sexta-feira, fevereiro 15, 2008

A Fernanda Câncio não é imbecil, mas produz muitas imbecilidades.

O seu problema deve passar por, apesar de ser jornalista, ter dificuldades básicas em interpretar o que lê. E nem com a magistral ajuda do João Vacas melhorar o seu desempenho. Ou então por julgar os outros por si mesma.
Ninguém manipulou dados. Nem ninguém disse que os 933 abortos se referiam ao período posterior à entrada em vigor da lei. Mas a Fernanda prefere ligar ao acidental, em vez de comentar o essencial. Continua a haver aborto clandestino em Portugal, Fernanda.
Posto o que reitero a pergunta inicial: é para si desumano que a rapariga que abortou ilegalmente seja julgada e condenada?
Para logo voltar aos números. 933 abortos realizados clandestinamente. Multiplique-os por dois. Chega a uma estimativa anual, ignorando agora o novo quadro legal. 1866 abortos com complicações. Se tentar encontrar a diferença entre 25 000, números por si propalados há um ano, e 1866 terá de concluir que ou todos os outros correram sem problemas ou os números fornecidos eram uma enorme mentira.
Quem manipula dados?
E perceba de uma vez por todas que o que nos separa é o facto de a Fernanda achar que o aborto é valioso, enquanto eu o vejo como um atentado bárbaro ao ser humano. Posto o que dialogarei apenas com quem cumpra requisitos mínimos de boa educação.
Passar bem.

10 Comments:

Anonymous Couraçado Hipopotemkin said...

O que é que a leva a dizer que a Câncio não é imbecil?

2/15/2008 11:00 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

È lamentável que não se consiga uma discussão intelectualmente séria sobre o tema.

2/15/2008 11:47 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

"Mateus 5, 20-26

Ouviram o que foi dito aos antigos: Não matarás. Aquele que matar alguém terá de responder em julgamento.
Mas eu digo-vos mais: Todo aquele que se irritar contra o seu semelhante terá de responder em julgamento; aquele que insultar o seu semelhante, chamando-lhe "imbecil", será julgado pelo tribunal; e aquele que lhe chamar "estúpido" merece ir para o fogo do inferno.
Por isso, quando fores ao templo levar a tua oferta a Deus, se te lembrares que o teu semelhante tem alguma razão de queixa contra ti, deixa a tua oferta diante do altar e vai primeiro fazer as pazes com o teu semelhante".

2/15/2008 12:01 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Espantosa demonstração de ignorancia,tomar o numero de complicações pós aborto pelo número total de abortos!

2/15/2008 1:02 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Contra factos não há argumentos.

2/15/2008 3:52 da tarde  
Blogger Ana Matos Pires said...

"Nem ninguém disse que os 933 abortos se referiam ao período posterior à entrada em vigor da lei."

Arranjei tradutor para o "vacalês" e parece que o João Vacas entendeu que tinha dito. Ou acha que esta tradução "A verdade é lixada. Aprovaram uma lei injusta e um ano depois há bronca, foram 933 os abortos clandestinos. Nós não queremos perseguir mulheres. Vós não percebeis nada de leis. Ides pedir prisão para estas mulheres? Ou quereis mudar a lei outra vez e alargar mais os prazos? Vós quereis facilitar e sois mentirosos." é uma manipulação disto "A verdade ser lixada. Terem aprovado lei injusta. Um ano depois haver broncas. 933. Vão de escada existir à mesma. Nós não querer perseguir mulheres. Vocês não perceber nada de leis. Vocês ir pedir prisão estas mulheres fora da lei? Ou querer mudar lei outra vez? Alargar sempre prazos? Vocês querer facilitar e ser mentirosos."?

2/16/2008 2:12 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Coitado, o vacas é um iletrado.
Mais toujours vachement fiére de ...

2/16/2008 10:55 da manhã  
Anonymous rpa said...

Muuuuuuuuuuu!

2/16/2008 10:48 da tarde  
Blogger aquiles said...

A mafaldinha tem um problema com a gramática: confunde as conjunções causais com as concessivas. Não é 'apesar de' ser jornalista, mas 'porque' é jornalista a Câncio é uma imbecil.

2/17/2008 2:48 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Caro Aquiles,

vejo onde quer chegar. Mas não entre por aí. Eu nunca disse que a Câncio era imbecil. Apesar de muitos não entenderem, critico posições e não pessoas. E há toda uma diferença entre as duas atitudes.
Cumprimentos.
Mafalda

2/17/2008 10:17 da manhã  

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