segunda-feira, setembro 25, 2006

Recordar a Mensagem

A mensagem de Cristo, sendo radicalmente revolucionária, pode sintetizar-se numa ideia exigente e aparentemente muito simples: Amar Deus com toda a nossa Vida e amar o próximo como projecção natural desse amor divino. Ou seja, colocar no alvo da nossa imensa capacidade de amar, simultaneamente "Deus" e o "outro".
Durante boa parte do século XIX e quase todo o século XX, o marxismo (ou pelo menos alguns marxistas) tentou implementar um sistema fundado no amor ao outro (aqui entendido redutoramente como sinónimo daquele que sofre, daquele que é vítima do opressor) e desligado do amor a Deus. Os resultados são sabidos. Arrancar Deus do Homem permitiu que se abrisse a porta a uma das mais despudoradas histórias de violência contra os homens.
Agora, o fanatismo religioso tenta alicerçar a sua acção no amor a Deus, desprezando o amor ao próximo. A vida do outro (e até a própria - dos operacionais ... não dos mandantes, entenda-se) é perfeitamente irrelevante, é uma variável que não entra na equação proposta. Arrancar o Homem de Deus, como se vê, permite que se cometam as mais repugantes violências contra os homens. E tudo em nome de Deus!
Só centrando o nosso espírito na mensagem binómica de Cristo (Deus + Homem) podemos fazer com que chegue a Paz ao Mundo e a nossas casas.

5 Comments:

Anonymous MSN said...

Excelente texto.

9/25/2006 12:35 da tarde  
Blogger Rui Castro said...

Mto bom.

9/25/2006 12:40 da tarde  
Blogger Vito said...

Parafraseando a posta anterior, "é bom ter amigos assim"

9/25/2006 1:22 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Não era um binómio, era um trinómio. Está-se a esquecer do “amar os outros como a si mesmo” (ou algo do género, estou a citar de cor): não parece, mas a tónica aqui estava no “amar a si mesmo”. Se as pessoas tivessem maior auto-estima, não permitiriam que lhes fizessem muito do que deixam os outros lhes fazerem. Há os maus, e ninguém lhes retira a maldade ou a culpa, mas também há os que se deixam abusar... às vezes, mesmo em situação de inferioridade, há como lutar e reverter as situações. Sem auto-estima é que não.
Filipa

9/25/2006 5:54 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Apaguei sem querer a frase final, que era importante:
Excelente texto, though
Filipa

9/25/2006 6:07 da tarde  

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