. Nós não perdemos!

2/12/2007 8:21 da tarde  

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