PRÉMIO: ESPELHO MEU, HAVERÁ ALGUÉM MAIS ANTI-CLERICALISTA DO QUE EU?
Na caixa de comentários deste post do Rui Albuquerque, no blasfemias, o Carlos Alberto Amorim escreve:
"A direita portuguesa continua a mais estúpida da Europa: centralista, estatista, tendencialmente autoritária, anti-europeísta e horripilantemente beata. Nada a fazer."
Não tendo dirigido tais mimos a ninguém em concreto, o que não é inédito, mas porque foi colocado num post que me é especificamente dirigido, decidi enfiar a carapuça.
Correndo o risco de não obter resposta do autor da frase, o que também não constituiria caso único no que respeita ao CAA, ainda assim permito-me tecer algumas considerações.
A direita portuguesa é um conceito vago e inexpressivo nas palavras do CAA, porquanto não identifica de que direita está o autor do comentário a falar. Vou presumir que se enquadram na expressão do CAA todos aqueles que sejam contra a regionalização (pelo menos, é isto que estamos a discutir). Se assim não for, peço que o visado me corrija.
Porque já aqui defendi a descentralização como alternativa à famigerada regionalização, gostaria que o CAA me explicasse as virtudes da sua opção (já que o Rui Albuquerque ainda o não fez).
Já o adjectivo estúpida, que alguns poderão considerar ofensivo, diz muito da (in)capacidade argumentativa de quem o utiliza. Para além de redutora, mostra o desejo em baixar o nível do debate. Se for caso disso aqui estou para o rebater de igual forma.
"centralista, estatista, tendencialmente autoritária, anti-europeísta e horripilantemente beata" são expressões que, usadas na mesma frase, nada dizem, até porque a ninguém em especial são dirigidas. No fundo, denotam o costumado ódio do CAA relativamente aos que se dizem crentes, pretendendo reduzir os seus argumentos de forma capciosa e intolerante, mesmo em assuntos em que tal condição se revela irrelevante. Quem o lê, habitualmente como eu, e subscreve muitas das coisas por ele ditas, tem alguma dificuldade em perceber o seu asco visceral quando toca à Igreja, levando-o a perder a razão e a clarividência. É pena que assim seja.
10 Comments:
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O SARGENTO NEGRO
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«SERGEANT RUTLEDGE»
Rui, aprendi há muito que não vale a pena tentar dialogar com a criatura: não se dialoga com o fanatismo. Mas é um excelente sinal que ele esperneie.
Quem é o Carlos Alberto Amorim?
É a reevangelização de que eu falo que é preciso levar a cabo...
Eu estou certo que o asco que estes fanáticos têm é à Igreja, muitas vezes por problemas que terão sofrido na sua vida (e certamente com razão).
O que temos que mostrar a estas pessoas é que a mensagem que defendemos e que tentamos viver sobrepõe-se a estes seus potenciais problemas e é a melhor forma de viver e conviver em sociedade.
Caro Rui Castro,
O meu comentário não era directamente dirigido a si. Habituei-me a respeitá-lo depois de muitos argumentos, remoques e razões, nos vários debates em que estivemos. Embora tenha de reconhecer que, naquele contexto, parecia que o insulto, designadamente a expressão "estúpida", lhe era destinada.
Pelo facto, apresento-lhe as minhas desculpas. Mas não era essa a minha intenção, insisto.
Era precisamente a pensar em seres do tipo desse Picoito, que agora mesmo escrevinhou nestes comentários, que eu estava a escrever uma sítese daquilo que alguma direita portuguesa é. Gente volitivamente acéfala, generosamente reaccionária e que ainda não fez o corte umbilical com a doutrina do trono e do altar. Que sujam todos aqueles que de boa fé se lhes associarem. Como acontece, aliás, nesta batalha em que V. está. Olhe à sua volta, Rui Castro e veja quem são aqueles que o rodeiam nesta coisa do referendo: com algumas honrosas excepções (que confirmam a generalização) só vê Picoitos e mais Picoitos.
Por isso, é natural o descuido de que acabe por confundir pessoas tão diferentes.
CAA
E esperneia, e esperneia... Ou muito me engano, ou em menos de uma hora teremos um post no Blasfémias sobre a Inquisição. Ele há gente muito previsível.
A propósito da matéria em causa lembrei-me agora de um parceiro que se tornou anti-clerical quando descobriu que era filho de padre.Claro isto não obriga a generalizações...
Caro CAA,
Antes de mais, as minhas desculpas pela troca do Abreu pelo Alberto.
Quanto às companhias, acredite que está equivocado. O pouco que vou conhecendo do Pedro Picoito diz-me exactamente o contrário.
Aliás, tal como eu, por vezes (muito frequentemente, aliás), caio na tentação de qualificar os outros como sendo "isto" ou "aquilo", sem na verdade os conhecer para o afirmar da forma peremptória como faço, parece-me que também aqui o CAA está a cair nesse mesmo erro.
Quanto ao demais, as desculpas obviamente que estão aceites.
Cumprimentos
É como diz, meu caro! Conhece pouco o Picoito. Pelo visto, há quem o conheça melhor.
Não conheço o 3,1416coito,por isso abstenho-me,mas não me parece que o CAA seja flor que se cheire...
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